"Eu te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie dos teus mandamentos." (Salmo 119:10)
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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Cheio de vazio


Nós sempre queremos ter uma resposta para todos os que nos perguntam o que foi que aconteceu. E acontece que nem sempre sabemos de verdade o que aconteceu, nem sempre temos a certeza, conseguimos descrever, distinguir, discernir. Diante da nossa impotência em acessar aquilo que é mais profundo e que vai ver nem precisa de explicação, nos limitamos a dizer que não nos encontramos no tempo certo e somos apenas bons amigos.

É comum que todos esperem por algo palpável, por um culpado, por alguma falta de respeito. Por algum motivo, por qualquer questão. É possível que em algum momento (ou vários) de nossa vida passemos por este instante onde as coisas não possuem explicações, mas podemos sentir que há um vazio, um espaço que não é preenchido nem com todo o amor, todo o carinho, toda a química e todos os sonhos que existem. Um espaço de dúvida e insegurança que, mesmo que tudo caiba nele (e ainda sobre!), ele continua lá: cheio de nada. E não adianta insistir.

sábado, 13 de agosto de 2016

A gente sabe que vai passar.




Eu sempre estive do outro lado. Do lado que via um problema, ou causava ele, e tentava resolver. E resolver algumas vezes significava abandonar o barco e nadar até a próxima praia (mesmo que isso cansasse e pudesse me matar). Desta vez em momento algum, neste segundo tempo, eu vi o barco afundando. Quando dei por mim, a água já estava acima dos nossos joelhos e fui obrigada a me jogar no oceano. Não me preparei. Ainda queria ficar lá, no barquinho. Não sei para que praia vou, não sei sequer se tenho forças para nadar.

Nos momentos de naufrágio sempre existem as vozes que nos dizem as mesmas coisas que dizemos quando não somos nós os que estão afundando:

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Textos alterados

Escritor - pintura de Iria Blanco Barca

Não gosto de histórias mal contadas. Não gosto de histórias pela metade. Não gosto de histórias mal feitas. Não gosto de ler, de ouvir, de contar histórias ruins (não necessariamente tristes). Não gosto de histórias partidas, histórias indefinidas, de histórias com começos desgostosos e não gosto de finais. Na verdade, não gosto de poesias ao final e de novelas no começo.

I could love you more than life if I wasn't so afraid of what it all could be...

Não gosto de consertar um texto, digo e repito: o que eu escrevi, escrito está, não volto atrás. Ajeito uma vírgula ou um ponto, se realmente tiver que ajeitar, mas o texto depois de escrito já não é mais eu, já não é mais só meu. Não é justo querer voltar e reescrever. Quem reler, se reler, não lerá a mesma coisa, já estará alterado.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Aos que nunca vi, mas senti.



A ascensão da internet permitiu que descobríssemos um mundo muito além deste que podemos tocar. Quando comecei  a ter acesso tinha em torno de 11 anos, tenho 20, portanto, não faz muito tempo assim. Desde esta época descobri algo que hoje considero perigosíssimo, aliás, todos, mas que, de tempos em tempos, continuo fazendo... Descubro pessoas, ou elas me descobrem, ou a gente se encontra.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Ainda é seu aniversário.

Hoje é teu aniversário. Bem, eu não vi o aviso no facebook, pois te bloqueei, e nem prestei atenção a um risco que tem na minha agenda neste dia, agora há pouco me dei conta que era ali o aviso de que hoje é o teu dia. Eu sempre esperei comemorar isto pra sempre. Uma vez eu te disse que eu simplesmente não gosto do meu aniversário, não gosto da demasiada atenção... Bem, tu querias preparar algo pra mim e acabou preparando, só não foi muito bem pra mim, mas tudo bem... Enfim, deste dia o que ficou mais nítido pra mim até hoje foi uma frase tua  tu disseste que queria que alguém fizesse isso por ti. Bem, não estamos mais juntos, não tenho vontade de voltar e só repito isso pra deixar claro, não pra jogar na cara, mas eu queria ainda te desejar parabéns, porque por mais que eu não te ame como um dia te amei, eu sei que tu és amado. Não te odeio, só não consigo te tratar bem, mil perdões. É por isso que nem me aproximo, pois minha educação tem limites, e eu ainda não descobri quais são. Eu não sei se hoje prepararão algo pra ti, mas se sim ou se não, não importa... O que importa é que é mais um ano de vida e que isso me faz lembrar de te pedir que pense bem antes de tomar qualquer decisão, que cuide dos teus amigos e escolha as melhores companhias, que cuides da tua saúde e do teu bem estar mental, que não te prendas e ideologias e conceitos de homens, falhos e mentirosos. Eu te desejo o que quero também: paz. Que tu tenhas paz. Eu nunca gostei de ficar amiga de ex namorado, por isso não quero conversa contigo, também tenho dificuldades de relembrar bons momentos, embora eu saiba que eles existiram, mas lembro com nitidez características tuas que eu gostava: tua firmeza, tua perseverança (que beirava à teimosia), tua coragem e tua lealdade. Que isto só seja melhorado e usado para o bem. Tudo de bom pra ti. Que Deus te abençoe. Parabéns.

