"Eu te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie dos teus mandamentos." (Salmo 119:10)

terça-feira, 23 de março de 2010

Eu deixei de sentir...


trecho do livro GO, de Nick Farewell.


"Mas acho que desta vez não se trata da repetição. A dor desapareceu, a solidão foi aceita e o amor não existe mais. Os disco estão em rotação mais lenta e acho que chegou a hora de apertar o botão stop. Não, não estou triste. Não mesmo. Muito menos angustiado. Simplesmente tudo se apaziguou. Eu deixei de sentir. Acho que todas as minhas folhas caíram. Quando o inverno chegar, penso em dormir para sempre. Talvez como uma hibernação da vida, não pretendo acordar nunca mais. Não, também não penso em morrer. Não, não é isso. Sinto que estou com uma certa assepsia. Explico. Não sinto o gosto pela vida. É como se estivesse gripado e não sentisse mais o sabor das comidas. Perdeu a graça tudo de que gostava. (...) A minha vida pasteurizou-se.Virou um leite coalhado impróprio para o consumo."


Este livro é maravilhoso, ele descreve exatamente o que eu andei sentindo estes últimos tempos. Um cansaço.Cansaço da vida.É tão confuso quanto a explicação dele. Ao mesmo tempo que é inteligível, e para algumas pessoas, deprimentes como eu, é até afável. Eu consigo sentir na pele o que ele tenta dizer. Você entende? Talvez não, porque provavelmente sabes viver mais que eu. A verdade é que sentir-me assim só demonstra o quanto sou egoísta, a minha incapacidade de reconhecer algo melhor que eu e meus pensamentos. Eu não entendo por que devo discernir o certo do errado, se nem ao menos consigo colocá-los em prática. Será que isto realmente é necessário? A minha maior vontade agora é compreender o porquê de tudo isso que estou vivendo e sentindo. O que aconteceu afinal? Que trauma eu sofri? Não lembro, ou lembro, não sei. Eu só sei que a cada dia me mergulho em mais problemas da minha própria cabeça. Só me resta a fé que ainda tenho. A certeza de que Deus está preparando pra mim algo melhor do que eu mesma planejo.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Justiça sem coações.

" Nossas ações têm de ser justas, nós temos os mesmos direitos que os outros, portanto, temos também as mesmas obrigações. Devemos obedecer à nossa consciência, independente de estarmos sendo ou não vigiados. Portanto, ter consciência moral significa agir de forma justa, escolhendo sempre o bem de forma voluntária e não por imposição externa. "

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Joanne está viva.


Joanne absorta no mais recôndito dos seus pensamentos procurava lembranças, palavras, algo que não a deixasse esquecer daquele sorriso, lacônico, bucólico, até mesmo fúnebre. Com ele ela aprendeu a reconhecer a beleza no mais atroz dos sentimentos, pois "o sentir é essencialmente humano", ele dizia, e agora, depois de sua partida, o sentir não passava de uma concepção conspurcada da sua nostalgia. As suas pálpebras pesavam, o seu temor se realçava e a sua paixão por ele a atormentava.

Ensimesmada, decidiu crer com veemência que o passado não podia ser vivido novamente, e por mais triste que fosse, restava apenas esquecê-lo, e lembrar apenas que ela sim, estava viva, e que isso significava aproveitar o seu tempo com avidez, deixar de lado todas as atitudes e as palavras frívolas. Porque, afinal, a existência era para muitos, mas o viver para raros, e ele merecia os dois, mas não estava ali.

Apesar de concluir que isto era o melhor a se fazer, não fez, pois esquecer tudo o que ele fez, tudo o que ele era, seria o estopim para a sua desintegração. Pois ela inteira era ele, ela inteira vivia ele, e sem ele, ela seria apenas ELA, sem enfeites, sem atrativos, como a perda seria também sem sentido.

Joanne jamais se permitirá perder de vista o impreciso horizonte que sua lembrança a traz vez ou outra. Seu passado constituía o seu ser, e era o mais lindo existente. Ela ama com apetência, com avidez, eternamente.
Joanne o ama, o vive. Vive assim.


Steffi de Castro
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Meu segundo conto, o primeiro publicado aqui.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Deliberadamente: saia do meu livro!

