"Eu te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie dos teus mandamentos." (Salmo 119:10)
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sábado, 1 de outubro de 2016

Mais sozinha que a última peça do resta-um



Estou na fase mais "zen" da minha vida: de muitas reflexões, de muita coisa pra fazer em relação à minha vida profissional, de um reencontro com Deus, de definir minhas prioridades, de refazer alguns planos, de sonhar bastante e trabalhar pra realizar. Mas nunca estive tão s o z i n h a. Sério.

Há algum tempo sempre havia uma conversinha no Whats, ou no Face, enfim, sempre tinha alguma coisa que, mesmo desinteressante, sempre fazia eu me "divertir". Agora não tem nada. Confesso que estou sentindo falta. Estou caretona e carentona, sinto falta de alguém me enchendo o saco ou puxando um papo de leve. Nem James Roberto aparece na minha vida mais.

Apesar disso, nunca antes senti uma leveza e uma tranquilidade como agora. Acredito que isso se deve principalmente à questão espiritual, que vem me ensinando a me preocupar com o que é mais importante, que vem me ensinando a esperar o tempo certo, que vem me mostrando que eu sou amada e querida mesmo com todos os meus erros e vem me ajudando a definir quem eu quero manter perto e quem, infelizmente, não me ajuda a evoluir enquanto pessoa.

Mas tudo bem, eu estou aqui, esperando, derivado de esperança, acreditando que um dia eu serei o presente de alguém, e que, um dia, alguém vai me achar. Enquanto isso, nada melhor que curtir sim a solitude, e a solidão também.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Conservador ou porra-louca: nenhum, obrigada.




Eu pensei em escrever isso no mural do meu perfil no Facebook, mas acabei desistindo por vários motivos. Um deles é a minha dificuldade de me posicionar e a dificuldade da humanidade de saber questionar e dialogar sem a necessidade de acessar o mode língua ferina. Isso me incomoda muito e, por isso, apertei o botão do Jaiminho no meu cotidiano e ultimamente tenho vivido querendo "evitar a fadiga".

Mas uma coisa muito, no mínimo, intrigante, anda acontecendo na minha universidade. Recentemente um encontro chamado de "I Encontro da Juventude Conservadora da UFMA" foi divulgado, em resposta ao movimento um outro evento na mesma data, supostamente acontecerá (não sei se o pessoal está só provocando ou se realmente algo está sendo organizado), o "I Seminário da Juventude Porra-Louca". Bem, memes e piadas (até de minha parte) à parte, sabemos que esses eventos são o reflexo de um grande embate ideológico e de tom maniqueísta que estamos vivendo em nosso país nos últimos anos, mais fortemente observável agora com a disputa PT x PSDB, Dilma x Temer e etc. Bem, acabo de citar uma das coisas que mais me irrita nisso tudo: o maniqueísmo. Ao que me parece a consciência política de boa parte das pessoas (e de muitos jovens) é baseado numa filosofia Power Rangers, bem versus o mal e simples assim. Não sou nenhuma bambambam da política, mas pelo menos consigo perceber claramente que, em nosso sistema político pelo menos, esses dois lados não são tão claros e fixos como percebemos.

Ultimamente, andei refletindo sobre a importância de se posicionar sobre determinados assuntos. Confesso que isso me amedronta e explico o porquê a partir destes dois exemplos de eventos:

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Sobre alguns itens.




Sobre equilíbrio.
Não sou muito equilibrada (não convencionalmente). Eu tenho uma linha padrão de comportamento com umas curvas bem tortuosas. Eu passo uma semana bacana, uma semana mal, uma semana sei lá e uma semana nem aí... Eu sumo, apareço, eu brigo, eu rio, eu não importo e depois me importo de novo.

