"Eu te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie dos teus mandamentos." (Salmo 119:10)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Minha Musicoterapia - 5 a Seco

Passando pelo meu 12656352º momento de crise e conflito, para vocês, 5 a Seco!


"Quero uma Odisseia, meu conto que seja um canto pros leais, o advento do alento. Eu quero o tempo que reateia, aquele primeiro amor dos casais. Quero ver virar fumaça a trapaça e a traição, se a dor se torna raiva nunca passa a aflição, estou farto de vinganças, coração!"
(Abrindo a porta)



"Então verá que você cresceu e apareceu em seu lugar, e hoje está louca pra sair sem saber que horas vai voltar. Eu quero mais é te ver na pista da vida dançando sem parar! Eu quero mais é sumir com as pistas de onde ele foi parar!" (Deixe estar)



"Se naufragou, faça desse drama sua hora, faça disso a hora de recomeçar. Para conviver com a dor, para a dor também saber passar... Se já passou, dê sorriso à cara e vá embora! Queira cara ou não queira, junte agora a cara, jogue noves fora." 
(Faça desse drama)



"Pra quê buscar recaída, reviver o drama, mexer na ferida? Por onde se engana o coração se encontra a saída pra vida. Tempo de ver que é maldade martelar as horas no chão da saudade. Embora agora há contradição, o tempo que pôs essa dor nessa conta é quem desconta, passa e te aponta o ponto de sorrir mais, soltar gargalhadas. Deixa pra trás o que te entristece e tece teus ais."
(Gargalhadas)



"Fique firme, tenha fé. Mesmo que em nada dê, tudo ainda está de pé, tudo está para nascer. Fique forte, firme o pé. Tudo dá n'algum lugar. Mesmo se o olho não vê, tudo ainda vai brotar."
(Impasse)





domingo, 12 de maio de 2013

Tá na coleira, tá?

Eu venho pensado bastante nesse assunto ultimamente, não tem um porquê exatamente, mas é uma situação que eu vejo constantemente, que talvez eu tenha vivido, e que, enfim, eu acho ridícula mesmo.

Num relacionamento é extremamente importante e necessário que um leve em consideração o que o outro tem a dizer, se é casamento então, mais importante ainda. Num relacionamento sério, com propósito e etc., a opinião do outro é sempre válida e tem que ser ouvida, o que não significa necessariamente que deve ser "seguida", obedecida. O que quero dizer afinal? O que quero dizer, da maneira mais simples que tem pra  se dizer: é ridícula a maneira como alguns homens se comportam, tendo que pedir permissão pras namoradas, saindo escondidos e com horários pra chegar! Ridículo, ridículo, ridículo. Não consigo enxergar situação mais vergonhosa que um homem pedindo permissão pra namorada pra sair, assim como acho ridículo uma mulher pedir também, mas, como machista que reconheço que sou, não tenho medo de falar que: se é feio pra mulher, que dirá pra homem. Não estou dizendo aqui que homem que é homem faz o que quiser e não tá "nem aí" pra sua companheira, não é isso, como eu disse no início, as opiniões devem ser levadas em consideração, desde que não ultrapasse a linha da dignidade e do respeito mútuo. É claro que, se eu tenho namorado, vou me privar de fazer algumas coisas, mesmo que não tenha problemas nenhum, para evitar certos comentários ou até mal entendidos, assim como, se o cara tem namorada, é claro que algumas coisas devem ser dosadas, é uma questão de bom senso e equilíbrio, mas nada de submissão!

Algumas mulheres adoram fazer seus namorados e maridinhos de capachos, adoram colocar os bichinhos nas coleiras e têm orgulho de dizer: "esse aí eu boto na linha!". Quando ouço uma mulher falando isso o pensamento que vem à minha cabeça é: "tu bota na linha porque ele não é homem de verdade." Porque, sinceramente, homem que é homem não se submete a essas coisas! No meu último e mais duradouro relacionamento (5 anos) eu via as pessoas falando: "Não sei como tu deixa ele fazer essas coisas!". Eu não deixava, ele não pedia minha permissão. Não vou dizer que não ficava com raiva às vezes, porque algumas coisas eu não gostava mesmo, e outras eu achava um p. sacanagem, mas eu me orgulhava de ver e dizer que ele era independente de mim e que ele tinha a vida dele. Por outros fatores não continuamos o relacionamento, mas disso eu tenho e tinha orgulho: ele não era um capacho e eu nunca quis que assim fosse. O mais engraçado é ver alguns cheios de marra, mas todos encoleirados... Engraçado e triste.

