"Eu te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie dos teus mandamentos." (Salmo 119:10)

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Rubel

Dai glórias porque Sua criatividade foi dada a todos! Inclusive a Rubel.

Descrevo Rubel como: calma, delicadeza, sensualidade, beleza e sensibilidade. Pense num álbum gostoso de se ouvir enquanto come, antes de dormir, para brincar com seu bebê, enquanto se arruma, para pensar na vida... Rubel está bem encaixado. É uma tranquilidade com o peso de palavras e orações tão bem feitas e tão sinceras. Uma voz doce sem deixar de ser masculina.




 "Lança o barco contra o mar, venha o vento que houver e se virar, nada. Pega a mala que couber, roda a estrada sem saber, e se perder, calma..."








"[...] Acometida pela euforia de uma nova face se lançou na rua e o mundo lhe retribuiu com
flores. Ninguém duvidou que a mascara cobria um rosto que antes era só temor. E nada parecia lhe fazer parar de acreditar que o novo rosto, e forte, na verdade sempre fora o seu. E mesmo que alertassem ela respondia só: "Sou eu". Mas teve um dia que ao descer à rua o mundo desabou: outros tantos lindos mascarados transitavam sem pudor, ajoelhou com raiva, olhou pros céus e antes de gritar, chorou. E ao se levantar olhou pros mascarados, condenou: 'São todos falsos, tantas cópias de um rosto que antes era meu!". Ninguém lhe dava ouvidos, ela então cansada se desmascarou e sorriu.
E dizem que sorrindo ela entendeu que a vida só se dá pra quem se deu".

Simples, mas tão verdadeira... Será que estamos mascarados assim?





"Chegaste em boa hora pra ver o mundo que gira veloz e a vida que corre demais. Ben, ouvi dizer que você quer falar, sua mãe me contou que você tá demais. E vendo suas fotos me bate saudade... Ben, um dia você vai crescer, cansar de brinquedo e jogar, voltar com a tristeza de baixo do braço... Que os dentes caem e as pernas crescem demais, fantasmas voam depois que a luz se desfaz, mas não tem mistério não, não tem por que chorar. Ben, não deixa de ouvir os discos que eu dei nem perde um bom dia de onda no mar. Não deixa de me visitar, seu moleque safado. Ben, não liga pro que vão dizer nem ouve conselho demais, nem mesmo as bobagens que eu te falo agora..."

Triste, pesada, arrependida?, talvez. Mas antes de tudo, uma música pueril e paternal. Coisa de família, que tanto encanta. Encanta sim.



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