Sobre planos.
Faço, desfaço, refaço, altero. Não sigo linha reta, mas me apego a alguns sonhos. Quero família, sim, eu sei que quero. Quero casa simples. Sim, eu sei que quero. Mas os planos para alcançar isso, não tenho mais, estou vivendo, não sei se um dia terei, mas estarei de braços abertos para receber quando o tempo chegar, se chegar, se eu continuar querendo.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

2015: o pior anos de nossas vidas

Douglas Girard –  La alegría de vivir.


Mentira. Não foi o pior ano da minha vida. Acho que nem da sua. Venhamos e convenhamos que as coisas sempre podem ficar pior, e há ainda o clichê bonito de se dizer que toda coisa ruim tem seu lado bom. A minha retrospectiva sobre 2015 não reflete os acontecimentos mundiais (que inclui os nacionais - crise, desastres ambientais, escândalos, desemprego...), mas ainda assim acredito que os ensinamentos que me deu são válidos, pelo menos para mim.

Em 2015 eu passei por muitas mudanças, inclua aí o meu ganho de peso. Inclua também o perfeito amor destruído por mim. Inclua também a fuga/solução para a minha falta de privacidade e minha vontade gigante de voar mais alto e sem explicações - nem para mim mesma.

Inclua também a solidão, o medo e a insegurança. Mas inclua também a coragem, que nem eu sabia que tinha. Inclua também a falta de vergonha, que eu já tinha ideia que tinha, mas que não ainda havia testado.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Quantos monstros eu tenho?

Emotional Innocence - Tim Parker

Quantos monstros moram dentro de mim?
Quantos monstros eu sou?
Quantos segredos eu guardo?
Quantos venenos eu tenho?
Quais os perfumes que eu não exalo?

Quantos medos eu perdi?
Quantos dedos já não tenho?
Quais os sonhos que ainda guardo?
Quais os tempos que eu não vivo?
Quais remédios eu não tomo?

Quantas máscaras eu uso?
Quantos limites ultrapassei?
Quantas fronteiras eu atravessei?
Quantos muros eu derrubei?
Quantos beijos desperdicei?

Quantas músicas não ouvirei mais?
Quantos músicos não verei mais?
Quantos shows eu darei?
Quantas vergonhas ainda passarei?
Quantos personagens eu vou encenar?

Quantas peças
Quantos dramas
Quantos ensaios...
Eu ainda vou atuar?
Eu ainda vou ser?

--

Quais as chances eu ainda conseguir ser aquilo que eu pretendo? Eu dou um pause, tento sumir por algumas horas, alguns dias, pra recolocar as coisas no seu devido lugar e perceber: eu sou um emaranhando de problemas, de confusões, de tanta coisa de mim mesma que eu não conheço, que eu mesma me assusto, eu mesma me envergonho de tanta coisa que está aqui transbordando em mim, sem eu querer que estivesse. Estou cansando de mim.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Textos alterados

Escritor - pintura de Iria Blanco Barca

Não gosto de histórias mal contadas. Não gosto de histórias pela metade. Não gosto de histórias mal feitas. Não gosto de ler, de ouvir, de contar histórias ruins (não necessariamente tristes). Não gosto de histórias partidas, histórias indefinidas, de histórias com começos desgostosos e não gosto de finais. Na verdade, não gosto de poesias ao final e de novelas no começo.

I could love you more than life if I wasn't so afraid of what it all could be...

Não gosto de consertar um texto, digo e repito: o que eu escrevi, escrito está, não volto atrás. Ajeito uma vírgula ou um ponto, se realmente tiver que ajeitar, mas o texto depois de escrito já não é mais eu, já não é mais só meu. Não é justo querer voltar e reescrever. Quem reler, se reler, não lerá a mesma coisa, já estará alterado.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Com que tinta você anda pintando seu quadro?