Tudo o que eu faço é premeditado, meus erros e meus acertos.
Tenho algumas falhas, obviamente, não posso calcular tudo, mas sempre tenho O plano.
Quando alguma coisa sai dos eixos, sai do meu controle, eu escapo, dou um jeito de fugir, consigo, mas apenas por um tempo. O meu erro sempre volta pra me atormentar.
Vez ou outra alguma coisa que fiz no meu passado não muito distante volta à minha cabeça e me faz sentir nojo de mim mesma. Quando não, eu nem estou pensando nisso, mas aí aparece bem na minha frente o que eu queria esquecer. Existe uma cura pra isso?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Conquistas

Eu tenho 16 anos, vou fazer 17 mês que vem. Mês que vem também faço 2 anos de namoro com a pessoa com quero crescer e viver. Eu passei no vestibular este ano, numa universidade federal daqui do meu estado, mas nem sei se vou cursar, porque ainda não terminei meu ensino médio. Sabe o que isso me lembra?
Eu me sinto como o patinho feio da minha grande família, como a ovelha negra.Eu já fui criticada muitas vezes pela minha família, porque eu dançava, depois porque eu começei a fazer teatro, depois porque eu me converti numa igreja nada convencional, depois porque eu comecei a namorar. Bom, ninguém nunca me disse essas coisas na minha frente, mas eu sei que comentaram. Então, tenho dentro de mim uma necessidade extrema de demonstrar capacidade. De conquistar meu espaço, da minha forma, à minha maneira.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Evite a dor, AME!

Às vezes em meio a alguns problemas nossa cabeça começa a criar armadilhas para nós mesmos. Começamos a acreditar em nossas próprias ilusões, começamos a nos fincar em nossos próprios medos, eles ficam mais fortes e se voltam contra nós. Se não possuirmos uma boa capacidade de nos levantarmos e colocarmos nossas idéias em ordem optamos por decisões impróprias, acreditando que elas serão melhores para nós.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Momento birra.

Eu tenho uma necessidade extrema de atenção. Na verdade, eu procuro obter atenção através dos meus bons atos, o que muitas vezes significa dizer que a atenção que quero pode se resumir a um leve reconhecimento do que faço, principalmente de bom.

Mas também necessito de uma atenção mais espiritual, mais emocional, melhor dizendo.
Carinho, simplesmente isso. O carinho que desejo obter pode ser através de palavras, de gestos, de atitudes, o que me importa realmente é que ele seja demonstrado. Aliás, eu não sou adivinha. E tenho certeza que todo ser humano necessita disso, por mais que alguns dizem que vivem bem sem.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Rien

Hoje enquanto eu andava eu pensei numa coisa, e enquanto lia os blogs alheios pensei novamente nesta coisa. Decidi escrevê-la. Materializá-la.

Gostar ou não de que gostem de você, querer ou não que isso aconteça, poder ou não escolher, nada disso fica ao nosso alcance. Sobre nada disso temos poder. Verdade universal?
Pra mim não.
Eu amo quando as pessoas gostam de mim, melhor gostando de mim do que me odiando, falo isso e ligo pra isso porque a maior parte das pessoas me odeiam, se não pra sempre por um certo tempo, geralmente quando apenas me vêem. É incrível, não? Não. Não é. Eu facilito muito: não consigo me calar, não consigo ficar sem falar nem sequer por um instante, não é só por isso, aliás, eu não falo besteiras, eu tenho mania de ser "queridinha" e ninguém gosta dos queridinhos, dos nerd's. Se eu estou triste é fácil perceber, eu simplesmente perco a vontade de falar. Pronto. Ponto pra você, altamente observador. Um dia eu decidi que não ia ligar mais pra isso, mas não adiantou muito como vocês podem perceber, porque eu continuo falando/escrevendo sobre isso sem conseguir manter meus lindos e pequenos, muito pequenos, dedos fora do teclado, simplesmente porque não superei isso, não superei isso, não superei isso. NÃO SUPEREI ISSO!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Bem-vindo, 2010!


Um novo ano é uma nova oportunidade para abrir os olhos e perceber que há AINDA tempo para viver!

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Minha virada de ano novo não foi exatamente o que eu queria, mas era o que eu previa. No entanto, apesar de eu não ter me divertido como a maior parte das pessoas, parei pra refletir, pra pensar, pra lembrar, pra esquecer, pra sentar, respirar, agradecer e principalmente rever meus erros.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Symptômes ...



