"Eu te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie dos teus mandamentos." (Salmo 119:10)

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Como faço para me enxergar melhor?

Mônica Crema


Eu não acho que sou uma pessoa muito difícil de conviver, porém, tenho um defeito muito sério: tenho muitas dificuldades de enxergar meus próprios defeitos. Talvez porque, sinceramente, eu nunca faço alguma coisa pensando em, propositalmente, causar mal a alguém, entretanto, tenho certeza que acabo causando mal a algumas pessoas, inevitavelmente. Sinceramente, também não sei por que este texto está começando desta maneira, eu queria mesmo era falar de como ontem eu me dei conta de que sou uma pessoa dispensável. De alguma maneira, todos somos dispensáveis em alguma medida: ou somos dispensáveis para algumas ocasiões, ou para algumas tarefas, ou para algumas pessoas mesmo, em termos de afeto e cia. Enfim, eu me dei conta de que sou uma pessoa dispensável e isso me atingiu de maneira que eu não pensei que seria atingida.

sábado, 1 de outubro de 2016

Mais sozinha que a última peça do resta-um



Estou na fase mais "zen" da minha vida: de muitas reflexões, de muita coisa pra fazer em relação à minha vida profissional, de um reencontro com Deus, de definir minhas prioridades, de refazer alguns planos, de sonhar bastante e trabalhar pra realizar. Mas nunca estive tão s o z i n h a. Sério.

Há algum tempo sempre havia uma conversinha no Whats, ou no Face, enfim, sempre tinha alguma coisa que, mesmo desinteressante, sempre fazia eu me "divertir". Agora não tem nada. Confesso que estou sentindo falta. Estou caretona e carentona, sinto falta de alguém me enchendo o saco ou puxando um papo de leve. Nem James Roberto aparece na minha vida mais.

Apesar disso, nunca antes senti uma leveza e uma tranquilidade como agora. Acredito que isso se deve principalmente à questão espiritual, que vem me ensinando a me preocupar com o que é mais importante, que vem me ensinando a esperar o tempo certo, que vem me mostrando que eu sou amada e querida mesmo com todos os meus erros e vem me ajudando a definir quem eu quero manter perto e quem, infelizmente, não me ajuda a evoluir enquanto pessoa.

Mas tudo bem, eu estou aqui, esperando, derivado de esperança, acreditando que um dia eu serei o presente de alguém, e que, um dia, alguém vai me achar. Enquanto isso, nada melhor que curtir sim a solitude, e a solidão também.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Ressignificar



Ressignificar é uma das palavras que mais ouvi no curso de Psicologia. E apesar de reproduzi-la em diversos contextos e copiá-la em diversos conceitos nunca tinha compreendido o que realmente ela é até o momento de ter que lidar com isto.

Ressignificar não é "pensar o lado bom da coisa", é mais como transformar o sentido daquilo que se apresenta. A dor do parto não é apenas uma dor que é insuportável, mas um momento de abertura de um novo ciclo, quando você ressignifica esta dor ela passa a ser mais aceitável, por exemplo.

Eu estou aprendendo a fazer isso com as dores com as quais estou convivendo. A dor da partida, a dor da mudança, a dor do medo, a dor do desacreditamento, a dor da solidão, a dor da carência, a dor da saudade, a dor das expectativas, a dor da responsabilidade em suas costas. Tantas dores que às vezes sufocam.

domingo, 4 de setembro de 2016

Tranquilidade


* todas as imagens do Poeme-se*

Mais uma vez encontro-me com esta sensação de que está tudo parado, de que a vida está andando e eu sou a pessoa observando da janela. Mas talvez não seja isso...

Talvez eu só esteja realmente mais tranquila. Talvez estejamos crescendo e as nossas preocupações não são mais o que fazer no próximo final de semana, mas sim dar um jeito de reservar um tempo para ver aquele amigo que precisa de você ou que você não vê faz tempo.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Não esperar nem (des)esperar.



Durante estes dias estou pensando em muitas coisas: sobre o quanto temos que seguir em frente mesmo quando nos sentimos culpas (e livrar-se do sentimento de culpa é o primeiro passo), sobre o quanto temos que ter cuidado ao falar com as pessoas, principalmente sobre assuntos que lhe doem, sobre autoconhecimento e, enfim, sobre isto que acredito que será a pauta: os planos.

Eu sempre tenho planos. Eu sempre planejo. Não estou falando só de sonhos, mas de planos, pensar na época, se ver daqui há alguns anos fazendo isso ou aquilo. Não há nada de errado em planejar, acho, inclusive, que é saudável que a gente tenha pelo menos uma direção. Mas apegar-se aos planos é o que não anda me caindo muito bem.

