"Eu te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie dos teus mandamentos." (Salmo 119:10)

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Se eu puder ou não, te consolo e descanso.

Um dia eu orei: 
"Senhor, me use, que eu seja um objeto em tuas mãos, que as pessoas te sintam quando chegarem perto de mim. Não por mim, mas por Ti."

Eu quero que as pessoas sintam o mesmo consolo e amor que eu sinto que Jesus tem por mim e o quanto estou cada dia mais descansada por tentar permanecer Nele, quero que sintam o quanto Ele nos quer por perto, muito mais, infinitamente mais, do que o que eu posso sentir por Ele. Eu orei e tive respostas diversas nos dias seguintes. Certa vez, num ensaio de um grupo de teatro que participei por pouco tempo, eu não precisei falar nada, mas um dos atores, jovem e homossexual, me perguntou: " você acredita em Deus, Steffi?". Eu fiquei feliz, eu não precisei falar, mas ele se sentiu à vontade pra contar as suas coisas. Tempos depois continuo fazendo a mesma oração e agora as respostas vêm de outras maneiras:
"Steffi, não sinto mais vontade de viver. Não aguento mais esse lugar."
"Steffi, estou péssima, aconteceu isso, isso e isso, não aguento mais, quero interná-lo"
"Steffi, estou tão mal, não sei o que está acontecendo, estou em crise"...
Eu posso tentar ser compreensiva e responder apenas baseando-me no que aprendo vira e mexe nas aulas do meu curso, de certa forma, acredito que é isso que as pessoas procuram às vezes em mim, mas como não dizer nada sobre Aquele me consola? Independente deste meu conflito, é importante dizer também o quanto a profissão que eu escolhi pra mim tem a ver com essa vida louca que eu levo. O quanto eu posso servir mesmo sem falar sobre Ele, mas falando de todos os jeitos ao mesmo tempo...

Ouço coisas tão tristes, vejo contextos tão desoladores que, de fato, parece que os problemas não têm soluções. Eu gostaria de dizer palavras diretas e bonitas e as pessoas simplesmente sentirem. Como falar para alguém que não crê e parece estar tão longe disso que, há sim alguém que é real, que não é simples imaginação, que de fato consola, que de fato tira o peso das nossas costas, que deixa nosso fardo leve?

Como falar? Às vezes não tem como falar, já aprendi. Às vezes, na maioria das vezes, o melhor falar é o abraçar, o melhor falar é o ouvir, o melhor falar é não julgar nem ficar identificando problemas a serem resolvidos, às vezes o melhor falar é só estar ali ao lado.

Vejo as pessoas saindo pro "campo" de evangelismo e contando quantas almas fizeram crer... Eu não consigo, desculpem-me. Desculpem-me se eu não consigo fazer as pessoas crerem, desculpem-me se eu realmente não gosto disso, desculpem-me se não gosto desses métodos, desculpem-me mesmo, peço no entanto, que me entendem: eu não vivo numa redoma, eu não vou ao "campo", eu estou o tempo todo nele, e acreditem: não é fácil. Não estou dizendo que o que eu faço (que na verdade é muito pouco) é mais importante ou melhor, não quero desmerecer quem ninguém que trabalhe dessa maneira, só digo que eu não me encaixo nela.

É muito simples identificar um dependente químico quando ele está na rua sem ninguém, é visível. Mas identificar os que estão dentro de casa, os que sorriem, os que andam com você o tempo todo, o que está debaixo do seu teto, é difícil. É difícil manter relacionamentos, é difícil ser amável ao mesmo tempo que é necessário ser duro em alguns momentos. É complicado pra alguém que tanto já apanhou entender Jesus como Salvador e Senhor. É difícil saber que alguém precisa de Jesus naquele momento e ainda assim a pessoa O nega. 

Evangelizar pessoalmente, sem esperar que a pessoa se converta, tem sido uma questão crucial na minha vida. As pessoas que aparecem pra mim parecem tão ou mais problemáticas do que eu. E como ajudá-las se ainda nem me resolvi? O que falar? Como falar? Todos os dias eu acordo pensando nisso, pensando em como ajudar essas pessoas... Que eu amo tanto, que eu amo tanto, que eu amo tanto...

Antes eu me preocupava muito em ter o que dizer, ter que fazer, ter o que e que falar, preocupava-me com a minha eficiência em servir aquela pessoa, mas eu também tenho problemas, eu também estou sendo diariamente tratada, e é por isso que, eu tendo ou não o que fazer, descanso: o trabalho não é meu. Se elas se sentem à vontade comigo, ouço, se eu tiver o que falar, falo, se tiver como abraçar, abraço, choro, oro... Eu faço o que acho que posso fazer, porque o resto não é comigo. E se eu não puder fazer nada além de orar em casa, então não faço nada além disso, o trabalho não é meu.

Uma musiquinha simples me consolou tanto esses dias, eu entendi mesmo como algo de Deus especificamente pra mim, como um consolo, um leve "puxão de orelha":


"Não tenhas sobre ti um só cuidado, qualquer que seja, pois um, somente um, seria muito para ti. É Meu, somente Meu todo o trabalho, e o teu trabalho é descansar em Mim. Não temas quando enfim, tiveres que tomar decisão, entrega tudo a Mim, confia de todo o coração." Milad



Nem sempre vou poder dizer algo que faça você se sentir bem, mas eu sempre estarei aqui, sem esperar retribuição, eu tentarei, sem esperar te transformar num crente, sem esperar que entenda tudo o que porventura eu tente te explicar. Eu não sou Deus, mas tenho um que pode te acalmar. Eu sou crente, mas não espero que você se torne um pelo o que eu disser, e sim porque você precisar saber que precisa Dele, eu posso te avisar, mas só você pode decidir crer, depende de você e Dele. 



