"Eu te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie dos teus mandamentos." (Salmo 119:10)
sexta-feira, 27 de março de 2015
Todo mundo quer uma Ruby Sparks
Ruby Sparks é a personagem (principal?) do filme "Ruby Sparks - A namorada perfeita" (2012). O filme gira em torno da história de um jovem escritor, Calvin, e seu grande amor, Ruby. Acontece que Ruby é, na verdade, criação de Calvin. Calvin tem muitas dificuldades de se relacionar e ultimamente anda tendo dificuldades para escrever também. Um dia ele sonha com uma moça e o seu psiquiatra sugere que escreva sobre ela. Qual não é a surpresa de Calvin quando certa manhã, ao acordar, Ruby está, em carne e osso, em sua casa.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Sobre largar tudo... e viver?
Eu sou o tipo de pessoa que precisa de segurança, justamente porque sou insegura. Eu preciso de um mínimo de "segurança" para viver sem muita neura, porque as neuras surgirão do mesmo jeito. Não sou aquela que não quer passar por nenhuma dificuldade, aliás, sim, não quero passar por nenhuma dificuldade, mas sei que vou passar. O que eu quero dizer enfim é que só sou o tipo de pessoa que tem necessidade de ter controle sobre o mínimo da minha vida. Se eu ganhar só X mensais. Ok. Eu fico feliz de poder me planejar (nem sempre bem) com isso. Se por acaso eu conseguir mais, ótimo, só que nunca conto com mais, aprendi assim, consigo viver assim. Não sou ousada, não sou corajosa, eu tenho uma linha de segurança.
Como qualquer outra pessoa do mundo, eu acho que o meu pensamento é que o certo e que essa é a forma correta para qualquer ser humano viver: ter um plano, ter uma margem prevista, não se surpreender. Esse é o meu pensamento pra tudo. O meu pensamento, porque as coisas não funcionam assim para todo mundo. Essa lógica não é a de todo mundo.
| super boy |
"Tenho um amigo viciado em drogas" | ID #38: como amigos e familiares podem lidar com uma pessoa usuária de drogas
De Frederico Mattos, postado original no blog Papo de Homem.
"Fred, tenho um amigo que é aparentemente tão normal quanto qualquer outra pessoa. Trabalha, é considerado um bom profissional, namora, sai com os amigos.E cheira cocaína. Bastante.Faz isso todo final de semana e algumas vezes durante a semana. Mas o problema é que ele parece acreditar que controla essa relação com a droga.Acho que sou a única pessoa mais próxima que não usa drogas e sabe do que ele está vivendo de verdade, já que grande parte do atual círculo social dele também usa drogas e considera isso ok.Como ajudo o meu amigo viciado que acha que não está viciado? E será que eu assumo essa responsabilidade ou deixo isso pra família ou pra ele mesmo se resolver?"
* * *
Engraçado você começar explicando que seu amigo é normal, trabalha, tem namorada, sai com os amigos e... cheira cocaína. Normalmente, a imagem que temos do viciado em qualquer coisa é uma figura meio pálida e decadente, mas a convivência com qualquer substância ocorre em qualquer lugar, de pessoas lindas, coradas e cheirosas até maltrapilhos sem rumo, ela não faz distinção de gênero, classe, raça ou religião.
Definir o vício não é nada simples e muitos que me procuram no consultório por conta de questões com o uso de substâncias me perguntam porque algumas pessoas enlouquecem ou se tornam dependentes em determinadas situações e outras que atravessaram o mesmo tipo de experiência seguem bem e vivem tranquilamente. A resposta não é tão matemática, mas existem personalidade mais vulneráveis, que diante de certos tipos de situações e efeitos psicoativos, deixam aflorar problemas que estavam enjaulados nos porões da personalidade.
Muitos defendem o uso indiscriminado, pois alegam que não são essencialmente perigosas, que já usaram (ou usam ocasionalmente) por uma fase na vida e não ficaram viciadas. Outras pessoas, no entanto, fizeram o mesmo uso ocasional ou regular e entraram numa maré de de uso abusivo da droga e não conseguiram parar.
Quem é vulnerável ao vício?
Não importa se é com jogo, droga, sexo ou comida, o vício ativa regiões muito parecidas do cérebro e cria um ciclo de dependência que varia muito de pessoa para pessoa, visto que são mentes e biologias diferentes.
