"Eu te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie dos teus mandamentos." (Salmo 119:10)
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Peças quebradas não montam quebra-cabeças.
Não se trata de simplesmente querer ficar só (saber que precisa) ou deixar de fazer certas coisas por uma certa pressão religiosa, querer obedecer os "padrões" impostos ou qualquer coisa assim. Cada vez mais eu respeito esse padrão, porque quando eu desobedeci me tornei o que estou agora. E é difícil conviver com seus monstros e lembranças, culpa, medo, angústia, vergonha e desejos. Não se trata de eu ter sido vítima algum dia, de alguém ter chegado e destruído alguma coisa, roubado um pouco do que eu era, pode acreditar, nunca fui santa. Não se trata de eu ser mulher e ter sido abusada de alguma forma, não se trata de não terem me instruído, não se trata de nada disso. O lance é o seguinte: não importa o que fizeram, importa o que eu quero que façam. Importa que vira um vício.
domingo, 20 de setembro de 2015
Jardim [poesia-tentativa]
Jardim
O que fizeram da gente?
O que fizemos de nós?
Que nós são esses que atamos?
Que laços são esses que não fizemos?
O que fizeram comigo?
Que partes de mim me deixaram?
Que partes novas para mim trouxeram?
O que levaram?
O que fazemos de nós?
O que fazemos a sós?
O que ganhamos ao dizer não?
O que perdemos ao dizer sim?
O que queremos para um, para dois?
O que fica com a solidão?
Quem se descobre?
Quem se encolhe?
O que morreu em mim?
Que parte vai reflorescer?
Onde estão minhas ervas daninhas?
Onde estão minhas amadas feridas?
Steffi.
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| The Goldfish Window - Childe Hassam |
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Ainda [poesia-tentativa]
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| El Suspiro - Decur |
Ainda
Rodeados de fios
De redes
De setas e telas
Botões e apagões
Ainda é possível
Ainda é possível
Aconchegar
Abraçar
Querer
Ter
Ser
Ainda é visível
O amor
A dor
O riso
p e r i g o s
Ainda é existente
O medo
A raiva
A angústia
Solidão
Ainda é raro
E caro
O abraço
A lembrança
A verdade
A alegria
repentinas
pequeninas
É uma música
Um conto,
Crônica, poesia...
Textos.
Palavras.
Uma peça
Um filme
Um ensaio
Ainda é possível ser gente
Steffi de Castro
Ceia de lágrimas
Eu fiz um super resumo em outra rede sobre o que vou contar aqui com um pouco mais de detalhes e vírgulas. Pra quem não sabe, sou cristã. Pra quem não sabe, sou protestante. Tradicional (não significa conservadora). E não sou batizada, embora tenha virado protestante já desde os 15 anos. Por quê?
Primeiro: nunca me liguei com isso logo que tive consciência da minha relação com Deus, nunca me senti pressionada, nunca senti a "necessidade", nunca fui atrás, até me perguntaram algumas vezes, mas, enfim, por alguma questão, isto nunca foi pauta. Sou batizada na igreja católica, mas isso rolou quando eu tinha 3 meses (sem consciência alguma) e o batismo da igreja católica tem uma tonalidade bem diferente do protestante por questões teológicas bem mais profundas (batismo regenerador ou não e etc., não convém falar disso agora).
Primeiro: nunca me liguei com isso logo que tive consciência da minha relação com Deus, nunca me senti pressionada, nunca senti a "necessidade", nunca fui atrás, até me perguntaram algumas vezes, mas, enfim, por alguma questão, isto nunca foi pauta. Sou batizada na igreja católica, mas isso rolou quando eu tinha 3 meses (sem consciência alguma) e o batismo da igreja católica tem uma tonalidade bem diferente do protestante por questões teológicas bem mais profundas (batismo regenerador ou não e etc., não convém falar disso agora).
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Cortando nossas asas.