Por várias vezes planejei coisas incríveis (na minha cabeça, pelo menos) e por erros meus, fatalidades, desencontros, enfim, as coisas não saíram da maneira como eu tinha pensado. E sempre que isso acontecia (espero continuar usando este verbo no passado) eu ficava sem chão.

domingo, 21 de agosto de 2016

Te amar sem te querer [poesia-tentativa]

Quem me dera ler-me de novo em tuas linhas
Como eu gostaria que meu corpo fosse de novo teu papel

Te levar e te guiar por todos os lugares que eu falei
Desfrutar tua companhia, fazer nossas próprias leis

Ver teu sorriso aberto, raro, porém sincero
Sentir teu cheiro e sentir que ele é meu

Quem me dera poder te amar sem reservas
E tua falta só sentir pela distância

Ah, meu amor, quem dera eu pudesse reverter tudo
Refazer tudo, construir tudo de novo, mais uma vez.
Ou te arrancar do meu peito com facilidade
Te amar sem te querer.


terça-feira, 16 de agosto de 2016

Cheio de vazio


Nós sempre queremos ter uma resposta para todos os que nos perguntam o que foi que aconteceu. E acontece que nem sempre sabemos de verdade o que aconteceu, nem sempre temos a certeza, conseguimos descrever, distinguir, discernir. Diante da nossa impotência em acessar aquilo que é mais profundo e que vai ver nem precisa de explicação, nos limitamos a dizer que não nos encontramos no tempo certo e somos apenas bons amigos.

É comum que todos esperem por algo palpável, por um culpado, por alguma falta de respeito. Por algum motivo, por qualquer questão. É possível que em algum momento (ou vários) de nossa vida passemos por este instante onde as coisas não possuem explicações, mas podemos sentir que há um vazio, um espaço que não é preenchido nem com todo o amor, todo o carinho, toda a química e todos os sonhos que existem. Um espaço de dúvida e insegurança que, mesmo que tudo caiba nele (e ainda sobre!), ele continua lá: cheio de nada. E não adianta insistir.

sábado, 13 de agosto de 2016

A gente sabe que vai passar.




Eu sempre estive do outro lado. Do lado que via um problema, ou causava ele, e tentava resolver. E resolver algumas vezes significava abandonar o barco e nadar até a próxima praia (mesmo que isso cansasse e pudesse me matar). Desta vez em momento algum, neste segundo tempo, eu vi o barco afundando. Quando dei por mim, a água já estava acima dos nossos joelhos e fui obrigada a me jogar no oceano. Não me preparei. Ainda queria ficar lá, no barquinho. Não sei para que praia vou, não sei sequer se tenho forças para nadar.

Nos momentos de naufrágio sempre existem as vozes que nos dizem as mesmas coisas que dizemos quando não somos nós os que estão afundando:

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Conservador ou porra-louca: nenhum, obrigada.




Eu pensei em escrever isso no mural do meu perfil no Facebook, mas acabei desistindo por vários motivos. Um deles é a minha dificuldade de me posicionar e a dificuldade da humanidade de saber questionar e dialogar sem a necessidade de acessar o mode língua ferina. Isso me incomoda muito e, por isso, apertei o botão do Jaiminho no meu cotidiano e ultimamente tenho vivido querendo "evitar a fadiga".

Mas uma coisa muito, no mínimo, intrigante, anda acontecendo na minha universidade. Recentemente um encontro chamado de "I Encontro da Juventude Conservadora da UFMA" foi divulgado, em resposta ao movimento um outro evento na mesma data, supostamente acontecerá (não sei se o pessoal está só provocando ou se realmente algo está sendo organizado), o "I Seminário da Juventude Porra-Louca". Bem, memes e piadas (até de minha parte) à parte, sabemos que esses eventos são o reflexo de um grande embate ideológico e de tom maniqueísta que estamos vivendo em nosso país nos últimos anos, mais fortemente observável agora com a disputa PT x PSDB, Dilma x Temer e etc. Bem, acabo de citar uma das coisas que mais me irrita nisso tudo: o maniqueísmo. Ao que me parece a consciência política de boa parte das pessoas (e de muitos jovens) é baseado numa filosofia Power Rangers, bem versus o mal e simples assim. Não sou nenhuma bambambam da política, mas pelo menos consigo perceber claramente que, em nosso sistema político pelo menos, esses dois lados não são tão claros e fixos como percebemos.

Ultimamente, andei refletindo sobre a importância de se posicionar sobre determinados assuntos. Confesso que isso me amedronta e explico o porquê a partir destes dois exemplos de eventos:

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Carta para seguir em frente



Eu sei que você fez o que podia. Sei que você não queria ter feito o que fez, mas acredito na sua palavra. Não leio mentes nem sondo corações, mas creio que você tenha se arrependido, pois tu tens mania disso: de se arrepender muito de muitas coisas, tanto que às vezes até cansa, embora eu realmente acredite. Eu sei que você não voltou atrás por diversos motivos: a dúvida se era para realmente ser (se há a dúvida, deve ser?), o fato de não ter perdoado questões iniciais e ter "passado por cima" como se estivesse tudo bem e, principalmente, o perdão que você nunca daria (e ainda não deu) a si mesma. Olha, eu sei de tudo isso e, sinceramente, compreendo tua decisão, respeito e sei que tu tens certeza que era o melhor a ser feito.

