"Eu te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie dos teus mandamentos." (Salmo 119:10)

domingo, 12 de agosto de 2012

Mejicano

Hoje é dia dos papitos. Os papitos mais fofos deste mundo, que nos acompanharam desde o nosso nascimento só que não. Eu vim falar do meu pai. Nem mal nem bem, apenas falar. Infelizmente não temos o melhor relacionamento do mundo e acredito que não é culpa minha nem dele, mas que pode ter sido acarretada pelos milhares de fatores que ocorreram antes mesmo de eu nascer.

Meu pai (óculos escuros) e copo na mão e
meu padrinho, Lulu, bermuda jeans azul e sem camisa.
Eu e meu pai somos bem parecidos em algumas coisas e muito diferentes em outras. Diferentes na maioria das vezes. Irrito-me com muitas situações e atitudes, mas acho graça também nas coisas pequenas pras quais ele dá tanto valor. E, não sei se é a intenção de recuperar o tempo perdido ou apenas instinto mesmo, admiro a preocupação exacerbada, mesmo quando não existe nada pra se preocupar.


Se quiseres saber o que é boemia, pergunte a ele. Ele saberá perfeitamente responder. Meu pai não perde um dia de carnaval, meu pai não perde um fim de semana. Ele não sabe o que é ficar em casa em época de São João. Ele reclama das fantasias do bloco e diz que faria melhor, e diz que fez melhor. E eu acredito em certas coisas, outras eu nem ligo.



De onde saiu o nome
da minha irmã mais
velha: Kyzzy.


Mas sabe o que eu mais admiro no meu pai? É que ele é o que ele quer ser. Ele é o que ele é e pronto. Nunca se importou com o que diziam ou dizem, nunca ligou se não estava nos conformes. Quando nasci ele foi embriagado me ver e não estava nem aí. Nem ligou pro fato do sogro ser um assembleiano ferrenho! Eu queria ser assim também, não a parte do embriagada, rs, mas sim a do não me importar tanto. Meu pai não está nem aí se acham brega o jeito que ele se veste. Ele sai de camisa polo vermelha, chapéu vermelho, um rayban de lente vermelha no fuscão vermelho dele e nem tá ligando pra você. Ele colocou o nome da minha irmã mais velha por causa de um livro que leu e nem ligou se não gostaram do nome dela (depois que eu li o livro eu gostei rs). Ele me deu de presente o livro "O Exorcista". É estranho? É.




o bendito óculo das lentes vermelhas

Meu pai é ele mesmo. Não é um herói. Não é companheiro. Mas é ele. Gosta de assistir TV Cultura, odeia meu timão (♥) e nem tá ligando pra mim. Nem posso me esconder na Madre, todo mundo conhece ele. Os flanelinhas não mexem comigo porque eu sou filha de Mexicano. Grandes coisas. Ele nem é alto nem forte. Mas é velho ali, tem boas amizades... Acho isso bonito. Ele é ele mesmo: convencido, autossuficiente e louco. Louco do jeito dele. Que imagem é essa do meu pai que estou criando pra vocês? Não sei e nem quero tentar. Eu estou dizendo o que vejo. Só.

4 comentários:

Juliana Diniz disse...

É.. agora sabemos para quem Steffi de Castro puxou! =P
Até hoje acho engraçada a história do dia em que seu pai saiu "todo de vermelho". XDD Também admiro muito pessoas assim como ele. Que não se importam com o que vão pensar ou dizem.. são aquilo que querem ser e lhe fazem bem. Um dia quero ser assim também.

Caíque G. Apolinário disse...

Que bunitim haha O presente de dia dos pais pro meu pai foi uma batida no carro dele (não fui eu! haushu') que coisa não? ;s ahsuhaus'

Estou curtindo e seguindo o blog ;)

Bjuuu'z

Martha Franciny disse...

Eu não conheci meu pai, então não posso dizer nada sobre ele. Mas achei muito legal a forma como você falou sobre o seu, sem fazer rodeios, falou quem ele é. :)

Mariana de Castro disse...

Queremos pais que sejam heróis e é mais ou menos essa a imagem que temos deles quando somos crianças. Só depois, quando amadurecemos é que podemos perceber seus defeitos e qualidades, perceber que eles são gente igual a gente em tudo, com suas peculiaridades, defeitos e qualidades. (menos na parte de namorar pra fazer os flhinhos, porque não sei o de vcs, mas papai e mamãe nunca fizeram essas coisas aí não, eu mesma vim da cegonha!)

Em tempo: acho muito legal a Ferrari do teu pai =)