domingo, 1 de setembro de 2013

Prá Lu.

A Daury completou mais um ano de vida em 1º de Setembro, o mesmo dia que o Corinthians ganhou de goleada do Flamengo (4 x 0). E ela é corintiana! Percebem como essa garota é querida? Até o timão presentou a moça!

Dauryda Luana, Daury pra mim, Lu para os outros,

Apesar do pouco tempo de amizade eu posso dizer com tanta firmeza e alegria o quanto sou feliz por ter uma amizade como a sua, por te ter tão perto mesmo longe, por ser entendida mesmo quando nem eu me entendo, por ter um ouvido sempre disponível e um colo virtual, por sorrir e aprender todos os dias, por fazer parte da sua história assim como você faz parte da minha. Eu te amo muito. *.*
Palabéins!



Um oferecimento da equipe "Tretas e Polêmicas" com participação especial do meu pai me atrapalhando.
Eu não sei falar muito bonito, mas sei falar muito e rir que é uma beleza.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Meio philo, meio sophia.

Gostaria de ver (viver também, pode ser) um romance que tivesse o mesmo tom de uma conversa sobre um livro, de uma conversa meio philo meio sophia, de uma conversa sobre um assunto polêmico, mas aquelas conversas mesmo, não aquele vômito de opiniões intransigentes onde ninguém quer ouvir ninguém. Um romance com tom de conversa intelectual ou metida à tal. 

Eu olhei alguém esperando que o amigo da mesa terminasse de ler um trecho que devia ser muito bom de um livro velho, com capa marrom, bem folheado. Ele esperava ansiosamente, com um sorriso no canto da boca, daquele que diz assim "é muito massa, né?", mas pacientemente também, esperando que o outro ali em frente se deliciasse tanto quanto ele se deliciou lendo aquilo. Claro que isso não aconteceu, mas a conversa rolou. Eles riam com desdém por não concordarem com o autor ou com alegria porque encontraram alguém que escreveu o que eles pensam, podia ser as duas coisas também, não consegui identificar. É uma delícia ver pessoas conversando assim. Um deles fala algo que contradiz e, tudo bem, não tem briga, a gente pode terminar tudo com um "é, é pra se pensar, mas..."

Mas aí a namorada do cara mais bonito chega. Acabou aquela cena tão linda de se ver! Essa discussão febril, essa troca de ideias... Por que ela não se sentou? Porque ela era muito fofinha. Sério, não sei como aquele rapaz namora aquela moça. Aquela cara de filósofo, de quem tanto pra falar e só tem uma namorada pra beijar... Preciso conhecê-la e cair na real. Preciso descobrir que estou muito errada. Ele se levantou, se despediu e foi, de mãozinhas dadas, conversando sobre alguma coisa muito desinteressante provavelmente, embora.

Eu fiquei pensando... Será que um casal de namorados podia ter uma conversa com esse tom de conversa sobre livro? Porque há de se pensar que é necessário que eles concordem em quase tudo, não é? E se não? Há de se concordar que geralmente a namorada ou o namorado vão peneirar aquilo que o outro lê, "mô, não liga pra isso não, nem lê essas coisas!"

Eu fiquei pensando: seria possível um casal conseguir conversar com aquele mesmo sorriso de desdém ou de concordância, com aquela mesma paciência, com o mesmo jeitão de "tudo bem, você não concorda comigo, mas tudo bem"?