Uma mulher que convive com um homem assim pode até ter mais problemas, se zangar mais vezes e etc., mas eu prefiro.  Que fique claro que só isso também não é suficiente, não adianta ele ser homem pra mulher e não ser homem pra ser pai; não adianta ele ser homem pra mulher e não ser homem pra não pensar no futuro; não adianta ele ser homem pra uma mulher se quer ficar com várias ao mesmo tempo... Alguém pode dizer que eu sou uma idiota escrevendo essas besteiras, rsrs, pode ser, mas é que eu acho incrível quando vejo uma mulher se orgulhando, falando de boca cheia, que domina seu marido, como se isso fosse motivo pra se orgulhar! Em um relacionamento é preciso ceder e aceitar, simultaneamente e mutuamente. Você começa a namorar com um cara e aí quer transformá-lo inteiro? Quer proibir o garoto de fazer tudo o que ele gosta? E se ele fizesse isso com você? Ia ser legal? Se as pessoas são maduras elas vão percebendo que, pelo bem da relação, é possível ceder a abdicar de certas coisas para permanecerem juntas, coisas que  se deixadas de lado não vão fazer ninguém morrer, mas é preciso que cada um aceite também a individualidade do outro, agora dois se tornam um, mas não há problema em manter aquilo que ele ou ela sempre teve, que faz parte da sua constituição como pessoa única, cedendo por aqui, aceitando ali, vocês crescem juntos, aprendem juntos. Nada de submissão, nada de ciúme exacerbado e insegurança demais. Nada de colocar coleiras no outro. Nada de querer transformar seu homenzinho em um cachorrinho de raça, adestrado. Namoro e casamento não é uma brincadeira de puxar a corda pro seu lado e o lado mais forte ganha, está mais para uma balança, onde os dois precisam estar em harmonia para que não haja invasão nem opressão. E outra, pode ter certeza, se o garoto é um desses de coleira, ele deve ser motivo de piada para os amigos mais felizes, eu falo mal dele e os nossos amigos também.

Se você é um desses que é dominado, sua adorável companheira deve contar vantagens, pode apostar, é mais ou menos assim:



Provavelmente algumas coisas que você deve fazer pode soar como "fofo", mas não se sinta feliz por causa disso... Essa história de que toda mulher gosta é de fazer o homem se arrastar... tá, pode até ser legal às vezes, todo mundo gosta de receber atenção, mas ninguém gosta de "fraqueza", eu, pelo menos, acho ridículo homem que demonstra essa fraqueza toda. Fica a dica e minha inútil e desnecessária opinião sobre o assunto. o/

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ser é o Bastante - felicidade à luz do Sermão do Monte

Livro escrito por Carlos Queiroz: casado, dois filhos, é pastor da Igreja de Cristo no Brasil e se identifica como  "um discípulo de Jesus Cristo cuja missão é expressar o amor a Deus e a todas as pessoas, vivendo e proclamando e evangelho de Jesus Cristo". Acredita que os valores e princípios necessários à vida estão no sermão do monte e vive cativado pela crença de que é possível desfrutas plenamente de todos eles. Foi diretor da Visão Mundial Internacional em Angola, diretor executivo da Visão Mundial Brasil e presidente do 2º Congresso Brasileiro de Evangelização (CBE2). É diretor executivo da ONG Diaconia.

Esta descrição é a que há no livro, também faço questão de fazer a minha descrição: uma pessoa simples.

Não é de meu interesse falar sobre o autor e sim sobre o livro, mas como o conheci, é quase impossível não fazer automaticamente a ligação entre a pessoa que ele é o que ele escreveu e entendeu. De fato há coerência entre essas duas dimensões e isso aumenta muito a credibilidade de um livro de cunho cristão.

O livro fala sobre justiça, coerência, legalidade, alguns erros das igrejas-instituições, sobre amizade, sobre jejum, sobre pregar o Evangelho com verdade, sobre ter os "olhos limpos", sobre um Jesus único que ensinou e ensina como ninguém, sobre sua singularidade como homem e como Deus. 

