"Eu te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie dos teus mandamentos." (Salmo 119:10)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Mary escreve.

Ontem ela não resistiu e foi olhar uma foto dele. Ficou triste. Abalada. Por alguns instantes viu o sorriso daquela foto lhe olhando e mostrando tudo o que não teve nem poderia ter. Viu seu sonho se realizando num futuro próximo com outra pessoa, de outra maneira. Não se arrependeu. Sabia que não era seu, que não é para si, sei que era para ser assim. Mas entristeceu.

Ver o seu sorriso ao lado daquela criança tão bela foi desesperador. Trouxe-lhe à memória todas as sua falhas, imperfeições, erros do passado e medos do futuro. Ainda hoje ele a faz chorar, ainda hoje ele lembra de tudo o que ela é e o quanto não consegue arcar com isso. Ainda hoje, depois de tanto, depois de tudo, ela lembra e só percebe o quanto há de desordem na sua aparência bem resolvida.

Refletiu e decidiu ver bem mais para trás: não enxergou uma infância tranquila, uma infância bonita. Procurou colocar nisso a culpa para tanta amargura e embora fizesse sentido, desistiu, pois colocar nessas coisas a responsabilidade de serem a fonte das suas dúvidas também não seria fácil de lidar e ela não quer lidar com mais nada.


terça-feira, 25 de agosto de 2015

O Jesus que João me apresentou

Vinte e um capítulos, uma leitura sem ajuda de comentadores e uma pessoa um pouco mais madura relendo-o depois de mais de 3 anos. Este é um panorama geral da minha leitura de João, um dos evangelhos da Bíblia. É a segunda vez que o leio (e até o fim da vida, eu o lerei muito mais, espero!) e o fiz com muita calma... Um trechinho por dia, lendo e relendo os versículos e procurando algo novo, algo que talvez eu ainda não tinha visto, uma palavra que talvez signifique mais, um gesto que tinha passado despercebido e assim vai...



segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O elo fraco

Ilustração de Maio Martinéz


Eu sou o elo fraco das relações.
A pessoa que não dá feliz aniversário, mesmo lembrando, mesmo amando.
A pessoa que trai.
Eu falo mal. Eu reclamo.
Não disfarço cara feia.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Sarau MPB Novos talentos

Como foi que descobri isso só agora eu não sei. Mas estou perplexa com tanta coisa boa num lugar só. E estou mais abismada é como que, mesmo tendo já um tempo (o projeto é de 2011!), muita gente ainda não conhece! Então, não me julguem por postar isso só agora.


Padronizando

Por obrigação estou escrevendo. Dizem as boas e as más línguas que é uma das coisas que bem sei fazer. Não acredito, mas concordo que para mim, bem ou mal, faz bem: organiza, seleciona, prioriza meus pensamentos. Como é escrever por obrigação quando dizem que você escreve bem e você não acha isso?

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Divertida Mente (Inside Out - 2015)

Quando tem Pixar no meio, não pense duas vezes em ir assistir. A chance de você se decepcionar com um filme que tenha a Pixar envolvida é menos de 10%. Basta lembrar de Carros, Toy Story, Valente, Procurando Nemo, Wall•E, Up-Altas Aventuras... A lista é perfeita! Vai dizer que nenhum destes filmes não mexeu com você? Como eu disse, a probabilidade é muito pequena, ouso dizer: quase nula. E não foi diferente com Divertida Mente.

O primeiro diferencial deste filme é que ele não tem somente a Pixar, mas a Disney também! E então, o que uma parceria da pesada como esta pode oferecer?



quinta-feira, 9 de julho de 2015

Tão longe tão perto

Tão longe tão perto


Olhe em seus olhos a te olhar.
Tu o vês profundo como o mar?
És sua voz também um cantar?
Quantas noites te fez sonhar?

Com quantas cordas a dedilhar
Te fez sorrir tal qual luar?
Com quantos versos a recitar
Fez tua doce alma levitar?

