"Eu te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie dos teus mandamentos." (Salmo 119:10)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

2015: o pior anos de nossas vidas

Douglas Girard –  La alegría de vivir.


Mentira. Não foi o pior ano da minha vida. Acho que nem da sua. Venhamos e convenhamos que as coisas sempre podem ficar pior, e há ainda o clichê bonito de se dizer que toda coisa ruim tem seu lado bom. A minha retrospectiva sobre 2015 não reflete os acontecimentos mundiais (que inclui os nacionais - crise, desastres ambientais, escândalos, desemprego...), mas ainda assim acredito que os ensinamentos que me deu são válidos, pelo menos para mim.

Em 2015 eu passei por muitas mudanças, inclua aí o meu ganho de peso. Inclua também o perfeito amor destruído por mim. Inclua também a fuga/solução para a minha falta de privacidade e minha vontade gigante de voar mais alto e sem explicações - nem para mim mesma.

Inclua também a solidão, o medo e a insegurança. Mas inclua também a coragem, que nem eu sabia que tinha. Inclua também a falta de vergonha, que eu já tinha ideia que tinha, mas que não ainda havia testado.


Inclua minha instabilidade quando o assunto é fogo, é tentação, é teste, desafio ou raiva. Mas inclua nesse pacote também a minha estabilidade, ou melhor, a estabilidade daquilo que preenche minha consciência, da prática da minha fé - que mesma balançada, ainda aqui reside, firme e forte - daquilo que eu acredito que sou e do que eu sou, estável. Pode ser difícil perceber, mas está estável, não está abalado.

Inclua também as minhas descobertas:
Descobri pessoas.
Descobri medos.
Descobri sonhos.
Descobri desejos.
Fiquei completamente descoberta.

Inclua a minha falta de tato, inclua a minha dúvida (voar ou pousar - usar ou amar - tentar ou descartar - crescer ou jogar tudo pro ar...), inclua as minhas falas que não deram certo. Inclua também a decepção que muitos tiveram de mim. Inclua também os ombros e ouvidos que recebi.

Foi um ano e tanto. E já está no fim. Da mesma forma como eu sinto que sim... eu já estou no fim. No fim dessa fase. Outra vem aí, não sei como será, não sei o que acontecerá, mas eu estou sentindo que sim, outra fase vem aí, e eu preciso lembrar de tudo isso que passou tão louco e descontrolado, lembrar de todos os ensinamentos para tentar enfim um equilíbrio, deixar de ser 8 ou 80.

Enfim, 2015 foi ano de cantar: "sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão, só sei que ela está com a razão."

Um comentário:

Ana Taise Nascimento disse...

Oi, Steffi!

2015 foi um ano maravilhoso!! E também fiz grandes descobertas interiores e exteriores. Adorei seu texto, acho que você consegui colocar em palavras, sentimentos e emoções. Continue. Gostaria muito de conhecê-la um dia.
Parabéns!!