Entrou pro daqueles que eu digo: "mudou a minha vida", traz interpretações e informações que não serão esquecidas e te emocionam, abre seus olhos. Ser é o Bastante é uma leitura muito agradável, de uma simplicidade imensa, algo quase  "didático", pra fazer você entender mesmo, mas sem parecer um manual de livro de autoajuda pra conseguir a "felicidade". Quando conheci o Carlos Queiroz, em um curso de férias da ABU, não havia um dia sequer em que eu não chorava, também não houve um capítulo sequer deste livro que não deixou uma marca em mim.

E não foi o Carlos Queiroz, não foi o livro em si, mas a forma como Jesus se apresentou e foi apresentado a mim desta vez que me fez gostar demais deste livro. A forma como Jesus quer que sejamos felizes. Recomendo mesmo.

"Na tentativa de perceber Jesus, deparei-me como um Ser Divino e humano transitando entre ricos e pobres, comendo com publicanos e pecadores e, ao mesmo tempo, dialogando com religiosos; esteve entre a plebe e o palácio; à beira do caminho e na sinagoga. Aliviando dores e provocando sofrimentos, construindo a paz e estabelecendo outras guerras. Conheci Alguém com jeito de gente grande, plena maturidade." (p. 15)
"Felizes, portanto, são aqueles que, vislumbrando o Inominável, Indescritível, o Ser que escapa a todas as categorias racionais, se reconhecem demasiadamente indignos, pobres, não tendo absolutamente nada que a Ele possam oferecer. E são felizes porque, a despeito dessa condição, sentem-se acolhidos e amados por Ele. As demais bem-aventuranças são desdobramentos da conexão do discípulo com a Fonte da Vida." (p. 56)




"Sinto-me só".

Sinto-me só é um livro escrito por Karl Taro Greenfeld, que não é apenas autor, mas também personagem da história. Segundo a Publishers Weekly o livro é uma "história tocante sobre uma família simultaneamente destruída e unida pelo autismo". Apesar de Greenfeld ser um dos personagens, enquanto você vai lendo fica parecendo uma realidade meio distante, que é apenas mais uma ficção, porque fica meio difícil entender como essa pessoa expôs tudo o que ela pensou em sua infância e adolescência sobre seu irmão e sua família, todas as suas dificuldades em se relacionar, seus problemas com drogas e etc. Karl conta a história de seu irmão, Noah, autista numa época onde não havia tratamentos, onde não havia recursos nem profissionais especializados, onde tudo era "experimentação". A vergonha, a dificuldade de aceitar a dificuldade do irmão, o peso de ser considerado "normal" e não responder às expectativas dos pais e da sociedade são temas do livro.

Como estudante de psicologia o livro foi muito interessante pra mim que tenho um interesse por trabalho com crianças e curiosidade e interesse também pelo tratamento do autismo e suas nuances, então, em diversos momentos do livro, eu enxerguei todas as teorias que ando estudando, o que é muito bom pra avaliar o que afinal de contas eu sei e, como o livro se trata de uma história verídica, entender um pouco também do lado da família, o que em qualquer tratamento psicológico é essencial, além de ter informações interessantíssimas a respeito dos absurdos que aconteciam em nome da psicologia, maus tratos, falsas promessas de cura e etc.

O drama de Noah é com certeza parte essencial do livro, afinal, ele é o protagonista na vida da família inteira, mas a tensão de Karl como um garoto numa família completamente diferente (mãe oriental, pai judeu, irmão autista num EUA extremamente preconceituoso) e problemática de ter que ser o filho "normal" toma um espaço muito grande na história e é riquíssima! Você se emociona em muitos momentos.

Recomendo. Não foi um livro que mudou a minha vida, mas é muito interessante e tem boa trama ;)

"Nesse momento ainda não sei disso, mas meu relacionamento com Noah é o mais unilateral que jamais terei. Ele parece ter perdido o interesse por mim, e eu ainda tento fazê-lo sair de si mesmo e brincar. Quero um irmão. Desesperadamente." (p. 53)
"Estamos tropeçando como família, perdendo o passo, fazendo progressos insignificantes. Os membros da família devem sentir que estão andando para frente como uma unidade, que se dirigem juntos a um futuro brilhante. É esse o conceito que mantém toda a operação funcionando. Um dia, os filhos vão amadurecer, crescer e ocupar seu lugar na sociedade. Os pais vão se dedicar a suas carreiras ou seus projetos, cuidar desses filhos, acumular importantes conquistas financeiras e sociais, e os membros da família vão se beneficiar teórica e simbioticamente. Não interessa se a realidade é frequentemente - sempre? - desordenada. Gostamos da ilusão de que somos melhores juntos do que separados." (p. 194)"

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Rascunhos de uma nova sozinha.

