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Douglas Girard – La alegría de vivir. |
Mentira. Não foi o pior ano da minha vida. Acho que nem da sua. Venhamos e convenhamos que as coisas sempre podem ficar pior, e há ainda o clichê bonito de se dizer que toda coisa ruim tem seu lado bom. A minha retrospectiva sobre 2015 não reflete os acontecimentos mundiais (que inclui os nacionais - crise, desastres ambientais, escândalos, desemprego...), mas ainda assim acredito que os ensinamentos que me deu são válidos, pelo menos para mim.
Em 2015 eu passei por muitas mudanças, inclua aí o meu ganho de peso. Inclua também o perfeito amor destruído por mim. Inclua também a fuga/solução para a minha falta de privacidade e minha vontade gigante de voar mais alto e sem explicações - nem para mim mesma.
Inclua também a solidão, o medo e a insegurança. Mas inclua também a coragem, que nem eu sabia que tinha. Inclua também a falta de vergonha, que eu já tinha ideia que tinha, mas que não ainda havia testado.