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Não desista :)

"Hanani, um dos meus irmãos, veio de Judá com alguns outros homens, e eu lhes perguntei acerca dos judeus que restaram, os sobreviventes do cativeiro, e também sobre Jerusalém. E eles me responderam: Aqueles que sobreviveram ao cativeiro e estão lá na província passam por grande sofrimento e humilhação. O muro de Jerusalém foi derrubado, e suas portas foram destruídas pelo fogo. Quando ouvi essas coisas, sentei-me e chorei. Passei dias lamentando-me, jejuando e orando ao Deus dos céus." Neemias 1:2-4

Neemias tinha em seu coração a vontade de fazer algo por sua cidade, por seu povo... E pedindo a orientação de Deus descobriu o que deveria ser feito. Em seu coração o desejo de reconstruir a cidade de seu povo queimava... E Ele só podia confiar em Deus para que tal feito fosse cumprido.

"No mês de nisã do vigésimo ano do rei Artaxerxes, na hora de servir-lhe o vinho, levei-o ao rei. Nunca antes eu tinha estado triste na presença dele, por isso o rei me perguntou: Por que o seu rosto parece tão triste, se você não está doente? Essa tristeza só pode ser do coração! Com muito medo eu disse ao rei: Que o rei viva para sempre! Como não estaria triste o meu rosto, se a cidade em que estão sepultados os meus pais está em ruínas, e as suas portas foram destruídas pelo fogo? O rei me disse: O que você gostaria de pedir? Então orei ao Deus dos céus, e respondi ao rei: Se for do agrado do rei e se o seu servo puder contar com a sua benevolência, que ele me deixe ir à cidade onde meus pais estão enterrados, em Judá, para que eu possa reconstruí-la." Neemias 2:1-5 "(...)Visto que a bondosa mão de Deus estava sobre mim, o rei atendeu os meus pedidos" Neemias 2:8

A vontade de Neemias, vontade de Deus também, foi feita. Mas as dificuldades apareceram:

"Os oficiais não sabiam aonde eu tinha ido ou o que eu estava fazendo, pois até então eu não tinha dito nada aos judeus, aos sacerdotes, aos nobres, aos oficiais e aos outros que iriam realizar a obra. Então eu lhes disse: Vejam a situação terrível em que estamos: Jerusalém está em ruínas, e suas portas foram destruídas pelo fogo. Venham, vamos reconstruir os muros de Jerusalém, para que não fiquemos mais nesta situação humilhante.Também lhes contei como Deus tinha sido bondoso comigo e o que o rei me tinha dito. Eles responderam: Sim, vamos começar a reconstrução. E se encheram de coragem para a realização desse bom projeto. Quando, porém, Sambalate, o horonita, Tobias, o oficial amonita, e Gesém, o árabe, souberam disso, zombaram de nós, desprezaram-nos e perguntaram: O que vocês estão fazendo? Estão se rebelando contra o rei? Eu lhes respondi: O Deus dos céus fará que sejamos bem-sucedidos. Nós, os seus servos, começaremos a reconstrução, mas, no que lhes diz respeito, vocês não têm parte nem direito legal sobre Jerusalém, e em sua história não há nada de memorável que favoreça vocês!" Neemias 2:16-20

Existiam pessoas que estavam dispostas a atrapalhar os planos... Mas Deus estava com Neemias... E Neemias passou por várias delas até que a obra fosse concluída.

"(...) essa obra havia sido executada com a ajuda de nosso Deus." Neemias 6:16

Assim é que ocorre com a nossa vida. Muitas vezes Deus coloca planos em nossas vidas, metas... E ele prepara tudo para nós durante todo o caminho pelo qual andaremos, mas as dificuldades sempre aparecem, às vezes por tentações, às vezes por formação de caráter, e às vezes por conta de nossos próprios erros... O que é discutível realmente é a opção de desistência que essas dificuldades nos impõem... Atenção: OPÇÃO. Porque você também pode optar por seguir em frente, na permanência do amor de Deus e sair vitorioso.
Sempre.

sábado, 18 de maio de 2013

A vida dando na cara!

"Muito do que eu faço não penso, me lanço sem compromisso. Vou no meu compasso, danço, não canso, a ninguém cobiço."

É verdade. Eu não penso muito antes de acabar fazendo as coisas, antes de falar, quando vi, já fiz, já disse, já pensei... A única decisão que tomei tanto tempo pra tomar foi essa que tomei e suas consequências vão reverberar por toda a minha vida, seja lá que rumo ela tomar. Por enquanto vou indo no meu compasso, vou dançando e cobiçando algumas vezes sim. Algumas vezes sim.

"Tudo o que eu te peço é por tudo que FIZ e SEI que mereço. Posso, e te confesso: você NÃO SABE da missa um terço."