Rascunhos é uma seção que tenho aqui no blog onde passo vários dias, consecutivos ou não, escrevendo sobre uma situação nova para mim e portanto, me adaptar.

02/03/2013
É bem pior quando não se quer ficar longe, mas se sabe que é o melhor. No começo foi muito ruim, está sendo muito ruim. Eu decidi por terminar e quando paro pra pensar no porquê não consigo distinguir exatamente o que é, mas só sei que sinto que não é pra ser, que agora, pra mim não parece ser. Ele chorou muito, eu também, e eu virei as costas pra ir à minha aula, me surpreendendo, por ter conseguido me manter firma na minha decisão. Os argumentos dele eram muito fortes pra mim, sempre mexeram comigo, mas também me sobrecarregam, é um peso que eu não consigo mais, que não está me deixando viver o que eu sempre imaginei, com ele, mas que sabia que não ia dar... Não foi por falta de amor, foi por tudo, menos isso. Por isso que quando dizem que só o amor é suficiente, eu não acredito mais, porque somos seres humanos, não conseguimos nunca dar um amor completo, sempre falhamos... mas sempre devemos tentar, e por isso é que existem os complementos, é por isso que existe o companheirismo, as coisas em comum, a confiança, pra sustentar o amor que existe. Eu ainda estou com o anel em meu dedo. No meu facebook não tem mais o "status", mas eu vejo tudo... Eu ainda tenho as fotos, tenho alguns documentos seus, tenho dívidas com ele... O contato é inadiável. Uma hora teremos que nos falar. Ele perguntou se podia me ligar, depois se podia me ver, eu disse que sim, mas depois vi que não foi bom, eu fiquei até com raiva, é uma situação que eu, se pudesse, nem enfrentaria jamais. Sou dessas que se tudo pudesse ser resolvido por sms eu resolveria. Já tinha parado pra pensar no tanto que alguém ocupa tempo e espaço na nossa vida, mas nunca pensei que fosse tanto assim. Hoje, por exemplo, foi o dia mais livre que já tive de todos os tempos... Mesmo que não saísse com ele, eu ligava, prestava satisfações... e não mais. Eu estou sentindo falta. Muita falta. Ninguém da minha família sabe, e pouquíssimos amigos também, eles estão preocupados comigo, mas não quero muito a companhia deles... O aniversário tá bem aí... Será que ele vai? Não dispenso a ideia de que eu ainda volte um dia, porque não me conheço, mesmo que eu não queira, sei lá... Mas é isso... Eu não quero. O que me dá mais raiva ainda é que ele fica todo pra baixo, queria que ele fosse feliz! Eu realmente desejo isso! Eu preciso que ele fique bem pra que eu siga em frente! Isso está me matando. Falamos sobre no dia 27/02 por sms, no dia 28/02 pessoalmente. Hoje já é dia 02/03. Eu não estou muito bem. Está batendo a saudade.

03/03/2013
Descobri que ele anda ligando pra uma das minhas melhores amigas. Isso não me alegrou nem me entristeceu, isso me deu raiva! Ficar se lamentando pras minhas amigas! Eu sinceramente não gostei, não gosto dessa fraqueza... Pedi pra um amigo dele, que parece ser melhor que os que se dizem "amigos" mesmo, dar uma força, mas não sei como vai ser... Uma hora vai parar. Uma hora vai parar de doer. Também dói em mim. Daqui a pouco vai ser a reunião pra festa de 20 anos e eu fico pensando: sempre quis que ele estivesse comigo, fazia questão da presença dele e agora vou solteira? Todas as minhas primas namorando... E como será que até lá (01/05) as coisas estarão? Ele precisa entender que eu pra eu seguir em frente, ele precisa seguir em frente! Eu não quero sentir culpa! Eu não quero sentir pena! Eu não queeeero! Eu odeio essa situação, mas eu também não quero voltar atrás. Esse "gostar", isso que a gente chama e chamou de amor, será que é mesmo? Essa coisa que não vai pra frente, que é tão diferente, que não é mais sadia. Que tudo tolerava... Que de apenas uma parte recebia respeito. Não é bom nem pra um nem pra dois.