E outra: ainda tem o contato! Conversar sem beijinhos, sem mãos dadas, sem aquela "cumplicidade" assumida e aquela coisa que fica na cara de "não importa a bobagem que ele falar, vou concordar com ele!", ou pior: "tô com vergonha do que ele tá falando", ou pior!: "mô, não fala isso, não quero que falem de você".

Será possível? Ah, meu Deus, tem que ser. Eu quero um romance assim. Eu quero um romance onde eu possa sentir que por alguns minutos eu não namoro com aquele ser inteligente ao meu lado e possa vê-lo como só mais uma opinião. Só mais uma opinião, que pode não ser a minha. Que eu possa ter a certeza que fora dali seremos dois de novo e nos respeitaremos, e as discordâncias não soarão como provocações idiotas e nem o mal estar que comumente às vezes surge nesses debates irá também estar presente na conversa de depois, de nós dois.

Mas ninguém deve estar entendendo isso aqui. Deve ser tão idiota que a melhor imagem que consegui pra esse post ridículo foi aquela mulher com o livro. E só porque lembrou a minha pessoa observando, não a cena que eu queria ver. 

sábado, 17 de novembro de 2012

Uma parte do Todo.

Como vocês sabem, faço parte da Aliança Bíblica Universitária do Brasil, há pouquíssimo tempo por sinal. Conheci a ABU na minha faculdade em abril. E até hoje não esqueço de como conheci o movimento. Eu não fui atrás da ABU, a ABU veio atrás de mim, se podemos assim dizer.

Eu estava no ônibus conversando com uma menina que tinha acabado de entrar no curso e uma moça linda chamada Marcela já ia descendo do mesmo, mas antes virou e falou com aquele sotaque carioca manhoso de ser: 
"Ei, 'cê já ouviu falar da ABU? A Aliança Bíblica Universitária? Acontece dia tal, tal hora, tal lugar aparece lá." 
Foi muito estranho. 

Foi uma abordagem diferente, ela não me deu nenhum panfletinho, não sentou comigo e conversou, ela só disse e se foi... Mas Deus não faz nada por acaso, minha vida não é um joguinho de quebra cabeça pra Ele.

Marcela Rocha, a flor.
Hoje eu sei que Deus usou a Marcela Rocha pra me demonstrar o Amor Dele por mim. E quantas vezes, quando estamos envolvidos com missão, não falamos sobre estratégias e mais estratégias de atingir pessoas e acabamos esquecendo que Deus usa as pessoas da maneira que Ele quer. Nunca me senti perdida nem afastada de Deus, isso eu posso afirmar com toda a certeza. Eu sei que sem Ele minha vida não tem nem teria sentido, porque eu posso ter entendido e vagado durante muito tempo procurando por Ele, mas eu sempre me senti perto Dele, não consigo explicar muito bem, mas é algo assim: sempre me preocupei com o que Ele ia achar do que eu estava fazendo. Um pensamento às vezes ingênuo, porque Deus sabe de tudo mesmo, mas que reflete a importância que Ele sempre teve pra mim.

Às vezes pedimos tanto para que Deus nos dê sinais, para ouvir a voz Dele, pra ver alguma coisa, enfim, muitas e muitas coisas, mas esquecemos das pessoas ao redor. Nossa, quanto tempo demorei pra perceber que a flor da Marcela Rocha foi simplesmente Deus agindo na minha vida!

A Marcela me abordou muito diretamente, sem ladainha nem nada, num momento onde eu estava buscando muito a comunhão e estava meio desorientada, querendo fazer alguma coisa, mas sem saber o quê. Inclusive nessa época que surgiu a ideia do Sementes, que não deu muito certo, mas me rendeu bons frutos (Juliana e Mari ♥). Através da ABU eu conheci pessoas que hoje me dão um suporte muito forte e muito importante, pessoas com quem eu sei que tenho liberdade para desabafar, para pedir orações e o melhor de tudo: que eu sei que não vão ficar me julgando.