Under One Umbrella - Leonid Afremov

Outro dia vi uma postagem num blog em que eram enumeradas algumas coisas que faziam as pessoas ficarem mais inteligentes, uma delas era as relações. Dizia que geralmente nosso QI vai se "igualando" às cinco pessoas mais próximas de nós, algo assim; bem, gostaria de ter encontrado o link da reportagem, mas, de qualquer forma, é apenas uma pesquisa que não considera outros contextos sociais também, diga-se de passagem, entretanto, ainda assim é uma informação que me chamou bastante atenção.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Eu desorganizo para reorganizar




Cheguei na fase de me desorganizar. Desorganizar é a melhor forma de colocar as coisas no lugar. Na verdade, não sei se é a melhor forma, mas é a única que funciona para mim. Na verdade, até agora, é a única que eu consigo fazer. Mesmo que eu comece bem, depois desorganizo tudo, afasto todos os móveis da sala, fica tudo atraentemente bagunçado.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Vem tipo bossa.

Ilustração de autoria do artista plástico paulistano Roberto Bieto

Deixa eu te cantar com essa bossa, deixa eu te devorar com essa melodia, te esperar bem lentamente; vem assim, como essa voz de Miucha, forte e delicada ao mesmo tempo, mas presta atenção que ela avisa, "você pode ser ladrão quando quiser, mas não rouba o coração de uma mulher...". Não rouba coração de ninguém se nunca tiver feito uma canção, pois minha poesia, desse jeito assim, seco e sem graça, pra você não faço não.

Vem assim, vem bossa, mas não se preocupe se está misturando esse sambinha e essa pegada eletrônica, de vez em quando é bom mexer assim mesmo... Vem e diz no meu ouvido "e quem não tem amor não tem é nada!", afinal, eu sei, ainda sei que tem tanta gente aí com amor pra dar, tão cheia de paz no coração... Mas eu não.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Um quarto de música e um "senta aqui". #5

Ilustração de Amanda Cass
Vamos fazer as coisas devagar. De va gar... Vamos pensar bem antes, vamos deixar o tempo ser nosso amigo, desfrutar do que não se espera, cuidar primeiro do que tem dentro pra depois exteriorizar tanto os males quanto as alegrias. Vamos ser cuidadosos, vagarosos, piedosos... Vamos ter cuidado com essa inquietude que a gente sente.

Não vamos sair por aí por aí se dando, se doando, dando, recebendo... Tudo tão vazio, tão rápido, tão engraçado e... fugaz. Líquido, já diria Bauman, coisa apenas para "contar" não para "se contar". Não vira conto, poesia, nada disso: vira marca e, no máximo, uma bossa mal cantada.

Eu estou vendo o tempo passar. Não tão rápido como outrora pareceu. Não tão intenso (mas no caminho de ser) como antes um dia foi, como antes um dia eu fui. Eu quero apenas ver o tempo passar e não está dando certo.

Vamos repetir a mesma música, todo dia.
Vamos assistir o mesmo filme.
Vamos reler aquele livro.
Vamos compartilhar aquela poesia...
Esperar.
Deixar o vento entrar e limpar a sujeira, levantar a poeira.
Fácil dizer. Quem disse que consigo?

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Cultivar.

Ilustração de Amanda Cass


Conviva com pessoas que façam você florescer. Que cortem suas ervas daninhas, que façam em você uma poda diária. Tenha por perto não quem te vê como um "hobby", não quem te vê como algo que passa o tempo, quem não te cultive para só colher depois um fruto...

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Fique Sob o Sol da Toscana e deixe as joaninhas pousarem



Fazer escolhas, às vezes não ter escolha, ser aos poucos quebrada, desejar, sonhar, trair, ser traído, terminar, começar, planejar, recomeçar... É o ciclo da vida. Todos passam por isso um dia, e quem ainda não passou, não sei se digo que isso é bom ou ruim, porque às vezes dá uma leveza e sensação de liberdade, mas também não deixa de ter suas dores e dúvidas... Enfim, o importante é que amadurece e que pelo menos você tem história para contar e oportunidade para aprender o que é resiliência e esperança. Esperança do verbo esperar... Nunca antes tive que exercitar isso tanto quanto agora.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Indicadores de uma amizade bacana