LargeEu sei que não devemos fazer nada esperando retribuição, isso diz respeito tanto ao fato de eu ser cristã, e portanto fazer porque TENHO que fazer o bem, nunca esperar que me retribuam e também diz respeito a uma coisa que cedo também aprendi: quanto menos eu esperar do outro menos eu decepciono, menos expectativas eu crio. Mas isso não é tão simples assim. Nossas relações são moldadas nessa cultura da troca, do escambo, da barganha... Como assim eu fiz tudo isso pra você e você nem ao menos reconheceu?! Inadmissível! É. Tem dias que eu acho inadmissível mesmo e quando eu lembro, e quando eu venho tentando fazer esse percurso novamente, aí eu percebo que realmente, realmente foi tudo inadmissível. Então tá, vou deixar por uns instantes meu bom senso e confirmar que eu sei, sempre soube, que eu não mereci muita coisa e agora eu mereço isso tudo que eu quero pra mim a partir de então! Por tudo que eu fiz eu sei que eu mereço. E, definitivamente, você não sabe mesmo, talvez nunca soube, de nem um pedacinho do redemoinho que tem aqui dentro de mim!

"Tanto choro e pranto, a vida dando na cara. Não ofereço a face nem sorriso amarelo, dentro do meu peito uma vontade bigorna, um desejo martelo."

Não é o primeiro tapa que eu levo. Com certeza não é o último. Amanhã talvez eu leve outro. Eu não culpo ninguém por isso, sei que tem gente que já passou pior... Mas eu não estou de brincadeira, querido, eu não passei um probleminha aqui e agora tô livre e leve e solta não, eu não tô pra oferecer é nada! Nem face nem sorriso nem confiança nem intimidade. E quando eu falo intimidade não estou dizendo que não tenho coragem de contar como me sinto, de ser transparente. Quem me conhece bem sabe que eu não tenho muitas medidas "prusôtro" da rua, mas nada que você me fale vai me tocar, pouco que você me fala vai fazer diferença, não tô pra dar essa intimidade de deixar alguém entrar, deixar a porta escancarada, não sequer limpar os pés e ainda mudar os móveis, usar as roupas de cama e se achar dono de mim. Não, senhor! Entre, fique na sala de estar e não se levante do sofá, você é só visita e portanto vai conversar o que eu quiser conversar! Vai entender apenas o que eu te disser, não vai mudar nada aqui.

"Tanto desencanto... A vida não te perdoa. Tendo tudo contra e nada me transtorna. Dentro do meu peito um desejo martelo, uma vontade bigorna. VOU CERTO DE ESTAR NO CAMINHO. Desperto."

E depois de tudo isso, isso mesmo: desencanto. Eu não vejo mais a beleza onde eu via, eu não vejo mais graça no que eu queria, eu não vejo mais com amor tudo o que eu sonhei pra mim, eu não me empolgo muito tempo por quase nada, eu não tenho vontade de planejar de novo, meu encanto é superficial. Um requisito não preenchido e tchau. A vida não me perdoou, por tanto amar, amei, sofri, chorei, amo, não amo mais, sabe-se lá quando amarei. Só desejo, só vontade. Mesmo diante disso tudo, eu sei, eu sei, eu sei que fiz a coisa certa. "Não é preciso sofrer pra saber o que é melhor pra você", já dizia Criolo. Eu estou certa de  que completamente errada estou no caminho certo. Eu despertei. Todo dia eu desperto.


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Minha Musicoterapia - 5 a Seco

Passando pelo meu 12656352º momento de crise e conflito, para vocês, 5 a Seco!


"Quero uma Odisseia, meu conto que seja um canto pros leais, o advento do alento. Eu quero o tempo que reateia, aquele primeiro amor dos casais. Quero ver virar fumaça a trapaça e a traição, se a dor se torna raiva nunca passa a aflição, estou farto de vinganças, coração!"
(Abrindo a porta)



"Então verá que você cresceu e apareceu em seu lugar, e hoje está louca pra sair sem saber que horas vai voltar. Eu quero mais é te ver na pista da vida dançando sem parar! Eu quero mais é sumir com as pistas de onde ele foi parar!" (Deixe estar)



"Se naufragou, faça desse drama sua hora, faça disso a hora de recomeçar. Para conviver com a dor, para a dor também saber passar... Se já passou, dê sorriso à cara e vá embora! Queira cara ou não queira, junte agora a cara, jogue noves fora." 
(Faça desse drama)



"Pra quê buscar recaída, reviver o drama, mexer na ferida? Por onde se engana o coração se encontra a saída pra vida. Tempo de ver que é maldade martelar as horas no chão da saudade. Embora agora há contradição, o tempo que pôs essa dor nessa conta é quem desconta, passa e te aponta o ponto de sorrir mais, soltar gargalhadas. Deixa pra trás o que te entristece e tece teus ais."
(Gargalhadas)



"Fique firme, tenha fé. Mesmo que em nada dê, tudo ainda está de pé, tudo está para nascer. Fique forte, firme o pé. Tudo dá n'algum lugar. Mesmo se o olho não vê, tudo ainda vai brotar."
(Impasse)





domingo, 12 de maio de 2013

Tá na coleira, tá?

Eu venho pensado bastante nesse assunto ultimamente, não tem um porquê exatamente, mas é uma situação que eu vejo constantemente, que talvez eu tenha vivido, e que, enfim, eu acho ridícula mesmo.