O ano de 2012 foi e está sendo um ano muito difícil pra mim, mas um ano que agora, parando pra pensar nisso, Deus me respondeu em tudo (e ainda nem acabou!). Eu conheci o pessoal da ABU simultaneamente com a galera do CPPC - (Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos), que também dão um suporte muito importante na minha vida como estudante de psicologia e futura profissional cristã,daí surgiu uma ponte para eu ter conhecido a galera da Igreja Congregacional, uma congregação que sempre me recebe muito bem e me faz sentir bem. Foi um tempo que eu sei que meu relacionamento com Deus, que sempre existiu, se fortaleceu, e que o lance de comunhão ficou muito mais claro pra mim.

A ABU me ensinou coisas que eu sozinha não conseguiria aprender, porque envolvem prática, comunhão, conversa... Essa é bem a verdade também. Muitos paradigmas meus foram quebrados convivendo com os abeuenses, coisas que me prendiam demais, assim como muito do que eu achava que era coisa só da minha cabeça afinal não é coisa só da minha cabeça, se eu sou louca então na ABU tem muitos loucos, porque conheci pessoas que pensam bem como eu.

É um estágio também na minha vida que eu sei que vou ser grata pra sempre, pois nos instiga a ter responsabilidade, tomar atitudes, ter autonomia e tudo mais. E isso está me fazendo muito bem. Eu me sinto extremamente útil e realmente PARTE de um TODO. Quando eu digo que queria que tantas, tantas, tantas pessoas amadas e conhecidas estivessem na ABU comigo é porque eu queria que eles sentissem a mesma coisa que eu sinto. Eu sei que não vai ser assim sempre, eu sei que podem existir alguns que amem assim como eu e outros que não se identifiquem, claro, mas como eu queria, como eu quero!

Deus tem me tocado cada vez mais e curado algumas mágoas, feridas, decepções, bem aos pouquinhos mesmo. Como alguns devem saber, eu sou uma dessas raras pessoas engajadas, mas "desigrejada", e isso é uma coisa com a qual eu tento lidar com a maior cautela possível por n motivos, mas que confesso, é uma situação que não acho ruim na maioria das vezes (e isso pode mudar) e que pra mim tem funcionado bastante [não estou incentivando ninguém a viver assim, porque não é fácil nem legal ficar explicando ou ter que se esquivar daquela pergunta básica: "Qual a tua igreja?" até porque eu não comecei minha trajetória dessa maneira]. 

A ABU é meu suporte nesse sentido, não é a minha igreja, que fique claro, ela não tem pretensão de ser uma igreja no sentido de "instituição", mas ela é a Igreja na minha vida. Quando o Corpo, a Igreja se encontrar com seu Noivo, eu tenho certeza de pelo menos de uma coisa, que vai ser bem assim mesmo: não existirão denominações. Seremos todos UM de verdade. Só que eu posso dizer que eu vivo um pouco disso aqui, eu vivo um pouco disso na ABU, aliás, um pouco não, um MUITO, porque há pouco tempo isso era inexistente pra mim!

Família Browne: orem por eles :)
Tenho aprendido o quanto tudo isso é movido pelo Amor, que é sustentado unicamente por Ele mesmo e sua graça e misericórdia, e que esse Amor focado na missão, no Ide, une, apaixona, te ensina a ofertar e se dedicar com a certeza de que você pode não ser atingido diretamente, mas você está envolvido, e que a oração é muito, muito, muito importante e que, acima de tudo, o lance é entregar nas mãos de Deus, mas fazer tudo o que for possível. Eu me sinto parte da Missão porque ajudo, porque oro, e falo da Missão como um todo, falo da ABU, lembro da minha Família Browne lutando e vivendo pela Missão também, falo da Missão Guajajaras, falo da Zadok, falo de tudo isso que me apaixona demais. Amo muito todos, preciso viver a prática e o processo do Perdão também e sei que Deus sabe disso =)

Mas em síntese: tudo isso está me modificando e eu espero que quem esteja ao meu redor sinta essas mudanças. Estou aprendendo muito e eu espero que eu posso colocar isso em prática.