Por que insistes longes ficar
E tuas palavras aprisionar?
Podes deveras o coração trancar
E permanecer a me evitar?

Talvez seu merecimento deva estar
No simples gesto de te tocar.
De em teu peito se debruçar,
Na tua boca mergulhar...

Oh! Quão longo é meu penar
Sem teu mundo a me habitar!
Me sinto vago a caminhar
Caminhos, sonhos, teu lar...


Jh

terça-feira, 7 de julho de 2015

Opiniosidades: sobre redes sociais e o cansaço

O que comumente costumamos ler é que as pessoas estão tomadas por esse universo. As relações estão enfraquecendo, os costumes se perdendo, os amores se desfazendo e por aí vai. A rapidez das informações, a divulgação excessiva de si e de tudo... É sobre isso que lemos. Começamos a ver o quanto esse mundo é nocivo, o quanto nos afasta das pessoas e das coisas que gostamos, ao mesmo tempo que não conseguimos mais nos ver vivendo sem ele.

Embora todas estas questões sejam verdadeiras, tenho visto que um número ainda relativamente pequeno de pessoas está indo na contramão deste movimento, mesmo fazendo parte das redes, fazendo aquilo que é muito mais difícil do que simplesmente abandonar. É um grupo pequeno, mas crescente, de pessoas que decidiram dosar, equilibrar e selecionar.


quinta-feira, 2 de julho de 2015

Quando o Senhor te segura...

Texto resgatado do antigo blog, escrito em 22 de janeiro de 2010.

"Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração. Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá:"
(Sl 37: 4-5) 
"O Senhor firma os passos de um homem, quando a conduta deste o agrada; ainda que tropece, não cairá, pois o Senhor o toma pela mão."
(Sl 37:23-24)

Quando aceitamos a Jesus Cristo começamos a ter uma vida plena, quando esta aceitação é verdadeira, obviamente. A palavra "plena" faz-nos achar que não teremos mais problemas. Infelizmente muitas pessoas só vão atrás Dele quando se encontram em situações triste e desesperadoras. O fato é que nem sempre é assim.

 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Opinião: A postura esquecida

Muitas coisas têm acontecido ultimamente. Muitas polêmicas, muitas divergências, falo no mundo "cristão". Se você não é cristão e está lendo, preciso lhe dizer: existe um "mundo" só dos cristãos, onde, caso você não seja um, muito provavelmente não vai ficar ciente das infinitas discussões que existem. Aliás, mesmo que você seja um é provável que não esteja, mas enfim...


domingo, 19 de abril de 2015

Mas eu me moooordo de ciúme

Uma das coisas mais fáceis de enxergar hoje em dia (acho que desde sempre, na verdade) é ver alguém se mordendo de ciúme. Sem querer me vangloriar. acho que cheguei a sentir isso pouquíssimas vezes e bem temporariamente. Não sei explicar ou dar uma fórmula para isso, mas eu, simplesmente, não sou ciumenta e nunca fui, talvez minha educação fez com que eu não "aprendesse" (nunca vi minha mãe com ciúme do meu pai, por exemplo) isso - se isso é aprendido - ou isso seja "intrínseco" a mim. Pensei na minha infância e não me lembro também de ter ciúmes do meu irmão ou das minhas irmãs, por exemplo. Nem de amigas. Mas só fui perceber essa minha característica quando entrei num relacionamento sério pela primeira vez. De início as pessoas me chamavam de sangue de barata porque eu aceitava muita coisa, como por exemplo, permitir que meu parceiro saísse sozinho, viajasse sozinho e etc. Até hoje eu fico me perguntando o porquê eu não deveria "deixar". "Ele pode me trair", "ele não pode se divertir sem mim", "tu vai ficar sem moral", "ele vai se acostumar"... enfim, já ouvi tudo isso, mas nada disso fez sentido pra mim algum dia.