Num relacionamento é extremamente importante e necessário que um leve em consideração o que o outro tem a dizer, se é casamento então, mais importante ainda. Num relacionamento sério, com propósito e etc., a opinião do outro é sempre válida e tem que ser ouvida, o que não significa necessariamente que deve ser "seguida", obedecida. O que quero dizer afinal? O que quero dizer, da maneira mais simples que tem pra  se dizer: é ridícula a maneira como alguns homens se comportam, tendo que pedir permissão pras namoradas, saindo escondidos e com horários pra chegar! Ridículo, ridículo, ridículo. Não consigo enxergar situação mais vergonhosa que um homem pedindo permissão pra namorada pra sair, assim como acho ridículo uma mulher pedir também, mas, como machista que reconheço que sou, não tenho medo de falar que: se é feio pra mulher, que dirá pra homem. Não estou dizendo aqui que homem que é homem faz o que quiser e não tá "nem aí" pra sua companheira, não é isso, como eu disse no início, as opiniões devem ser levadas em consideração, desde que não ultrapasse a linha da dignidade e do respeito mútuo. É claro que, se eu tenho namorado, vou me privar de fazer algumas coisas, mesmo que não tenha problemas nenhum, para evitar certos comentários ou até mal entendidos, assim como, se o cara tem namorada, é claro que algumas coisas devem ser dosadas, é uma questão de bom senso e equilíbrio, mas nada de submissão!

Algumas mulheres adoram fazer seus namorados e maridinhos de capachos, adoram colocar os bichinhos nas coleiras e têm orgulho de dizer: "esse aí eu boto na linha!". Quando ouço uma mulher falando isso o pensamento que vem à minha cabeça é: "tu bota na linha porque ele não é homem de verdade." Porque, sinceramente, homem que é homem não se submete a essas coisas! No meu último e mais duradouro relacionamento (5 anos) eu via as pessoas falando: "Não sei como tu deixa ele fazer essas coisas!". Eu não deixava, ele não pedia minha permissão. Não vou dizer que não ficava com raiva às vezes, porque algumas coisas eu não gostava mesmo, e outras eu achava um p. sacanagem, mas eu me orgulhava de ver e dizer que ele era independente de mim e que ele tinha a vida dele. Por outros fatores não continuamos o relacionamento, mas disso eu tenho e tinha orgulho: ele não era um capacho e eu nunca quis que assim fosse. O mais engraçado é ver alguns cheios de marra, mas todos encoleirados... Engraçado e triste.

Uma mulher que convive com um homem assim pode até ter mais problemas, se zangar mais vezes e etc., mas eu prefiro.  Que fique claro que só isso também não é suficiente, não adianta ele ser homem pra mulher e não ser homem pra ser pai; não adianta ele ser homem pra mulher e não ser homem pra não pensar no futuro; não adianta ele ser homem pra uma mulher se quer ficar com várias ao mesmo tempo... Alguém pode dizer que eu sou uma idiota escrevendo essas besteiras, rsrs, pode ser, mas é que eu acho incrível quando vejo uma mulher se orgulhando, falando de boca cheia, que domina seu marido, como se isso fosse motivo pra se orgulhar! Em um relacionamento é preciso ceder e aceitar, simultaneamente e mutuamente. Você começa a namorar com um cara e aí quer transformá-lo inteiro? Quer proibir o garoto de fazer tudo o que ele gosta? E se ele fizesse isso com você? Ia ser legal? Se as pessoas são maduras elas vão percebendo que, pelo bem da relação, é possível ceder a abdicar de certas coisas para permanecerem juntas, coisas que  se deixadas de lado não vão fazer ninguém morrer, mas é preciso que cada um aceite também a individualidade do outro, agora dois se tornam um, mas não há problema em manter aquilo que ele ou ela sempre teve, que faz parte da sua constituição como pessoa única, cedendo por aqui, aceitando ali, vocês crescem juntos, aprendem juntos. Nada de submissão, nada de ciúme exacerbado e insegurança demais. Nada de colocar coleiras no outro. Nada de querer transformar seu homenzinho em um cachorrinho de raça, adestrado. Namoro e casamento não é uma brincadeira de puxar a corda pro seu lado e o lado mais forte ganha, está mais para uma balança, onde os dois precisam estar em harmonia para que não haja invasão nem opressão. E outra, pode ter certeza, se o garoto é um desses de coleira, ele deve ser motivo de piada para os amigos mais felizes, eu falo mal dele e os nossos amigos também.

Se você é um desses que é dominado, sua adorável companheira deve contar vantagens, pode apostar, é mais ou menos assim:



Provavelmente algumas coisas que você deve fazer pode soar como "fofo", mas não se sinta feliz por causa disso... Essa história de que toda mulher gosta é de fazer o homem se arrastar... tá, pode até ser legal às vezes, todo mundo gosta de receber atenção, mas ninguém gosta de "fraqueza", eu, pelo menos, acho ridículo homem que demonstra essa fraqueza toda. Fica a dica e minha inútil e desnecessária opinião sobre o assunto. o/

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ser é o Bastante - felicidade à luz do Sermão do Monte

Livro escrito por Carlos Queiroz: casado, dois filhos, é pastor da Igreja de Cristo no Brasil e se identifica como  "um discípulo de Jesus Cristo cuja missão é expressar o amor a Deus e a todas as pessoas, vivendo e proclamando e evangelho de Jesus Cristo". Acredita que os valores e princípios necessários à vida estão no sermão do monte e vive cativado pela crença de que é possível desfrutas plenamente de todos eles. Foi diretor da Visão Mundial Internacional em Angola, diretor executivo da Visão Mundial Brasil e presidente do 2º Congresso Brasileiro de Evangelização (CBE2). É diretor executivo da ONG Diaconia.

Esta descrição é a que há no livro, também faço questão de fazer a minha descrição: uma pessoa simples.

Não é de meu interesse falar sobre o autor e sim sobre o livro, mas como o conheci, é quase impossível não fazer automaticamente a ligação entre a pessoa que ele é o que ele escreveu e entendeu. De fato há coerência entre essas duas dimensões e isso aumenta muito a credibilidade de um livro de cunho cristão.