Um dia você conhece uma pessoa em algum lugar praticamente inesperado...
Na rua, andando... Numa visita à casa de uma amiga, numa igreja, num bairro legal, na internet...
Seja lá o que for, isso de certa forma só importa no "depois", quando você vai contar a história ... ;)

Aí surge aquele olhar, aquele olhar tipo: "você é um bom partido" (ai ai ai ui ui)
E quando você se dá conta, surge uma oportunidade do nada, repentinamente (mesmo!) e você se aproxima daquele cara altamente interessante! (humm...)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

cette marée remplit et vide

Bom, meus pensamentos, meus atos e minhas escritas existem em função dos acontecimentos que eu vivo a cada dia. E isso não acontece só comigo, com todo mundo é assim.
E o que tem acontecido comigo ultimamente? O que tem movido minhas palavras, meus pensamentos, meu suor e meu frio?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Ai ai, os últimos tempos. As doces palavras.

Olha gente, meu blog não está abandonado, viu?

Bom, ele está abandonado sim, mas não porque eu quero. É que o tempo anda curto e de preferência contra mim. :/

Nos últimos tempos tenho experimentado sensações tais como desprezo, decepção, ilusão e desilusão. Os piores sentimentos possíveis, mas também os mais fortalecedores; no entanto, tenho passado por momentos de luta ao lado do meu namorado, e tenho me fortalecido quanto à minha maturidade em relação a ter alguém ao
meu lado. De preferência permanentemente.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Um dia após o grande dia.



Este texto foi escrito no dia 18.11.2009, um dia após um grande dia.

Não há experiência e história mais interessante e especial para contar, e por alguns momentos novamente sentir, do que a emoção de encenar, de subir no palco e se perder com prazer e felicidade em falas, em gestos, em marcações, em tudo aquilo que durante os ensaios se torna algo repetitivo, irritante, cansativo e estressante.

domingo, 8 de novembro de 2009

Vivo!


Venho escrevendo muito sobre o amor, sobre os sentimentos, sobre o que venho sentindo, tentando explicar e demosntrar da melhor maneira o que se passa no meu coração e na minha mente. Tanto que isso já está ficando meio clichê e deveras depressivo.

Por isso, hoje, tanto por falta de inspiração quanto por vontade de mudar (não vai ser uma mudança radical), postarei aqui um
trecho, mais propriamente dito o Art.1 da Convenção dos Feridos por Amor de um livro de Paulo Coelho, "O Livro dos Manuais".
Ainda não terminei de lê-lo, não porque ele é grosso ou algo assim, por falta de tempo mesmo.
Vamos logo começar com isso:

"Disposições Gerais:

1-Em se considerando que está absolutamente correto o ditado "tudo vale no amor e na guerra";

2-Em se considerando que na guerra temos a Convenção de Genebra, adotada em 22 de agosto de 1864, determinando como feridos em campo de batalha devem ser tratados, ao passo que nenhuma convenção foi promulgada até hoje com relação aos feridos de amor, que são em muito maior número;

fica decretado que:

Art.1- Todos os amantes, de qualquer sexo, ficam alertados que o amor, além de ser uma bênção, é algo também extremamente perigoso, imprevisível, capaz de acarretar danos sérios. Conseqüentemente, quem se propõe a amar deve saber que está expondo seu corpo e sua alma a vários tipos de ferimentos, e não poderá culpar seu parceiro em nenhum momento, já que o risco é o mesmo para ambos. (..) "

Eu não estou sofrendo por amor, muito pelo contrário, estou vivendo-o intensamente, todos os dias, de várias formas.
E vivendo-o tenho percebido que estou adquirindo sapiência, sabedoria, amadurecimento.
Sinto verdadeiramente muita pena de quem ainda não teve a oportunidade de

viver o mesmo sentimento que vivo hoje, e mais pena ainda de quem não se permite.

Finalizando, a Determinação Final da Convenção dos Feridos por Amor:

"Determinação Final: os feridos por amor, ao contrários do feridos em conflitos armados, não são vítimas nem algozes. Escolheram algo que faz parte da vida, e assim, devem encarar a agonia e o êxtase de sua escolha.
E os que jamais foram feridos por amor, não poderão nunca dizer: "Vivi". Porque não viveram."

- Paulo Coelho é muito sensível : fato.
- Steffi de Castro é extremamente romântica: MAIS fato ainda!
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