Tu tens uma carcaça fria, um sorriso gelado que não deixa transparecer a dor e o medo, a tristeza. Teus olhos são sérios e rígidos, pétreos, tu és pedra, dura, implacável. Mas eu sei que por dentro tu te martiriza, se mata aos poucos, se apunhala. Hoje eu sei disso, mas  eu te recebi fria e indiferente, como se não doesse em ti como doía em mim, não entendia que o grito que agonizava em tua consciência te ensurdecia. Tu tens a razão em cada frase, sufoca tuas emoções e passa por cima do que não é certeiro, te joga num abismo de cálculos, previsões e certezas do que na tua cabeça tu acredita piamente que não vai: suportar, aguentar, levar e, nunca mais, querer mais.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Participação especial: você mesmo.



Tem gente que é temporária, que você por um momento até acha que não, mas depois de um tempo, percebe que foi. Não estamos falando aqui de relações utilitaristas, mas de relações passageiras. Eu realmente acredito que existem pessoas temporárias, relações temporárias. E essa não é uma visão negativa da vida, mas o que percebi na minha própria experiência.

Durante nossa vida vamos encontrando pessoas que nos marcam de formas infinitas e que queremos realmente que façam parte de todos os nossos momentos. O tempo passa, e às vezes ele é curto, ou então vem a distância, as tarefas, as mudanças bruscas ou até mesmo a falta de mudança; algo acontece e você percebe que a coisa não é mais a mesma. Não que você não goste da pessoa ou que não continue desejando-a como um dos personagens da sua história, mas parece que as coisas simplesmente... mudaram.

Segundo ato.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Agradeça pelos detalhes



Outro dia li um texto que falava sobre fazer um agradecimento por dia. É um exercício de, ao final do dia, olhar o que aconteceu e agradecer por algo. Este exercício aparentemente é muito simples de ser feito, mas bem sabemos que não são todos os dias que fazemos isso, ainda mais sabendo que há dias em que nada dá certo, há dias em que saímos com nossa agenda toda organizada com as coisas que temos que fazer, perambulamos para cima e para baixo, enfrentamos trânsitos e pessoas grossas em atendimentos e no fim de tudo nada se resolve. Fala sério, você nunca teve um dia ruim assim?

quarta-feira, 18 de maio de 2016

A incrível geração de pessoas que possuem a vida mais interessante que você



Existe um tipo de pessoa que sempre vem te contar as novidades sobre sua vida e demanda de você toda a atenção do mundo para os fatos que, obviamente, são engraçados e excitantes, inusitados e exclusivos. Você ouve e algumas vezes as histórias até realmente são engraçadas, legais ou até mesmo sérias. Ah, por falar nisso, os problemas... Da mesma forma como as boas notícias, as más também são sempre acima da média. Os problemas destas pessoas sempre são muito complicados, fica até difícil de falar em possíveis soluções. São verdadeiramente um inferno na terra. Certamente você deve conhecer alguém assim.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Junto ou separado?

Quando eu paro um pouquinho para dar uma olhada nas coisas ao redor, o que eu percebo é um misto de intensos sentimentos muitas vezes completamente paradoxais num mesmo grupo de pessoas ou numa mesma pessoa, em todos os lugares - e esse é um dos motivos de eu ter vários mecanismos para usar as redes sociais de maneira mais moderada possível, por exemplo. Não critico isso, pois até no espelho enxergo às vezes esse fenômeno. Não posso negar, no entanto, que me incomoda um pouco essa sensação de falta de solidez.

Você faz a leitura de um blog (e, sério, estou farta desses blogs todos tão iguais - podem até incluir o meu) que diz que você tem que fazer o que quiser, sim, afinal, você é livre! É preciso desapegar, desamar, se conhecer, dar pra todo mundo ou não dar pra nenhum, que é hora de viver o momento, viver o aqui e o agora e pronto. Que é tempo de ficar só e isso de maneira alguma é ruim, que esse lance dos status, das formas predefinidas, não, nada disso funciona mais. Afinal, é hora de amar a si e somente a si, assim.

Fujam para as colinas!

domingo, 24 de abril de 2016

Smashed (2012)




Smashed (2012 - "De Volta à Realidade"), é um daqueles filmes em que muita gente não acredita ou não considera ser interessante para assistir. A sinopse foi sugestiva o suficiente para me aguçar a curiosidade:

Kate (Mary Elizabeth Winstead) e Charlie (Aaron Paul) formam um jovem casal cuja união se deu pelo amor que ambos sentem pela música, pela diversão e pela bebida... Principalmente pela bebida. Quando o consumo de álcool começa a levá-la a lugares perigosos e põe em perigo seu trabalho como professora, ela decide procurar os Alcoólatras Anônimos e se manter sóbria. Com a ajuda de sua nova amiga e protetora (Octavia Spencer) e do vice-diretor do colégio onde trabalha, o estranho mas bem-intencionado Sr. Davies (Nick Offerman), Kate toma providências para melhorar sua saúde e sua vida. No entanto, manter-se sóbria não é tão fácil como Kate imaginara. Seu novo estilo de vida revela um relacionamento complicado com sua mãe, fazendo-a enfrentar as mentiras que contou a sua chefa (Megan Mullally) e põe em dúvida a razão de seu casamento com Charlie: amor ou medo de enfrentar a vida adulta? (Filmow)