O livro fala sobre justiça, coerência, legalidade, alguns erros das igrejas-instituições, sobre amizade, sobre jejum, sobre pregar o Evangelho com verdade, sobre ter os "olhos limpos", sobre um Jesus único que ensinou e ensina como ninguém, sobre sua singularidade como homem e como Deus. 

Entrou pro daqueles que eu digo: "mudou a minha vida", traz interpretações e informações que não serão esquecidas e te emocionam, abre seus olhos. Ser é o Bastante é uma leitura muito agradável, de uma simplicidade imensa, algo quase  "didático", pra fazer você entender mesmo, mas sem parecer um manual de livro de autoajuda pra conseguir a "felicidade". Quando conheci o Carlos Queiroz, em um curso de férias da ABU, não havia um dia sequer em que eu não chorava, também não houve um capítulo sequer deste livro que não deixou uma marca em mim.

E não foi o Carlos Queiroz, não foi o livro em si, mas a forma como Jesus se apresentou e foi apresentado a mim desta vez que me fez gostar demais deste livro. A forma como Jesus quer que sejamos felizes. Recomendo mesmo.

"Na tentativa de perceber Jesus, deparei-me como um Ser Divino e humano transitando entre ricos e pobres, comendo com publicanos e pecadores e, ao mesmo tempo, dialogando com religiosos; esteve entre a plebe e o palácio; à beira do caminho e na sinagoga. Aliviando dores e provocando sofrimentos, construindo a paz e estabelecendo outras guerras. Conheci Alguém com jeito de gente grande, plena maturidade." (p. 15)
"Felizes, portanto, são aqueles que, vislumbrando o Inominável, Indescritível, o Ser que escapa a todas as categorias racionais, se reconhecem demasiadamente indignos, pobres, não tendo absolutamente nada que a Ele possam oferecer. E são felizes porque, a despeito dessa condição, sentem-se acolhidos e amados por Ele. As demais bem-aventuranças são desdobramentos da conexão do discípulo com a Fonte da Vida." (p. 56)




"Sinto-me só".

Sinto-me só é um livro escrito por Karl Taro Greenfeld, que não é apenas autor, mas também personagem da história. Segundo a Publishers Weekly o livro é uma "história tocante sobre uma família simultaneamente destruída e unida pelo autismo". Apesar de Greenfeld ser um dos personagens, enquanto você vai lendo fica parecendo uma realidade meio distante, que é apenas mais uma ficção, porque fica meio difícil entender como essa pessoa expôs tudo o que ela pensou em sua infância e adolescência sobre seu irmão e sua família, todas as suas dificuldades em se relacionar, seus problemas com drogas e etc. Karl conta a história de seu irmão, Noah, autista numa época onde não havia tratamentos, onde não havia recursos nem profissionais especializados, onde tudo era "experimentação". A vergonha, a dificuldade de aceitar a dificuldade do irmão, o peso de ser considerado "normal" e não responder às expectativas dos pais e da sociedade são temas do livro.

Como estudante de psicologia o livro foi muito interessante pra mim que tenho um interesse por trabalho com crianças e curiosidade e interesse também pelo tratamento do autismo e suas nuances, então, em diversos momentos do livro, eu enxerguei todas as teorias que ando estudando, o que é muito bom pra avaliar o que afinal de contas eu sei e, como o livro se trata de uma história verídica, entender um pouco também do lado da família, o que em qualquer tratamento psicológico é essencial, além de ter informações interessantíssimas a respeito dos absurdos que aconteciam em nome da psicologia, maus tratos, falsas promessas de cura e etc.

O drama de Noah é com certeza parte essencial do livro, afinal, ele é o protagonista na vida da família inteira, mas a tensão de Karl como um garoto numa família completamente diferente (mãe oriental, pai judeu, irmão autista num EUA extremamente preconceituoso) e problemática de ter que ser o filho "normal" toma um espaço muito grande na história e é riquíssima! Você se emociona em muitos momentos.

Recomendo. Não foi um livro que mudou a minha vida, mas é muito interessante e tem boa trama ;)

"Nesse momento ainda não sei disso, mas meu relacionamento com Noah é o mais unilateral que jamais terei. Ele parece ter perdido o interesse por mim, e eu ainda tento fazê-lo sair de si mesmo e brincar. Quero um irmão. Desesperadamente." (p. 53)
"Estamos tropeçando como família, perdendo o passo, fazendo progressos insignificantes. Os membros da família devem sentir que estão andando para frente como uma unidade, que se dirigem juntos a um futuro brilhante. É esse o conceito que mantém toda a operação funcionando. Um dia, os filhos vão amadurecer, crescer e ocupar seu lugar na sociedade. Os pais vão se dedicar a suas carreiras ou seus projetos, cuidar desses filhos, acumular importantes conquistas financeiras e sociais, e os membros da família vão se beneficiar teórica e simbioticamente. Não interessa se a realidade é frequentemente - sempre? - desordenada. Gostamos da ilusão de que somos melhores juntos do que separados." (p. 194)"

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Rascunhos de uma nova sozinha.

Rascunhos é uma seção que tenho aqui no blog onde passo vários dias, consecutivos ou não, escrevendo sobre uma situação nova para mim e portanto, me adaptar.

