"Eu te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie dos teus mandamentos." (Salmo 119:10)

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Tão longe tão perto

Tão longe tão perto


Olhe em seus olhos a te olhar.
Tu o vês profundo como o mar?
És sua voz também um cantar?
Quantas noites te fez sonhar?

Com quantas cordas a dedilhar
Te fez sorrir tal qual luar?
Com quantos versos a recitar
Fez tua doce alma levitar?

Por que insistes longes ficar
E tuas palavras aprisionar?
Podes deveras o coração trancar
E permanecer a me evitar?

Talvez seu merecimento deva estar
No simples gesto de te tocar.
De em teu peito se debruçar,
Na tua boca mergulhar...

Oh! Quão longo é meu penar
Sem teu mundo a me habitar!
Me sinto vago a caminhar
Caminhos, sonhos, teu lar...


Jh

terça-feira, 7 de julho de 2015

Opiniosidades: sobre redes sociais e o cansaço

O que comumente costumamos ler é que as pessoas estão tomadas por esse universo. As relações estão enfraquecendo, os costumes se perdendo, os amores se desfazendo e por aí vai. A rapidez das informações, a divulgação excessiva de si e de tudo... É sobre isso que lemos. Começamos a ver o quanto esse mundo é nocivo, o quanto nos afasta das pessoas e das coisas que gostamos, ao mesmo tempo que não conseguimos mais nos ver vivendo sem ele.

Embora todas estas questões sejam verdadeiras, tenho visto que um número ainda relativamente pequeno de pessoas está indo na contramão deste movimento, mesmo fazendo parte das redes, fazendo aquilo que é muito mais difícil do que simplesmente abandonar. É um grupo pequeno, mas crescente, de pessoas que decidiram dosar, equilibrar e selecionar.


quinta-feira, 2 de julho de 2015

Quando o Senhor te segura...

Texto resgatado do antigo blog, escrito em 22 de janeiro de 2010.

"Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração. Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá:"
(Sl 37: 4-5) 
"O Senhor firma os passos de um homem, quando a conduta deste o agrada; ainda que tropece, não cairá, pois o Senhor o toma pela mão."
(Sl 37:23-24)

Quando aceitamos a Jesus Cristo começamos a ter uma vida plena, quando esta aceitação é verdadeira, obviamente. A palavra "plena" faz-nos achar que não teremos mais problemas. Infelizmente muitas pessoas só vão atrás Dele quando se encontram em situações triste e desesperadoras. O fato é que nem sempre é assim.

 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Opinião: A postura esquecida

Muitas coisas têm acontecido ultimamente. Muitas polêmicas, muitas divergências, falo no mundo "cristão". Se você não é cristão e está lendo, preciso lhe dizer: existe um "mundo" só dos cristãos, onde, caso você não seja um, muito provavelmente não vai ficar ciente das infinitas discussões que existem. Aliás, mesmo que você seja um é provável que não esteja, mas enfim...


domingo, 19 de abril de 2015

Mas eu me moooordo de ciúme

Uma das coisas mais fáceis de enxergar hoje em dia (acho que desde sempre, na verdade) é ver alguém se mordendo de ciúme. Sem querer me vangloriar. acho que cheguei a sentir isso pouquíssimas vezes e bem temporariamente. Não sei explicar ou dar uma fórmula para isso, mas eu, simplesmente, não sou ciumenta e nunca fui, talvez minha educação fez com que eu não "aprendesse" (nunca vi minha mãe com ciúme do meu pai, por exemplo) isso - se isso é aprendido - ou isso seja "intrínseco" a mim. Pensei na minha infância e não me lembro também de ter ciúmes do meu irmão ou das minhas irmãs, por exemplo. Nem de amigas. Mas só fui perceber essa minha característica quando entrei num relacionamento sério pela primeira vez. De início as pessoas me chamavam de sangue de barata porque eu aceitava muita coisa, como por exemplo, permitir que meu parceiro saísse sozinho, viajasse sozinho e etc. Até hoje eu fico me perguntando o porquê eu não deveria "deixar". "Ele pode me trair", "ele não pode se divertir sem mim", "tu vai ficar sem moral", "ele vai se acostumar"... enfim, já ouvi tudo isso, mas nada disso fez sentido pra mim algum dia.

Fazer "xixi" pra marcar território é tão animalesco quanto sentir ciúme e fazer cenas.

domingo, 12 de abril de 2015

Meu bebê é melhor que o seu

Eu não sou mãe, mas pretendo ser. Sou apaixonada por crianças desde cedo e estudante de psicologia, o que me despertou pra querer ler e assistir muita coisa. Na teoria tenho muito conteúdo, na prática, tenho apenas algumas experiências. Mas acho que a que tenho mais intensamente vivido ultimamente é sobre o narcisismo dos pais. Eu estou usando o termo "narcisismo" aqui bem aleatoriamente, sem necessariamente ser um conceito freudiano, por favor, não confundam.