A personalidade vulnerável tirada do contexto social e biológico não se explica isoladamente. Por esse motivo, é muito difícil prever qual será o efeito de uma droga na mente de uma pessoa. A quantidade de pessoas que ignora suas vulnerabilidades emocionais podem iniciar um caminho sem volta, então, é possível abrir espaço para refletir que perfil seria esse. E como saber a que tipo de substância ou situação você será vulnerável? Não há uma resposta simplista, mas algumas pistas que estão longe de retratar todas as possibilidades.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Sobre borboletas na barriga... e a falta delas.
Borboletas na barriga. Eu já tive. Muito rapidamente, não estou querendo dar uma de durona. Eu tive sim, quando eu tinha 15 anos e me apaixonei pela primeira vez. Agora não tenho borboletas na barriga, eu prefiro ter borboletas no cérebro.
| Sirlaney. |
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Sobre frequência afetiva.
Tudo começou com a leitura deste texto: Frequência afetiva, qual é a sua?
Há uma frase no meio do texto em que ele resume o conceito de frequência afetiva:
"A ideia de “frequência afetiva” a meu ver envolve muito de aceitar o que o outro tem pra te oferecer, mas principalmente o que ele não tem."
Outra parte do texto que me chamou bastante atenção foi a seguinte:
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Rubel
Dai glórias porque Sua criatividade foi dada a todos! Inclusive a Rubel.
Descrevo Rubel como: calma, delicadeza, sensualidade, beleza e sensibilidade. Pense num álbum gostoso de se ouvir enquanto come, antes de dormir, para brincar com seu bebê, enquanto se arruma, para pensar na vida... Rubel está bem encaixado. É uma tranquilidade com o peso de palavras e orações tão bem feitas e tão sinceras. Uma voz doce sem deixar de ser masculina.
Descrevo Rubel como: calma, delicadeza, sensualidade, beleza e sensibilidade. Pense num álbum gostoso de se ouvir enquanto come, antes de dormir, para brincar com seu bebê, enquanto se arruma, para pensar na vida... Rubel está bem encaixado. É uma tranquilidade com o peso de palavras e orações tão bem feitas e tão sinceras. Uma voz doce sem deixar de ser masculina.
"Lança o barco contra o mar, venha o vento que houver e se virar, nada. Pega a mala que couber, roda a estrada sem saber, e se perder, calma..."
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Opinião: não se traia
| Isabella's Garden - Daniel DelOrfarno |
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
A psicologia uma sedução, e eu caí nela.
| The Great Seduction, Darwin Leon |
Um dia você sai de casa despretensiosamente, na verdade, no fundo, você tem esperança de que algo incrível aconteça em só mais uma noite que você sai com os amigos ou só amigas. E aí você se senta na mesa de um barzinho, e numa outra mesa, ali ao lado, um homem charmoso te olha, sério, um olhar reto, sorri com canto de boca.
domingo, 4 de janeiro de 2015
Entre quatro paredes e aos gritos
É assim que me sinto aqui em casa. Cada dia mais complicado.
Eu não sou uma pessoa maravilhosa também. Não sei fazer coisas domésticas, sou até mesmo preguiçosa para isso, reconheço. Acho que, em casa, este é o meu principal defeito. Meu irmão diz que eu não presto para nada, que sou uma tapada, inútil, e, bem, é melhor nem pensar ou escrever no que eu penso a respeito dele o quanto ele ajuda (só que não mesmo) na harmonia em casa, pois as frases e expressões que tenho são bem piores.
sábado, 27 de dezembro de 2014
Mantê-lo.

Perder a respiração,
Perder a cabeça,
Perder a razão,
Pedir o perdão.
Perder o senso,
Perder os lenços
E os documentos,
Manter o sentimento.
Perder a curiosidade,
Perder a vontade,
Ficar com saudade.
Perder a vergonha,
Perder a moral,
Perder a promessa,
Perder a festa...
Manter o amor.
Manter o abraço.
Manter o desejo.
Manter o respeito.
Manter o segredo.
Mantê-lo perto.