02/03/2013
É bem pior quando não se quer ficar longe, mas se sabe que é o melhor. No começo foi muito ruim, está sendo muito ruim. Eu decidi por terminar e quando paro pra pensar no porquê não consigo distinguir exatamente o que é, mas só sei que sinto que não é pra ser, que agora, pra mim não parece ser. Ele chorou muito, eu também, e eu virei as costas pra ir à minha aula, me surpreendendo, por ter conseguido me manter firma na minha decisão. Os argumentos dele eram muito fortes pra mim, sempre mexeram comigo, mas também me sobrecarregam, é um peso que eu não consigo mais, que não está me deixando viver o que eu sempre imaginei, com ele, mas que sabia que não ia dar... Não foi por falta de amor, foi por tudo, menos isso. Por isso que quando dizem que só o amor é suficiente, eu não acredito mais, porque somos seres humanos, não conseguimos nunca dar um amor completo, sempre falhamos... mas sempre devemos tentar, e por isso é que existem os complementos, é por isso que existe o companheirismo, as coisas em comum, a confiança, pra sustentar o amor que existe. Eu ainda estou com o anel em meu dedo. No meu facebook não tem mais o "status", mas eu vejo tudo... Eu ainda tenho as fotos, tenho alguns documentos seus, tenho dívidas com ele... O contato é inadiável. Uma hora teremos que nos falar. Ele perguntou se podia me ligar, depois se podia me ver, eu disse que sim, mas depois vi que não foi bom, eu fiquei até com raiva, é uma situação que eu, se pudesse, nem enfrentaria jamais. Sou dessas que se tudo pudesse ser resolvido por sms eu resolveria. Já tinha parado pra pensar no tanto que alguém ocupa tempo e espaço na nossa vida, mas nunca pensei que fosse tanto assim. Hoje, por exemplo, foi o dia mais livre que já tive de todos os tempos... Mesmo que não saísse com ele, eu ligava, prestava satisfações... e não mais. Eu estou sentindo falta. Muita falta. Ninguém da minha família sabe, e pouquíssimos amigos também, eles estão preocupados comigo, mas não quero muito a companhia deles... O aniversário tá bem aí... Será que ele vai? Não dispenso a ideia de que eu ainda volte um dia, porque não me conheço, mesmo que eu não queira, sei lá... Mas é isso... Eu não quero. O que me dá mais raiva ainda é que ele fica todo pra baixo, queria que ele fosse feliz! Eu realmente desejo isso! Eu preciso que ele fique bem pra que eu siga em frente! Isso está me matando. Falamos sobre no dia 27/02 por sms, no dia 28/02 pessoalmente. Hoje já é dia 02/03. Eu não estou muito bem. Está batendo a saudade.

03/03/2013
Descobri que ele anda ligando pra uma das minhas melhores amigas. Isso não me alegrou nem me entristeceu, isso me deu raiva! Ficar se lamentando pras minhas amigas! Eu sinceramente não gostei, não gosto dessa fraqueza... Pedi pra um amigo dele, que parece ser melhor que os que se dizem "amigos" mesmo, dar uma força, mas não sei como vai ser... Uma hora vai parar. Uma hora vai parar de doer. Também dói em mim. Daqui a pouco vai ser a reunião pra festa de 20 anos e eu fico pensando: sempre quis que ele estivesse comigo, fazia questão da presença dele e agora vou solteira? Todas as minhas primas namorando... E como será que até lá (01/05) as coisas estarão? Ele precisa entender que eu pra eu seguir em frente, ele precisa seguir em frente! Eu não quero sentir culpa! Eu não quero sentir pena! Eu não queeeero! Eu odeio essa situação, mas eu também não quero voltar atrás. Esse "gostar", isso que a gente chama e chamou de amor, será que é mesmo? Essa coisa que não vai pra frente, que é tão diferente, que não é mais sadia. Que tudo tolerava... Que de apenas uma parte recebia respeito. Não é bom nem pra um nem pra dois.

04/03/2013
Hoje pela manhã ele me mandou uma mensagem. Eu já acordei pensando nele também. Algumas pessoas podem perguntar: por que querer parar com um sentimento tão forte assim? Por quê? Por que eu sinto que não é mais pra ser. Por que está pesado demais pra mim. Estou com saudade dele. Muita. Não consegui sair ontem... Nem fui à igreja. Não sinto vontade de sair. O que eu digo pra ele: "vive!", também não consigo fazer. Mas hoje eu percebi que em tudo que fiz, em tudo o que faço, que na minha vida, afinal, eu estou sozinha, eu estive sozinha. =/ Ele disse que quer mudar o rumo da vida, pra mostrar que é bom pra mim. Esse é o caso: não é pra mim nem pra ninguém que ele tem que fazer, é por ele mesmo.

11/03/2013
Todos os dias eu acordo pensando nessa minha nova condição. Aparecem pessoas perguntando. Aparecem pessoas aconselhando. Ouvindo também. Não me sinto sozinha, mas me sinto solteira. E isso é diferente. Ele está insistindo bastante e odeio isso! Odeio que fiquem no meu pé. Odeio quando vêm me contar como ele está. Eu não fico por aí dizendo como estou para irem contar a ele. Odeio isso. Fico pensando: o quanto eu devo parecer um monstro pras outras pessoas, um monstro que foi capaz de deixar tudo pra trás, que de um dia pro outro deixou de amar. Não foi assim, não é assim. Não foi de um dia pro outro. Foi um processo longo, foram vários meses pensando. Eu não posso mais nutrir uma relação onde o meu sentimento cada vez mais ficava maternal. Porque eu tinha que estar ali o tempo todo para cuidar, pra observar, pra tentar aconselhar, e não recebia de volta na mesma dosagem. Ainda não contei nada pra minha família. Alguns amigos já sabem. Pessoas próximas.