Meu coração não é digno de Ti, mas aqui vistes morar... ♪ (Eduardo Mano)

"[...]onde não há grego nem judeu, nem circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é TUDO em TODOS." (Colossenses 3: 11)

domingo, 30 de setembro de 2012

o seu aniversário

Parabéns, meu amor. Parabéns por todos esses anos de vida. Devo lhe dizer que também me sinto altamente privilegiada por ter estado com você em uma boa parte desse tempo. Eu nem sei como te parabenizar direito, sabe? Eu também não gosto do meu aniversário, assim como você não gosta do seu. Mas é o SEU aniversário, não pode passar em branco, não pode passar sem nenhuma frescurinha de namorada apaixonada, você é muito importante pra mim. Seu aniversário é mais importante pra mim do que o meu. Eu queria te dar tudo o que você quisesse nesta data, eu queria poder te dar o mundo, eu queria poder fazer você viver todas as melhores emoções da face da terra, eu queria poder estar em todas as concretizações dos seus sonhos, mas eu sou só uma moça apaixonada, uma namorada dura, lisa. Só sou isso. Só posso te ofertar meu amor e minha atenção nesta data. Nada mais. Posso te dizer também que hoje não tenho um presente pra você, mas eu oro todos os dias e você sempre está nas minhas orações. Eu acordo pensando em você. Eu durmo preocupada com você. Eu me importo com seus interesses, eu quero saber seus gostos e... eu estou parecendo grudenta demais? Eu sei que estou e sei que você não gosta disso. Sei inclusive que eu também não gosto disso. Mas venhamos e convenhamos: eu sou uma namorada muito legal, não sou? Eu sou meio desligada, eu não sou muito atenciosa às vezes, mas eu te dou total liberdade, você pode conversar comigo sobre qualquer coisa e eu sempre quero te agradar em seus aniversários. Eu sempre quero te agradar porque você é tão bom. Você se preocupa comigo, você me ama, você cuida de mim, você briga comigo também, mas porque eu saio tarde sozinha dos lugares, porque eu esqueço as coisas e porque eu me meto em muita coisa pra fazer, no fim tudo é preocupação. Eu quero te agradar porque você merece ser mimado. Você merece atenção. Você merece toda a minha atenção e toda a atenção que não te deram, meu amor. E eu sei que você está machucado, está triste, está preocupado. Mas estamos felizes mesmo assim, não é? Estamos juntos, não estamos sozinhos. Deus sempre coloca as pessoas certas nas horas certas pra ajudar nas coisas certas. Eu te amo muito e você merece tudo nessa data e nas outras todas porque você é leal ao seus ideias, ao seu clube, porque você é fiel, porque você é responsável e preocupado com as coisas que realmente importam. Nada que digam ou pensam a seu respeito importam, porque eu te conheço. E podemos visualmente não ser o casal perfeito: você todo underground e eu toda moçoila com carinha de criança, mas só a gente sabe o que já passamos nesses aniversários. Parabéns, meu amor. Parabéns pela garra, parabéns por estar suportando tudo isso. Parabéns por mais um ano de vida. Eu te amo muito. ♥

domingo, 12 de agosto de 2012

Mejicano

Hoje é dia dos papitos. Os papitos mais fofos deste mundo, que nos acompanharam desde o nosso nascimento só que não. Eu vim falar do meu pai. Nem mal nem bem, apenas falar. Infelizmente não temos o melhor relacionamento do mundo e acredito que não é culpa minha nem dele, mas que pode ter sido acarretada pelos milhares de fatores que ocorreram antes mesmo de eu nascer.

Meu pai (óculos escuros) e copo na mão e
meu padrinho, Lulu, bermuda jeans azul e sem camisa.
Eu e meu pai somos bem parecidos em algumas coisas e muito diferentes em outras. Diferentes na maioria das vezes. Irrito-me com muitas situações e atitudes, mas acho graça também nas coisas pequenas pras quais ele dá tanto valor. E, não sei se é a intenção de recuperar o tempo perdido ou apenas instinto mesmo, admiro a preocupação exacerbada, mesmo quando não existe nada pra se preocupar.


Se quiseres saber o que é boemia, pergunte a ele. Ele saberá perfeitamente responder. Meu pai não perde um dia de carnaval, meu pai não perde um fim de semana. Ele não sabe o que é ficar em casa em época de São João. Ele reclama das fantasias do bloco e diz que faria melhor, e diz que fez melhor. E eu acredito em certas coisas, outras eu nem ligo.



De onde saiu o nome
da minha irmã mais
velha: Kyzzy.


