"Eu te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie dos teus mandamentos." (Salmo 119:10)

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Não esperar nem (des)esperar.



Durante estes dias estou pensando em muitas coisas: sobre o quanto temos que seguir em frente mesmo quando nos sentimos culpas (e livrar-se do sentimento de culpa é o primeiro passo), sobre o quanto temos que ter cuidado ao falar com as pessoas, principalmente sobre assuntos que lhe doem, sobre autoconhecimento e, enfim, sobre isto que acredito que será a pauta: os planos.

Eu sempre tenho planos. Eu sempre planejo. Não estou falando só de sonhos, mas de planos, pensar na época, se ver daqui há alguns anos fazendo isso ou aquilo. Não há nada de errado em planejar, acho, inclusive, que é saudável que a gente tenha pelo menos uma direção. Mas apegar-se aos planos é o que não anda me caindo muito bem.

Por várias vezes planejei coisas incríveis (na minha cabeça, pelo menos) e por erros meus, fatalidades, desencontros, enfim, as coisas não saíram da maneira como eu tinha pensado. E sempre que isso acontecia (espero continuar usando este verbo no passado) eu ficava sem chão.


"E agora, o que eu vou fazer?"

É assim que a gente se sente, não é? Sabe aquele dia em que você fez um check-list de todas as tarefas que você pretende realizar e no final do dia fez um total de 0? Bate aquela frustração. Talvez o arrependimento. A raiva. Ainda mais se você de fato se esforçou para fazer as coisas, saiu de casa, pegou transporte público, fez o raio e nada deu certo. Dá vontade de não fazer mais é nada. Não tenho razão? Eu sinto-me assim pelo menos. Estamos falando de um dia. Agora imagina uma VIDA.

Planejar uma VIDA. E de repente: PUF! Sua vida não seguirá pelos caminhos que você queria que ela andasse. O medo, a raiva, o desespero, a sensação de não saber o que fazer, de estar perdido e sem sentido. Eu já me senti assim muitas vezes. Mas por que eu não tinha o que fazer de fato? Eu não tinha outras opções? Não. Simplesmente porque eu me apeguei ao meu plano. Tanto que eu não sequer me dava o direito de olhar para o lado e pensar em fazer outras coisas, de outras formas, que me levassem a outros caminhos ou até ao mesmo caminho, quem sabe?

Não esperar. Nem (des)esperar. Também não estou falando de deixar fluir, ficar nesse carpe diem... Não. Não é isso. Planejar sim, caminhar sim, mas nunca descartar todas as possibilidades. Nunca transformar o plano no objetivo em si mesmo.

Ultimamente tenho passado por algumas questões que estão me fazendo refletir sobre muitas coisas. Tenho me conhecido mais: eu supervalorizo falas, sou hipersensível, me entrego demais muito rapidamente, tenho dificuldades de receber e ouvir as críticas, acabo sempre querendo me justificar e mal termino de ouvir a pessoa, sou resistente a mudanças e quero controlar o fluir da minha vida fazendo planos mil.

A minha vida está andando e eu não sei se chegarei um dia onde eu quero, mas, hoje, me permito vislumbrar várias alternativas e, melhor ainda, me permito fazer vários planos! Porque o que é mais certo é que, de um jeito ou de outro, a gente tem que caminhar.

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