24/03/2013
Ainda é uma grande surpresa para a maioria quando eu conto. Vejo a expressão nos rostos das pessoas: de susto (algo inimaginável!), de tristeza, preocupação comigo. E aquela pergunta clássica: "Como é que tu tá?". Eu digo que bem, porque na verdade, eu não estou me sentindo mal. Eu estou vivendo isso com todas as forças, estou pensando bastante sobre o assunto, mas não estou me sentindo à beira da morte. Não posso mentir que tem dias que eu sinto muita falta dele. Ontem por exemplo foi um desses. Mas enquanto estávamos namorando era assim também... A ausência momentânea. Como eu já disse, ainda tenho preocupação com ele. Algumas pessoas acham que ainda não acabou. Que a gente ainda volta e etc... E quando me perguntam, eu respondo, sinceramente: "Olha, não gosto de prever essas coisas. Se você quer uma resposta, então tá, HOJE não. Hoje eu não quero voltar." E assim como ontem, hoje eu não quero voltar. E quando quero sair, quero dançar, quero fazer isso ou aquilo as pessoas falam: "tá doidona, né?!". Não! Eu não quero beijar ninguém, não quero abraçar ninguém, não quero nada com ninguém. Assim também como ninguém quer nada comigo.

14/04/2013
Ultimamente tive tanta coisa pra fazer que pouco parei pra pensar mais detalhadamente sobre isso, sobre o que eu pensava, sobre o que eu ia fazer daqui pra frente... Mas simplesmente comecei a fazer. Infelizmente, não soube conduzir uma separação amigável. Eu tenho ciência de que não consegui ser agradável nem tão madura quando deveria ou quanto pareço. Eu não conseguia não tratá-lo mal, e sei que o machuquei muito e o zanguei também. Não estamos nos falando muito. Muito mesmo nada, quase nada. É assim mesmo... Eu tenho que aprender a partir de agora a não ter mais notícias e pronto. O mais chato de tudo é que eu vejo que as pessoas ficaram felizes com a minha separação, a maioria pelo menos, e eu não queria que fosse assim. Eu ainda o defendo e o defenderei sempre que puder, sempre que ouvir alguma injustiça a seu respeito. Chato também é que eu olho pros lados e não vejo mais ninguém, e quem vejo não me vê, não consigo mais imaginar como imaginava um futuro. Não sei nem se deveria. Não devo, sei. Todo mundo escolhendo esperar e eu escolhi terminar. Alguns falam: "nossa, deve ter sido um alívio.", outros: "nossa, tu deve tá sofrendo, muito, né?". Não sei, gente... Foi e não foi, estou e não estou. Eu não sei explicar. Só sei dizer que estou caminhando e que, de fato, até certo ponto estou muito bem. Estou bem, eu podia estar pior.

30/04/2013
Não existem mais motivos pra continuar escrevendo. Não tenho mais o anel, não tenho mais os álbuns no facebook nem o status. Também não tenho mais contato. E isso dói. E parece que é assim que ele quer, que assim me torna mais normal, mais humana, afinal, estou sentindo a dor que alguns dizem que devo sentir. Só sei que não posso ouvir {si}monami, porque faz sentido demais. Só sei também que é um momento de me redescobrir, eu não me conheço. Talvez ele me conheça mais que eu.



Não Mais.
{si}monami


Eu não sei exatamente quando as coisas começaram a mudar em mim
Ou partir de que momento minhas decisões se solidificaram,
Mas é só um doravante do fim, é a primeira vez em muito tempo
Que eu não me sinto confusa ou apreensiva.

Não posso dizer que estou calma, mas o meu sangue corre lento,
Vejo as coisas em tons mais claros e divididos
Dormi tanto durante o dia que agora estou tão lúcida
Que nem meu olhos ardem mais. Não mais, não mais.

Já faz algum tempo que eu pareço biscoito caseiro: saindo do forno quente e fresco,
Ficando de fora, esfriando por dentro, endurecendo a ideia,
Apodrecendo coisa séria.
Eu nunca fui certa e nem sei se pretendo ser.

A mão que escreve esta suja, você pode ver.
Eu assisto minha vida sentada no meio fio esperando o sol me aquecer, me aquecer...
Meus olhos dão voltas no próprio eixo e não são da cor que eu quero
Não mais, não mais.

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O meu pra sempre era tão certo
E agora eterno é leite azedo...
Ah... se eu fosse o tempo esperaria mais, mais, mais
Pra ver se acontece o que eu prevejo no fim
A-ah... se eu fosse espaço eu soltaria mais a mim
Pra ver se aqui dentro eu desaborreço
Pra ver se aqui dentro eu desapareço.
({si}monami - leite azedo)

Se esvai.

Peito Vazio - Roberta Sá

Nada consigo fazer
Quando a saudade aperta
Foge-me a inspiração
Sinto a alma deserta
Um vazio se faz em meu peito
E de fato eu sinto
Em meu peito um vazio
Me faltando as tuas carícias
As noites são longas
E eu sinto mais frio.
Procuro afogar no álcool
A tua lembrança
Mas noto que é ridícula
A minha vingança
Vou seguir os conselhos
De amigos
E garanto que não beberei
Nunca mais
E com o tempo
Essa imensa saudade que sinto
Se esvai



segunda-feira, 15 de abril de 2013

Fingir não.

Pascal Campion Art

Desculpe, mas não sei fingir que as coisas não aconteceram. Desculpe-me se deixo as coisas bem à mostra. Acredite, eu não quero sair por aí contando o que acontece, mas às vezes preciso só desabafar. Desculpe-me se não sei, não soube, te preservar, te respeitar o máximo que pude. Desculpe-me, porque não consigo mais não escrever sobre o que acontece. Desculpe-me se não consigo mais olhar do mesmo jeito de antes. Eu sei desgostar também, então não se preocupe, então desculpe-me.

domingo, 14 de abril de 2013

Crie surpresas.