Eu sou uma pessoa chata, sou sorridente, brinco, não sou reclamona (não o tempo todo), mas sou meio complicada com relacionamentos de amizade. Eu não sou de ficar sempre perto, sempre presente, sempre sabendo de tudo, às vezes isso é ruim, mas não me culpo mais tanto por isso, afinal, tanto existem momentos em que a vida não permite como também momentos em que realmente não se está a fim, e eu sou da porcentagem de pessoas que não fica a fim várias vezes, por ser assim, sou super compreensiva quando as pessoas não estão a fim para fazerem alguma coisa por mim ou comigo também.

Como quase tudo, sistematizei a forma como vejo essas relações, e tenho minhas questões sobre elas também:

1. Eu me sinto à vontade para compartilhar as minhas coisas? Tanto as boas como as ruins?
2. Ao compartilhar, que tipo de feedbacks recebo? De apoio e exortação ou de reprimendas (que é diferente de exortação)?
3. Saímos juntos?
4. Mas se não saímos, o afeto continua (lembrando que é preciso sim sair, mas isso respeitando a frequência afetiva de cada um)?
5. Há cobranças?
6. As atividades começam a ser mais "por obrigação" ou para evitar brigas do que pela vontade de estar perto?
7. Você cresce pessoal/espiritual/intelectualmente com esta relação?

Transformei cada questão num indicador e divido aqui minhas conclusões com vocês:

1. Sentir-se à vontade para compartilhar suas coisas.
Numa relação de amizade há espaço para sinceridade, honestidade e compartilhar. E isso é recíproco. Você deve sentir-se à vontade para isso, caso contrário, é bom refletir se é uma amizade mesmo ou só a companhia nos momentos legais. Compartilhar é extremamente importante, você insere o outro em sua vida, honra as pessoas com informações que você não dará para qualquer um e vice-versa, fica realmente feliz com a felicidade do outro e não é uma competição, é alegria dobrada! O mesmo vale para a tristeza. Acompanha o crescimento e amadurecimento do outro nas diversas áreas da vida e conta esta história, a sua e a dele, com alegria, mesmo com os momentos ruins.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Peças quebradas não montam quebra-cabeças.


Não se trata de simplesmente querer ficar só (saber que precisa) ou deixar de fazer certas coisas por uma certa pressão religiosa, querer obedecer os "padrões" impostos ou qualquer coisa assim. Cada vez mais eu respeito esse padrão, porque quando eu desobedeci me tornei o que estou agora. E é difícil conviver com seus monstros e lembranças, culpa, medo, angústia, vergonha e desejos. Não se trata de eu ter sido vítima algum dia, de alguém ter chegado e destruído alguma coisa, roubado um pouco do que eu era, pode acreditar, nunca fui santa. Não se trata de eu ser mulher e ter sido abusada de alguma forma, não se trata de não terem me instruído, não se trata de nada disso. O lance é o seguinte: não importa o que fizeram, importa o que eu quero que façam. Importa que vira um vício.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Privatizando-me

Ela está passando por uma fase de "selecionar" seus interesses e tentar "minimalizar" sua existência. Começou pelas redes sociais. Deu uma louca na sua cabeça que decidiu fazer uma "Lista" de pessoas com quem gostaria de compartilhar sua vida todos os dias, mais especificamente, suas fotos, tanto dos momentos "sagrados" como dos "profanos". Parece uma coisa boba, não é? Pra ela foi um exercício de "autoconhecimento" e "privacidade" maravilhoso. Pense bem: por que você quer mostrar a todos o que está fazendo? Qual a necessidade real de alguém saber que você saiu com uma amiga ou amigo?