04/03/2013
Hoje pela manhã ele me mandou uma mensagem. Eu já acordei pensando nele também. Algumas pessoas podem perguntar: por que querer parar com um sentimento tão forte assim? Por quê? Por que eu sinto que não é mais pra ser. Por que está pesado demais pra mim. Estou com saudade dele. Muita. Não consegui sair ontem... Nem fui à igreja. Não sinto vontade de sair. O que eu digo pra ele: "vive!", também não consigo fazer. Mas hoje eu percebi que em tudo que fiz, em tudo o que faço, que na minha vida, afinal, eu estou sozinha, eu estive sozinha. =/ Ele disse que quer mudar o rumo da vida, pra mostrar que é bom pra mim. Esse é o caso: não é pra mim nem pra ninguém que ele tem que fazer, é por ele mesmo.

11/03/2013
Todos os dias eu acordo pensando nessa minha nova condição. Aparecem pessoas perguntando. Aparecem pessoas aconselhando. Ouvindo também. Não me sinto sozinha, mas me sinto solteira. E isso é diferente. Ele está insistindo bastante e odeio isso! Odeio que fiquem no meu pé. Odeio quando vêm me contar como ele está. Eu não fico por aí dizendo como estou para irem contar a ele. Odeio isso. Fico pensando: o quanto eu devo parecer um monstro pras outras pessoas, um monstro que foi capaz de deixar tudo pra trás, que de um dia pro outro deixou de amar. Não foi assim, não é assim. Não foi de um dia pro outro. Foi um processo longo, foram vários meses pensando. Eu não posso mais nutrir uma relação onde o meu sentimento cada vez mais ficava maternal. Porque eu tinha que estar ali o tempo todo para cuidar, pra observar, pra tentar aconselhar, e não recebia de volta na mesma dosagem. Ainda não contei nada pra minha família. Alguns amigos já sabem. Pessoas próximas.

24/03/2013
Ainda é uma grande surpresa para a maioria quando eu conto. Vejo a expressão nos rostos das pessoas: de susto (algo inimaginável!), de tristeza, preocupação comigo. E aquela pergunta clássica: "Como é que tu tá?". Eu digo que bem, porque na verdade, eu não estou me sentindo mal. Eu estou vivendo isso com todas as forças, estou pensando bastante sobre o assunto, mas não estou me sentindo à beira da morte. Não posso mentir que tem dias que eu sinto muita falta dele. Ontem por exemplo foi um desses. Mas enquanto estávamos namorando era assim também... A ausência momentânea. Como eu já disse, ainda tenho preocupação com ele. Algumas pessoas acham que ainda não acabou. Que a gente ainda volta e etc... E quando me perguntam, eu respondo, sinceramente: "Olha, não gosto de prever essas coisas. Se você quer uma resposta, então tá, HOJE não. Hoje eu não quero voltar." E assim como ontem, hoje eu não quero voltar. E quando quero sair, quero dançar, quero fazer isso ou aquilo as pessoas falam: "tá doidona, né?!". Não! Eu não quero beijar ninguém, não quero abraçar ninguém, não quero nada com ninguém. Assim também como ninguém quer nada comigo.

14/04/2013
Ultimamente tive tanta coisa pra fazer que pouco parei pra pensar mais detalhadamente sobre isso, sobre o que eu pensava, sobre o que eu ia fazer daqui pra frente... Mas simplesmente comecei a fazer. Infelizmente, não soube conduzir uma separação amigável. Eu tenho ciência de que não consegui ser agradável nem tão madura quando deveria ou quanto pareço. Eu não conseguia não tratá-lo mal, e sei que o machuquei muito e o zanguei também. Não estamos nos falando muito. Muito mesmo nada, quase nada. É assim mesmo... Eu tenho que aprender a partir de agora a não ter mais notícias e pronto. O mais chato de tudo é que eu vejo que as pessoas ficaram felizes com a minha separação, a maioria pelo menos, e eu não queria que fosse assim. Eu ainda o defendo e o defenderei sempre que puder, sempre que ouvir alguma injustiça a seu respeito. Chato também é que eu olho pros lados e não vejo mais ninguém, e quem vejo não me vê, não consigo mais imaginar como imaginava um futuro. Não sei nem se deveria. Não devo, sei. Todo mundo escolhendo esperar e eu escolhi terminar. Alguns falam: "nossa, deve ter sido um alívio.", outros: "nossa, tu deve tá sofrendo, muito, né?". Não sei, gente... Foi e não foi, estou e não estou. Eu não sei explicar. Só sei dizer que estou caminhando e que, de fato, até certo ponto estou muito bem. Estou bem, eu podia estar pior.