Deixe as coisas pela metade. Fale o todo apenas se for emergencial, se for pra fugir do que já é um mal esperado. De resto, deixe pela metade. Deixe as reticências, deixa a interrogação e durma feliz pensando nas milhões de possibilidades da resposta no dia seguinte. Deixe uma palavra seca para em seguida acordar e ver o sorriso. Não diga tudo de uma vez. Crie surpresas, deixe inesperado. Deixe por fazer... E faça depois. Deixe as coisas que são pequenas e causam tão grandes estragos, bons ou maus, pela metade, para que no dia seguinte, você ria ou chore com mais força. Não fique morno com essas coisas. Deixe a coisa quente se espera aquele "sim", diga o "não" com dureza se essa for a vontade, mas se depende de outra pessoa, deixe subentendido... Deixe pela metade desde que esta não te corroa, desde que esta não te deixe dormir, deixe pela metade desde que esta não seja o motivo de você escrever sobre tudo e qualquer coisa. Deixe pela metade se é aquele sentimento gostosinho, de carinho, pra no dia seguinte você acordar e ser, nem que por uns minutos, felizinha. Essas cócegas, essa respiração, esse medo, a vergonha... Deixe rolar, não seja apressado. Não pergunte demais, não faça as coisas premeditadamente, pelo menos não de maneira a deixar o outro a par da situação toda.

Deixe pela metade as pequenas atitudes que depois viram lembranças tão belas.
Mas se você sabe que não vai, então não deixe nada. Nem seu coração, nem sua razão. Deixe disso também.

Descabelada

Não intento.

Não intento te fazer mal, também não intento mais te fazer o bem que sempre quis fazer. Não posso te dar o que quero, não podes receber o que tenho pra te dar. Não sei se posso te dar algo, não sei se o que quero eu tenho ou um dia tive pra te dar assim com tanto carinho, desejo e dedicação. Não sei se realmente um dia tu quiseste, um dia tu pensaste... Se foi apenas uma brincadeira, uma insinuação besta, uma brincadeira de levantar a autoestima. Não tenho a intenção de ser sua tentação, não gostaria de ter esse papel em circunstância alguma. Não pretendo te dizer mais nada do que eu já disse. Daqui, nada mais sairá.


Descabelada

segunda-feira, 4 de março de 2013

A pessoa disponível



O problema das pessoas que são disponíveis é justamente é esse: elas são disponíveis, estão sempre dispostas e você sabe que elas estarão lá. O outro problema é que às vezes elas não querem estar, mas como acham que se não forem vão ter problemas, ou que se não for, vai desfalcar, então elas vão, mesmo querendo estar em outro lugar. Essas são as pessoas disponíveis que fazem alguma coisa pra agradar.

Existem outras, as que realmente querem fazer, as que realmente querem estar ali, mas que vez ou outra também quiseram estar em outro lugar. Essas percebem logo que as outras pessoas, a maioria, não dá o braço a torcer da mesma maneira que ela. Que enquanto você está aí fazendo o que deveria fazer e não fazendo uma coisa que gostaria de fazer, outras estão fazendo o que querem e não fazem sacrifícios para fazer as duas coisas...

O ruim de ser disponível é que às vezes você tem a ligeira impressão de que todos têm a impressão de que você está sempre desocupada o suficiente pra te ocuparem. E como você não sabe dizer não, se ferra. Se atropela. Se deixa levar...

sábado, 2 de março de 2013

Quem dirá?

Não sei como explicar, mas também não precisa de muita explicação. Simplesmente parou. E não parou completamente, não existe uma completude nem dentro nem fora. É um não querer querendo, eu querer se escondendo. Sei que muito disso na verdade tem pouco de tão certo. É paixão, é aconchego, é comodismo também, é rotina, é carinho, lembrança, de novo, nada. Nada de novo.

Adeus você. Eu hoje vou pro lado de lá, eu tô levando tudo de mim que é pra não ter razão pra chorar. Vê se te alimenta e não pensa que eu fui por não te amar. Cuida do teu pra que ninguém te jogue no chão. Procure dividir-se em alguém, procure-me em qualquer confusão. Levanta e te sustenta e não pensa que eu fui por não te amar. Quero ver você maior, meu bem, pra que minha vida siga adiante. Adeus você... Não venha mais me negacear, teu choro não me faz desistir, teu riso não me faz reclinar. Acalma essa tormenta e se agüenta, que eu vou pro meu lugar. É bom... Às vezes se perder sem ter porquê, sem ter razão. É um dom... saber envaidecer por si, saber mudar de tom. Quero não saber de cor, também. Pra que minha vida siga adiante. (Adeus você - Los Hermanos)

Alguma coisa está a ponto de se entregar. Eu posso senti-la chegando. Eu acho que sei o que é. Eu não tenho medo de morrer, eu não tenho medo de viver e quando eu estiver incapaz eu espero sentir que vivi. E por mais difícil que pareça, você precisa de um pouco de proteção para a pele mais delicada. Eu quero que você saiba que você não precisa mais de mim. Eu quero que você saiba que você não precisa de ninguém, de coisa nenhuma. Quem dirá aonde o vento a levará? Quem dirá o que a arruinará? Eu não sei em qual direção o vento soprará. Quem saberá quando chegou a hora? Não quero ver você chorar. (Kite - U2)