Percebeu que não queria nem havia necessidade de todos os "amigos" do facebook saberem do que e com quem estava fazendo qualquer coisa que fosse. Não era famosa, e mesmo que fosse, daria uma de Larry Mullen Jr. achava. Então foi limando uma galera... E realmente ficou uma população bem pequena, deixou apenas família e poucos amigos. Essa parte dos "poucos" amigos foi bem difícil pra ela, mas fez e se sentiu liberta! Agora podia ser quem era!

"Internet and privacity" - Ilustrações de Leonardo Flores

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O elo fraco

Ilustração de Maio Martinéz


Eu sou o elo fraco das relações.
A pessoa que não dá feliz aniversário, mesmo lembrando, mesmo amando.
A pessoa que trai.
Eu falo mal. Eu reclamo.
Não disfarço cara feia.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Padronizando

Por obrigação estou escrevendo. Dizem as boas e as más línguas que é uma das coisas que bem sei fazer. Não acredito, mas concordo que para mim, bem ou mal, faz bem: organiza, seleciona, prioriza meus pensamentos. Como é escrever por obrigação quando dizem que você escreve bem e você não acha isso?

terça-feira, 7 de julho de 2015

Opiniosidades: sobre redes sociais e o cansaço

O que comumente costumamos ler é que as pessoas estão tomadas por esse universo. As relações estão enfraquecendo, os costumes se perdendo, os amores se desfazendo e por aí vai. A rapidez das informações, a divulgação excessiva de si e de tudo... É sobre isso que lemos. Começamos a ver o quanto esse mundo é nocivo, o quanto nos afasta das pessoas e das coisas que gostamos, ao mesmo tempo que não conseguimos mais nos ver vivendo sem ele.

Embora todas estas questões sejam verdadeiras, tenho visto que um número ainda relativamente pequeno de pessoas está indo na contramão deste movimento, mesmo fazendo parte das redes, fazendo aquilo que é muito mais difícil do que simplesmente abandonar. É um grupo pequeno, mas crescente, de pessoas que decidiram dosar, equilibrar e selecionar.


sexta-feira, 19 de junho de 2015

Opinião: A postura esquecida

Muitas coisas têm acontecido ultimamente. Muitas polêmicas, muitas divergências, falo no mundo "cristão". Se você não é cristão e está lendo, preciso lhe dizer: existe um "mundo" só dos cristãos, onde, caso você não seja um, muito provavelmente não vai ficar ciente das infinitas discussões que existem. Aliás, mesmo que você seja um é provável que não esteja, mas enfim...


domingo, 19 de abril de 2015

Mas eu me moooordo de ciúme

Uma das coisas mais fáceis de enxergar hoje em dia (acho que desde sempre, na verdade) é ver alguém se mordendo de ciúme. Sem querer me vangloriar. acho que cheguei a sentir isso pouquíssimas vezes e bem temporariamente. Não sei explicar ou dar uma fórmula para isso, mas eu, simplesmente, não sou ciumenta e nunca fui, talvez minha educação fez com que eu não "aprendesse" (nunca vi minha mãe com ciúme do meu pai, por exemplo) isso - se isso é aprendido - ou isso seja "intrínseco" a mim. Pensei na minha infância e não me lembro também de ter ciúmes do meu irmão ou das minhas irmãs, por exemplo. Nem de amigas. Mas só fui perceber essa minha característica quando entrei num relacionamento sério pela primeira vez. De início as pessoas me chamavam de sangue de barata porque eu aceitava muita coisa, como por exemplo, permitir que meu parceiro saísse sozinho, viajasse sozinho e etc. Até hoje eu fico me perguntando o porquê eu não deveria "deixar". "Ele pode me trair", "ele não pode se divertir sem mim", "tu vai ficar sem moral", "ele vai se acostumar"... enfim, já ouvi tudo isso, mas nada disso fez sentido pra mim algum dia.

Fazer "xixi" pra marcar território é tão animalesco quanto sentir ciúme e fazer cenas.