30/04/2013
Não existem mais motivos pra continuar escrevendo. Não tenho mais o anel, não tenho mais os álbuns no facebook nem o status. Também não tenho mais contato. E isso dói. E parece que é assim que ele quer, que assim me torna mais normal, mais humana, afinal, estou sentindo a dor que alguns dizem que devo sentir. Só sei que não posso ouvir {si}monami, porque faz sentido demais. Só sei também que é um momento de me redescobrir, eu não me conheço. Talvez ele me conheça mais que eu.



Não Mais.
{si}monami


Eu não sei exatamente quando as coisas começaram a mudar em mim
Ou partir de que momento minhas decisões se solidificaram,
Mas é só um doravante do fim, é a primeira vez em muito tempo
Que eu não me sinto confusa ou apreensiva.

Não posso dizer que estou calma, mas o meu sangue corre lento,
Vejo as coisas em tons mais claros e divididos
Dormi tanto durante o dia que agora estou tão lúcida
Que nem meu olhos ardem mais. Não mais, não mais.

Já faz algum tempo que eu pareço biscoito caseiro: saindo do forno quente e fresco,
Ficando de fora, esfriando por dentro, endurecendo a ideia,
Apodrecendo coisa séria.
Eu nunca fui certa e nem sei se pretendo ser.

A mão que escreve esta suja, você pode ver.
Eu assisto minha vida sentada no meio fio esperando o sol me aquecer, me aquecer...
Meus olhos dão voltas no próprio eixo e não são da cor que eu quero
Não mais, não mais.

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O meu pra sempre era tão certo
E agora eterno é leite azedo...
Ah... se eu fosse o tempo esperaria mais, mais, mais
Pra ver se acontece o que eu prevejo no fim
A-ah... se eu fosse espaço eu soltaria mais a mim
Pra ver se aqui dentro eu desaborreço
Pra ver se aqui dentro eu desapareço.
({si}monami - leite azedo)

Se esvai.

Peito Vazio - Roberta Sá

Nada consigo fazer
Quando a saudade aperta
Foge-me a inspiração
Sinto a alma deserta
Um vazio se faz em meu peito
E de fato eu sinto
Em meu peito um vazio
Me faltando as tuas carícias
As noites são longas
E eu sinto mais frio.
Procuro afogar no álcool
A tua lembrança
Mas noto que é ridícula
A minha vingança
Vou seguir os conselhos
De amigos
E garanto que não beberei
Nunca mais
E com o tempo
Essa imensa saudade que sinto
Se esvai



segunda-feira, 15 de abril de 2013

Fingir não.

Pascal Campion Art

Desculpe, mas não sei fingir que as coisas não aconteceram. Desculpe-me se deixo as coisas bem à mostra. Acredite, eu não quero sair por aí contando o que acontece, mas às vezes preciso só desabafar. Desculpe-me se não sei, não soube, te preservar, te respeitar o máximo que pude. Desculpe-me, porque não consigo mais não escrever sobre o que acontece. Desculpe-me se não consigo mais olhar do mesmo jeito de antes. Eu sei desgostar também, então não se preocupe, então desculpe-me.

domingo, 14 de abril de 2013

Crie surpresas.