♡ | via Facebook

"Ai, odeio essas coisas da massa!"

Não vou ser tão hipócrita a ponto de começar a escrever fingindo que o meu passado não tão longíquo assim não teve nada disso, então, é o seguinte: eu já falei essa frase. Eu já achei ridículo alguém gostar de forró, depois alguém gostar de pagode, em seguida, alguém gostar de funk e por aí vai... Mas, estou liberta!

Hoje, eu, sem amarras, sem medo, sem me importar muito, ouso dizer em alto e bom som: "meu bem, não curto nem conheço muito de jazz." Não tenho medo de parecer alguém que não está por dentro do que não é tendência, porque o que não é tendência é a nova tendência do momento. Gosto de pagode, e você? Gosto também de forró, o calipsado, o pé de serra, enfim... Assim também como gosto de música clássica, trilhas sonoras, blues, e um monte de coisas que meu namorado diz que são alternativas demais para ele e outras que meus amigos dizem que são estranhas demais. Gosto de quase tudo que me faz dançar, assim como gosto de qualquer coisa que me faça viajar. Tenho o bom senso de pelo menos avaliar umas letrinhas aí. Gosto de muita coisa popular, da mesma forma como gosto da voz rouca e meio fânia do Asaf Avidan. Adoro as músicas meio bregas do Peninha e da RoRô, sou apaixonada pelo Lenine e umas velharias aí que o povo não liga mais (viva Sérgio Sampaio!), além de umas novidades que acho que não vão chegar tão cedo aqui no Brasil. Sinceramente, hoje isso não significa muita coisa nem diz muito assim do que eu sou.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Vaga para amigas

Ilustração de Pascal Campion
Em todos os testes, para qualquer pessoa que você pergunte, umas das únicas coisas que reconheço em mim mesma com facilidade: a minha habilidade de comunicação. Sou uma pessoa sem dificuldades para me comunicar, não sou muito tímida e consigo me enturmar com uma certa facilidade. Mas o que eu aprendi com isso durante essa minha curta vida? Aprendi que se comunicar não é a mesma coisa que se relacionar, pelo menos não profundamente. é possível haver muita comunicação, troca de informações (pessoais ou não) sem um pingo de profundidade.

Não é a mesma coisa que a habilidade de fazer grandes amizades ou conseguir se aprofundar em relacionamentos. Eu me dou com todo tipo de gente de todos os tipos de gostos, tenho um círculo social que varia de "hippies" a "rockeiros", de crentes a descrentes, da classe C à classe mais ou menos A. Consigo manter um nível de conversa e convivência certamente agradável com cada um, mas com nenhum, ou quase nenhum, consigo manter uma relação onde de fato eu possa dizer que há profundidade.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Todo mundo quer uma Ruby Sparks

Ruby Sparks é a personagem (principal?) do filme "Ruby Sparks - A namorada perfeita" (2012). O filme gira em torno da história de um jovem escritor, Calvin, e seu grande amor, Ruby. Acontece que Ruby é, na verdade, criação de Calvin. Calvin tem muitas dificuldades de se relacionar e ultimamente anda tendo dificuldades para escrever também. Um dia ele sonha com uma moça e o seu psiquiatra sugere que escreva sobre ela. Qual não é a surpresa de Calvin quando certa manhã, ao acordar, Ruby está, em carne e osso, em sua casa.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Sobre largar tudo... e viver?

Eu sou o tipo de pessoa que precisa de segurança, justamente porque sou insegura. Eu preciso de um mínimo de "segurança" para viver sem muita neura, porque as neuras surgirão do mesmo jeito. Não sou aquela que não quer passar por nenhuma dificuldade, aliás, sim, não quero passar por nenhuma dificuldade, mas sei que vou passar. O que eu quero dizer enfim é que só sou o tipo de pessoa que tem necessidade de ter controle sobre o mínimo da minha vida. Se eu ganhar só X mensais. Ok. Eu fico feliz de poder me planejar (nem sempre bem) com isso. Se por acaso eu conseguir mais, ótimo, só que nunca conto com mais, aprendi assim, consigo viver assim. Não sou ousada, não sou corajosa, eu tenho uma linha de segurança.

Como qualquer outra pessoa do mundo, eu acho que o meu pensamento é que o certo e que essa é a forma correta para qualquer ser humano viver: ter um plano, ter uma margem prevista, não se surpreender. Esse é o meu pensamento pra tudo. O meu pensamento, porque as coisas não funcionam assim para todo mundo. Essa lógica não é a de todo mundo.

super boy

"Tenho um amigo viciado em drogas" | ID #38: como amigos e familiares podem lidar com uma pessoa usuária de drogas



De Frederico Mattos, postado original no blog Papo de Homem.