Steffi de Castro. 27/12/2014
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
natal em família
A noite de 24 para 25 foi só mais uma noite, é óbvio que ela é muito significativa para mim, eu não esqueço o porquê do Natal. Eu sempre me recordo de que esta data simboliza o nascimento de Jesus, meu Senhor e Salvador. Gostaria de sempre festejar os natais, mas nem sempre acontece. Na minha casa mesmo, meu núcleo familiar, só houve ceia uma vez, eu sempre vou para a casa da minha avó e teve épocas que eu nem lá eu passava, eu ia para casas de primos ou amigas. Bem, eu cresci. Eu cresci e não vejo mais sentido em passar natal se não for com minha família. Ano passado eu passei com a família do meu namorado, este ano, nem isso. Fiquei em casa, assisti "Chicago" (2002), ouvi muita coisa e enfim dormi, esperando ansiosamente pelo dia seguinte: o almoço de natal da minha família.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Fazer outras coisas
Daquelas que quer fazer outra coisa da vida. Fazer outra coisa da vida. Só ler, escrever, escrever para crianças, aprender uma nova língua, voltar a dançar, dançar bem como antes, aprender a plantar, sorrir mais... Ter mais tempo para visitar as amigas, mais tempo para fazer novos amigos, curtir o namorado, ouvir mais música, trabalhar, viajar... Fazer o que gosta :)
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Um ano de namoro.
Quebrados, perdidos, desiludidos, livres, loucos, mas não leves, pesados, cheio de risos e cheio de mágoas, por dentro maltratados e por fora dois virados.
Foi assim que nos encontramos, de verdade, nos encontramos, tanto um ao outro quanto a nós mesmos. Apesar de tudo ter começado de um jeito não tradicional e confuso, para mim, para você, agora parece tudo tão alinhado, do nosso jeito alinhado. Eu acho que tinha que ser assim mesmo. Nos conhecemos em nossas piores fases. E muitas lágrimas foram derramadas por causa disso. É bom ver, sentir, como cada palavra dita com sinceridade foi nos curando. Na verdade, eu acho que Deus usa a nossa união para nos ajudar, individualmente mesmo. Pelo menos por um tempo, até nos tornarmos Um.
Rascunhos de um (re)começo.
Por que "(re) começo"? É um começo, na verdade, porque é tudo novo, mas é um (re) começo para mim, porque isso está, de fato, me fazendo repensar a maneira como lido com essas coisas, recomeçando a sentir.
20.11.2013
Discussões, diversão, trancos e barrancos e um texto de quase duas páginas pra reclamar de tudo, aí, depois de tudo errado, parece que a coisa caminha enfim. Confesso que estou meio confusa, mas foi dada a largada. Dia 18/11/2013 (faltando um dia pra completar um mês de rolo) (uma pergunta: porque mulher gosta de data? rs) conversamos, decidimos fazer a coisa do jeito certo, se quisermos que dê certo, se for da vontade de Deus que dê certo.
Hoje é dia 20. Não há muito o que falar, as coisas estão correndo bem... Eu é que às vezes não sei se eu mesma estou bem. Fico pensando que, se a coisa ficar séria mesmo, será que vou conseguir viver isso de novo? Bem, primeiro, eu penso, não vai ser "isso de novo", com certeza será tudo diferente porque eu sou uma outra pessoa e ele também... Mas e os protocolos? E tuuudo o que sempre tem? Será que eu ainda sei? Lembrando: não estamos namorando.
Falar pelo, no lugar ou do lugar do outro
Falar no lugar do outro é diferente de falar pelo outro que é diferente de falar do lugar do outro. Na primeira, a impressão que temos é que alguém tomou a nossa vez e agora está falando. Falando no lugar do outro, no meu lugar, na minha vez. Talvez de coisas minhas ou não. Falar pelo outro é me achar o próprio outro e falar por ele, ou então, ser permitido a fazer isso devido a alguma circunstância. Falar do lugar do outro é diferente. Eu me coloco no seu lugar, para saber qual o seu contexto, sinto na pele, te ouço primeiro, então falo. Falo do seu lugar, e não do meu, que é pra evitar maiores problemas e desentendimentos.
Foi assim que organizei as coisas que aprendi hoje. Temos sempre que tomar cuidado e sempre nos perguntar: estou falando no lugar dele, por ele ou do lugar dele? Como se já não bastasse esta questão que por si é delicada demais, ainda tive que me haver com outra situação: além de falar no lugar do outro e pelo outro, falar algo que o outro não disse.
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