Fazer "xixi" pra marcar território é tão animalesco quanto sentir ciúme e fazer cenas.

domingo, 12 de abril de 2015

Meu bebê é melhor que o seu

Eu não sou mãe, mas pretendo ser. Sou apaixonada por crianças desde cedo e estudante de psicologia, o que me despertou pra querer ler e assistir muita coisa. Na teoria tenho muito conteúdo, na prática, tenho apenas algumas experiências. Mas acho que a que tenho mais intensamente vivido ultimamente é sobre o narcisismo dos pais. Eu estou usando o termo "narcisismo" aqui bem aleatoriamente, sem necessariamente ser um conceito freudiano, por favor, não confundam.

♡ | via Facebook

"Ai, odeio essas coisas da massa!"

Não vou ser tão hipócrita a ponto de começar a escrever fingindo que o meu passado não tão longíquo assim não teve nada disso, então, é o seguinte: eu já falei essa frase. Eu já achei ridículo alguém gostar de forró, depois alguém gostar de pagode, em seguida, alguém gostar de funk e por aí vai... Mas, estou liberta!

Hoje, eu, sem amarras, sem medo, sem me importar muito, ouso dizer em alto e bom som: "meu bem, não curto nem conheço muito de jazz." Não tenho medo de parecer alguém que não está por dentro do que não é tendência, porque o que não é tendência é a nova tendência do momento. Gosto de pagode, e você? Gosto também de forró, o calipsado, o pé de serra, enfim... Assim também como gosto de música clássica, trilhas sonoras, blues, e um monte de coisas que meu namorado diz que são alternativas demais para ele e outras que meus amigos dizem que são estranhas demais. Gosto de quase tudo que me faz dançar, assim como gosto de qualquer coisa que me faça viajar. Tenho o bom senso de pelo menos avaliar umas letrinhas aí. Gosto de muita coisa popular, da mesma forma como gosto da voz rouca e meio fânia do Asaf Avidan. Adoro as músicas meio bregas do Peninha e da RoRô, sou apaixonada pelo Lenine e umas velharias aí que o povo não liga mais (viva Sérgio Sampaio!), além de umas novidades que acho que não vão chegar tão cedo aqui no Brasil. Sinceramente, hoje isso não significa muita coisa nem diz muito assim do que eu sou.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Vaga para amigas

Ilustração de Pascal Campion
Em todos os testes, para qualquer pessoa que você pergunte, umas das únicas coisas que reconheço em mim mesma com facilidade: a minha habilidade de comunicação. Sou uma pessoa sem dificuldades para me comunicar, não sou muito tímida e consigo me enturmar com uma certa facilidade. Mas o que eu aprendi com isso durante essa minha curta vida? Aprendi que se comunicar não é a mesma coisa que se relacionar, pelo menos não profundamente. é possível haver muita comunicação, troca de informações (pessoais ou não) sem um pingo de profundidade.

Não é a mesma coisa que a habilidade de fazer grandes amizades ou conseguir se aprofundar em relacionamentos. Eu me dou com todo tipo de gente de todos os tipos de gostos, tenho um círculo social que varia de "hippies" a "rockeiros", de crentes a descrentes, da classe C à classe mais ou menos A. Consigo manter um nível de conversa e convivência certamente agradável com cada um, mas com nenhum, ou quase nenhum, consigo manter uma relação onde de fato eu possa dizer que há profundidade.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Todo mundo quer uma Ruby Sparks

Ruby Sparks é a personagem (principal?) do filme "Ruby Sparks - A namorada perfeita" (2012). O filme gira em torno da história de um jovem escritor, Calvin, e seu grande amor, Ruby. Acontece que Ruby é, na verdade, criação de Calvin. Calvin tem muitas dificuldades de se relacionar e ultimamente anda tendo dificuldades para escrever também. Um dia ele sonha com uma moça e o seu psiquiatra sugere que escreva sobre ela. Qual não é a surpresa de Calvin quando certa manhã, ao acordar, Ruby está, em carne e osso, em sua casa.