"Fred, tenho um amigo que é aparentemente tão normal quanto qualquer outra pessoa. Trabalha, é considerado um bom profissional, namora, sai com os amigos. 
E cheira cocaína. Bastante. 
Faz isso todo final de semana e algumas vezes durante a semana. Mas o problema é que ele parece acreditar que controla essa relação com a droga.
Acho que sou a única pessoa mais próxima que não usa drogas e sabe do que ele está vivendo de verdade, já que grande parte do atual círculo social dele também usa drogas e considera isso ok.
Como ajudo o meu amigo viciado que acha que não está viciado? E será que eu assumo essa responsabilidade ou deixo isso pra família ou pra ele mesmo se resolver?"
* * *
Engraçado você começar explicando que seu amigo é normal, trabalha, tem namorada, sai com os amigos e... cheira cocaína. Normalmente, a imagem que temos do viciado em qualquer coisa é uma figura meio pálida e decadente, mas a convivência com qualquer substância ocorre em qualquer lugar, de pessoas lindas, coradas e cheirosas até maltrapilhos sem rumo, ela não faz distinção de gênero, classe, raça ou religião.
Definir o vício não é nada simples e muitos que me procuram no consultório por conta de questões com o uso de substâncias me perguntam porque algumas pessoas enlouquecem ou se tornam dependentes em determinadas situações e outras que atravessaram o mesmo tipo de experiência seguem bem e vivem tranquilamente. A resposta não é tão matemática, mas existem personalidade mais vulneráveis, que diante de certos tipos de situações e efeitos psicoativos, deixam aflorar problemas que estavam enjaulados nos porões da personalidade.
Muitos defendem o uso indiscriminado, pois alegam que não são essencialmente perigosas, que já usaram (ou usam ocasionalmente) por uma fase na vida e não ficaram viciadas. Outras pessoas, no entanto, fizeram o mesmo uso ocasional ou regular e entraram numa maré de de uso abusivo da droga e não conseguiram parar.

Quem é vulnerável ao vício?

Não importa se é com jogo, droga, sexo ou comida, o vício ativa regiões muito parecidas do cérebro e cria um ciclo de dependência que varia muito de pessoa para pessoa, visto que são mentes e biologias diferentes.
A personalidade vulnerável tirada do contexto social e biológico não se explica isoladamente. Por esse motivo, é muito difícil prever qual será o efeito de uma droga na mente de uma pessoa. A quantidade de pessoas que ignora suas vulnerabilidades emocionais podem iniciar um caminho sem volta, então, é possível abrir espaço para refletir que perfil seria esse. E como saber a que tipo de substância ou situação você será vulnerável? Não há uma resposta simplista, mas algumas pistas que estão longe de retratar todas as possibilidades.



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Sobre borboletas na barriga... e a falta delas.


Borboletas na barriga. Eu já tive. Muito rapidamente, não estou querendo dar uma de durona. Eu tive sim, quando eu tinha 15 anos e me apaixonei pela primeira vez. Agora não tenho borboletas na barriga, eu prefiro ter borboletas no cérebro.
Sirlaney.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Sobre frequência afetiva.

Ilustração de Blanca Gomez

Tudo começou com a leitura deste texto: Frequência afetiva, qual é a sua?

Há uma frase no meio do texto em que ele resume o conceito de frequência afetiva:
"A ideia de “frequência afetiva” a meu ver envolve muito de aceitar o que o outro tem pra te oferecer, mas principalmente o que ele não tem."

Outra parte do texto que me chamou bastante atenção foi a seguinte:

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Rubel

Dai glórias porque Sua criatividade foi dada a todos! Inclusive a Rubel.

Descrevo Rubel como: calma, delicadeza, sensualidade, beleza e sensibilidade. Pense num álbum gostoso de se ouvir enquanto come, antes de dormir, para brincar com seu bebê, enquanto se arruma, para pensar na vida... Rubel está bem encaixado. É uma tranquilidade com o peso de palavras e orações tão bem feitas e tão sinceras. Uma voz doce sem deixar de ser masculina.




 "Lança o barco contra o mar, venha o vento que houver e se virar, nada. Pega a mala que couber, roda a estrada sem saber, e se perder, calma..."


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Opinião: não se traia

Isabella's Garden - Daniel DelOrfarno

Não se traia quando estiver com vontade de mais uma vez assistir aquele filme. Não se traia quando quiser comprar aquele livro, que é piegas, que é sobre uma banda que só você gosta, que é caro, que é para dar de presente. Não se traia.