As pressões são muitas: passar numa universidade pública, para um curso "bom", formar-se com glórias nesse curso, encaixotar sua agenda com tantas atividades acadêmicas para provar que você é alguém que está correndo atrás, para demonstrar que você é interessado (mesmo que muitos eventos nem interessem, só valendo a carga horária mesmo...)... Fazer uma monografia boa, com um tema relevante e no tempo certo. Defender esta monografia. Tirar 10. Ou pelo menos 9,5 (o que já é horrível!). E aí... Procurar emprego ou se engajar na corrida de um mestrado... E ainda assim postar nas redes sociais que está muito legal, que você não está cansada nem de saco cheio da vida, nem enjoada das pessoas e que você é interessante, divertida, inteligente... Mesmo que a verdade seja que você só anda lendo as mesmas coisas sobre os mesmos assuntos faz maior tempão.
Eu não tenho saco para isso. Definitivamente. Consigo nem fingir. Muitas vezes sinto uma dor na consciência. Penso que deveria ser mais engajada, deveria ser mais eficiente, deveria participar mais e etc. E acho mesmo que deveria tudo isso, mas não consigo também não pensar que eu se eu saísse por aí fazendo isso com qualquer coisa eu só estaria me doando para muitas coisas que nem sequer me fariam bem.
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| Ilustração de Maio Martinéz |
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Saiba conversar
Mas, afinal, o que significa saber conversar? Quem consegue fazer isso tem um milhão de amigos e conquista pessoas e sucesso, como sugerem manuais à venda nas livrarias? Estabelece conexões consistentes? Nesse gesto de estar com o outro, qual o papel da presença, da espera – afinal, nem todo mundo está pronto para falar quando desejamos –, da escuta, do silêncio? Pois é. A partir dessas perguntas e outras mais, comecei a trabalhar o texto que você lê agora. Na vitrola, os versos de Aldir Blanc me lembravam (uma outra canção) que “Amigo é pra essas coisas”: Salve!/Como é que vai?/ Amigo, há quanto tempo!/Um ano ou mais/Posso sentar um pouco?/Faça o favor/A vida é um dilema/Nem sempre vale a pena/O que é que há?Recomendo a leitura do texto "Saiba Conversar", na íntegra aqui.
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| Ilustração do Jay Fleck |
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
1/4 de Música #1
Toda quarta, música boa. Essa é a ideia. Já faz duas quartas que compartilho alguma música que gostei muito na semana e etc., mas acho que vai ser legal colocar aqui no blog mesmo. Hoje vai ser mais de uma :)
Gonzaguinha, Leon Bridges, Asaf Avidan, Passenger
Privatizando-me
Ela está passando por uma fase de "selecionar" seus interesses e tentar "minimalizar" sua existência. Começou pelas redes sociais. Deu uma louca na sua cabeça que decidiu fazer uma "Lista" de pessoas com quem gostaria de compartilhar sua vida todos os dias, mais especificamente, suas fotos, tanto dos momentos "sagrados" como dos "profanos". Parece uma coisa boba, não é? Pra ela foi um exercício de "autoconhecimento" e "privacidade" maravilhoso. Pense bem: por que você quer mostrar a todos o que está fazendo? Qual a necessidade real de alguém saber que você saiu com uma amiga ou amigo?
Percebeu que não queria nem havia necessidade de todos os "amigos" do facebook saberem do que e com quem estava fazendo qualquer coisa que fosse. Não era famosa, e mesmo que fosse, daria uma de Larry Mullen Jr. achava. Então foi limando uma galera... E realmente ficou uma população bem pequena, deixou apenas família e poucos amigos. Essa parte dos "poucos" amigos foi bem difícil pra ela, mas fez e se sentiu liberta! Agora podia ser quem era!