Mas sabe o que eu mais admiro no meu pai? É que ele é o que ele quer ser. Ele é o que ele é e pronto. Nunca se importou com o que diziam ou dizem, nunca ligou se não estava nos conformes. Quando nasci ele foi embriagado me ver e não estava nem aí. Nem ligou pro fato do sogro ser um assembleiano ferrenho! Eu queria ser assim também, não a parte do embriagada, rs, mas sim a do não me importar tanto. Meu pai não está nem aí se acham brega o jeito que ele se veste. Ele sai de camisa polo vermelha, chapéu vermelho, um rayban de lente vermelha no fuscão vermelho dele e nem tá ligando pra você. Ele colocou o nome da minha irmã mais velha por causa de um livro que leu e nem ligou se não gostaram do nome dela (depois que eu li o livro eu gostei rs). Ele me deu de presente o livro "O Exorcista". É estranho? É.




o bendito óculo das lentes vermelhas

Meu pai é ele mesmo. Não é um herói. Não é companheiro. Mas é ele. Gosta de assistir TV Cultura, odeia meu timão (♥) e nem tá ligando pra mim. Nem posso me esconder na Madre, todo mundo conhece ele. Os flanelinhas não mexem comigo porque eu sou filha de Mexicano. Grandes coisas. Ele nem é alto nem forte. Mas é velho ali, tem boas amizades... Acho isso bonito. Ele é ele mesmo: convencido, autossuficiente e louco. Louco do jeito dele. Que imagem é essa do meu pai que estou criando pra vocês? Não sei e nem quero tentar. Eu estou dizendo o que vejo. Só.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Poema bobo


Nosso amor é uma metáfora bem feita, uma poesia com belas estrofes, um blues com um violão super afinado.

Um hard com um falsete bem cantado, uma tatuagem no lugar adequado com um desenho original. 

Um livro de capa dura com uma dedicatória engraçada, uma foto em preto e branco com sorrisos coloridos, uma camisa que cai super bem numa cor que não se desgasta! 

Nosso amor é um reggae, é um pôr do sol. É uma FORTALEZA. 

Nosso amor é o que há de bom em meu coração, no seu coração, nos planos de Jesus pra nós. 

Te amo muito. )

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Planeje o que tem que ser planejado

Um problema por década:
18-28: estudos e trabalhos.
28-38: bens.
E o casamento, e filhos? A resposta para esta minha pergunta é: não temos controle sobre isso.
Não temos. Não tenho!
Fico desesperada quando sei que algo não é tão controlável assim como eu penso, como eu quero. Mas no final, vai ver que tem que ser assim mesmo. Precisamos deixar a vida nos levar um pouco, parar mais de planejar...

domingo, 18 de julho de 2010

Isso não é uma troca.

Existem pessoas neste mundo que se sentem melhor sendo melhores para os outros. Pessoas que são mais felizes sendo importantes para as outras, presenteando, sendo os ouvidos, sendo o ombro.Eu sou assim.

Apesar disso, não sou a perfeição. Comigo isso acontece porque fico envergonhada quando fazem algo de bom pra mim, quando me presenteiam, quando me elogiam, e não acho que sou a responsável por qualquer coisa. Não há problema nenhum nisso, não faço isso em troca de alguma coisa, apenas espero ser tratada da mesma maneira. Consideração.Isso em todos os setores: amigos, família, namoro.
Considere meus erros e julgue-me se achar-se bom o suficiente pra isso, mas considere minhas qualidades e a minha importância pra você e entenda o que passo, o que sinto. Pese o meu merecimento, e eu sei que você irá mudar, porque terá que doar desta vez.

Para: Isabel M. Você tem todos os seus direitos.





segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Symptômes ...



Um dia você conhece uma pessoa em algum lugar praticamente inesperado...
Na rua, andando... Numa visita à casa de uma amiga, numa igreja, num bairro legal, na internet...
Seja lá o que for, isso de certa forma só importa no "depois", quando você vai contar a história ... ;)

Aí surge aquele olhar, aquele olhar tipo: "você é um bom partido" (ai ai ai ui ui)
E quando você se dá conta, surge uma oportunidade do nada, repentinamente (mesmo!) e você se aproxima daquele cara altamente interessante! (humm...)