Percebeu que não queria nem havia necessidade de todos os "amigos" do facebook saberem do que e com quem estava fazendo qualquer coisa que fosse. Não era famosa, e mesmo que fosse, daria uma de Larry Mullen Jr. achava. Então foi limando uma galera... E realmente ficou uma população bem pequena, deixou apenas família e poucos amigos. Essa parte dos "poucos" amigos foi bem difícil pra ela, mas fez e se sentiu liberta! Agora podia ser quem era!
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| "Internet and privacity" - Ilustrações de Leonardo Flores |
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Mary escreve.
Ontem ela não resistiu e foi olhar uma foto dele. Ficou triste. Abalada. Por alguns instantes viu o sorriso daquela foto lhe olhando e mostrando tudo o que não teve nem poderia ter. Viu seu sonho se realizando num futuro próximo com outra pessoa, de outra maneira. Não se arrependeu. Sabia que não era seu, que não é para si, sei que era para ser assim. Mas entristeceu.
Ver o seu sorriso ao lado daquela criança tão bela foi desesperador. Trouxe-lhe à memória todas as sua falhas, imperfeições, erros do passado e medos do futuro. Ainda hoje ele a faz chorar, ainda hoje ele lembra de tudo o que ela é e o quanto não consegue arcar com isso. Ainda hoje, depois de tanto, depois de tudo, ela lembra e só percebe o quanto há de desordem na sua aparência bem resolvida.
Refletiu e decidiu ver bem mais para trás: não enxergou uma infância tranquila, uma infância bonita. Procurou colocar nisso a culpa para tanta amargura e embora fizesse sentido, desistiu, pois colocar nessas coisas a responsabilidade de serem a fonte das suas dúvidas também não seria fácil de lidar e ela não quer lidar com mais nada.

Refletiu e decidiu ver bem mais para trás: não enxergou uma infância tranquila, uma infância bonita. Procurou colocar nisso a culpa para tanta amargura e embora fizesse sentido, desistiu, pois colocar nessas coisas a responsabilidade de serem a fonte das suas dúvidas também não seria fácil de lidar e ela não quer lidar com mais nada.

terça-feira, 25 de agosto de 2015
O Jesus que João me apresentou
Vinte e um capítulos, uma leitura sem ajuda de comentadores e uma pessoa um pouco mais madura relendo-o depois de mais de 3 anos. Este é um panorama geral da minha leitura de João, um dos evangelhos da Bíblia. É a segunda vez que o leio (e até o fim da vida, eu o lerei muito mais, espero!) e o fiz com muita calma... Um trechinho por dia, lendo e relendo os versículos e procurando algo novo, algo que talvez eu ainda não tinha visto, uma palavra que talvez signifique mais, um gesto que tinha passado despercebido e assim vai...
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
O elo fraco
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Sarau MPB Novos talentos
Como foi que descobri isso só agora eu não sei. Mas estou perplexa com tanta coisa boa num lugar só. E estou mais abismada é como que, mesmo tendo já um tempo (o projeto é de 2011!), muita gente ainda não conhece! Então, não me julguem por postar isso só agora.
Padronizando
Por obrigação estou escrevendo. Dizem as boas e as más
línguas que é uma das coisas que bem sei fazer. Não acredito, mas concordo que
para mim, bem ou mal, faz bem: organiza, seleciona, prioriza meus pensamentos.
Como é escrever por obrigação quando dizem que você escreve bem e você não acha
isso?
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Divertida Mente (Inside Out - 2015)
Quando tem Pixar no meio, não pense duas vezes em ir assistir. A chance de você se decepcionar com um filme que tenha a Pixar envolvida é menos de 10%. Basta lembrar de Carros, Toy Story, Valente, Procurando Nemo, Wall•E, Up-Altas Aventuras... A lista é perfeita! Vai dizer que nenhum destes filmes não mexeu com você? Como eu disse, a probabilidade é muito pequena, ouso dizer: quase nula. E não foi diferente com Divertida Mente.
O primeiro diferencial deste filme é que ele não tem somente a Pixar, mas a Disney também! E então, o que uma parceria da pesada como esta pode oferecer?
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