Deixe as coisas pela metade. Fale o todo apenas se for emergencial, se for pra fugir do que já é um mal esperado. De resto, deixe pela metade. Deixe as reticências, deixa a interrogação e durma feliz pensando nas milhões de possibilidades da resposta no dia seguinte. Deixe uma palavra seca para em seguida acordar e ver o sorriso. Não diga tudo de uma vez. Crie surpresas, deixe inesperado. Deixe por fazer... E faça depois. Deixe as coisas que são pequenas e causam tão grandes estragos, bons ou maus, pela metade, para que no dia seguinte, você ria ou chore com mais força. Não fique morno com essas coisas. Deixe a coisa quente se espera aquele "sim", diga o "não" com dureza se essa for a vontade, mas se depende de outra pessoa, deixe subentendido... Deixe pela metade desde que esta não te corroa, desde que esta não te deixe dormir, deixe pela metade desde que esta não seja o motivo de você escrever sobre tudo e qualquer coisa. Deixe pela metade se é aquele sentimento gostosinho, de carinho, pra no dia seguinte você acordar e ser, nem que por uns minutos, felizinha. Essas cócegas, essa respiração, esse medo, a vergonha... Deixe rolar, não seja apressado. Não pergunte demais, não faça as coisas premeditadamente, pelo menos não de maneira a deixar o outro a par da situação toda.

Deixe pela metade as pequenas atitudes que depois viram lembranças tão belas.
Mas se você sabe que não vai, então não deixe nada. Nem seu coração, nem sua razão. Deixe disso também.

Descabelada

Não intento.

Não intento te fazer mal, também não intento mais te fazer o bem que sempre quis fazer. Não posso te dar o que quero, não podes receber o que tenho pra te dar. Não sei se posso te dar algo, não sei se o que quero eu tenho ou um dia tive pra te dar assim com tanto carinho, desejo e dedicação. Não sei se realmente um dia tu quiseste, um dia tu pensaste... Se foi apenas uma brincadeira, uma insinuação besta, uma brincadeira de levantar a autoestima. Não tenho a intenção de ser sua tentação, não gostaria de ter esse papel em circunstância alguma. Não pretendo te dizer mais nada do que eu já disse. Daqui, nada mais sairá.


Descabelada

segunda-feira, 4 de março de 2013

A pessoa disponível



O problema das pessoas que são disponíveis é justamente é esse: elas são disponíveis, estão sempre dispostas e você sabe que elas estarão lá. O outro problema é que às vezes elas não querem estar, mas como acham que se não forem vão ter problemas, ou que se não for, vai desfalcar, então elas vão, mesmo querendo estar em outro lugar. Essas são as pessoas disponíveis que fazem alguma coisa pra agradar.

Existem outras, as que realmente querem fazer, as que realmente querem estar ali, mas que vez ou outra também quiseram estar em outro lugar. Essas percebem logo que as outras pessoas, a maioria, não dá o braço a torcer da mesma maneira que ela. Que enquanto você está aí fazendo o que deveria fazer e não fazendo uma coisa que gostaria de fazer, outras estão fazendo o que querem e não fazem sacrifícios para fazer as duas coisas...

O ruim de ser disponível é que às vezes você tem a ligeira impressão de que todos têm a impressão de que você está sempre desocupada o suficiente pra te ocuparem. E como você não sabe dizer não, se ferra. Se atropela. Se deixa levar...

sábado, 2 de março de 2013

Quem dirá?

Não sei como explicar, mas também não precisa de muita explicação. Simplesmente parou. E não parou completamente, não existe uma completude nem dentro nem fora. É um não querer querendo, eu querer se escondendo. Sei que muito disso na verdade tem pouco de tão certo. É paixão, é aconchego, é comodismo também, é rotina, é carinho, lembrança, de novo, nada. Nada de novo.

Adeus você. Eu hoje vou pro lado de lá, eu tô levando tudo de mim que é pra não ter razão pra chorar. Vê se te alimenta e não pensa que eu fui por não te amar. Cuida do teu pra que ninguém te jogue no chão. Procure dividir-se em alguém, procure-me em qualquer confusão. Levanta e te sustenta e não pensa que eu fui por não te amar. Quero ver você maior, meu bem, pra que minha vida siga adiante. Adeus você... Não venha mais me negacear, teu choro não me faz desistir, teu riso não me faz reclinar. Acalma essa tormenta e se agüenta, que eu vou pro meu lugar. É bom... Às vezes se perder sem ter porquê, sem ter razão. É um dom... saber envaidecer por si, saber mudar de tom. Quero não saber de cor, também. Pra que minha vida siga adiante. (Adeus você - Los Hermanos)

Alguma coisa está a ponto de se entregar. Eu posso senti-la chegando. Eu acho que sei o que é. Eu não tenho medo de morrer, eu não tenho medo de viver e quando eu estiver incapaz eu espero sentir que vivi. E por mais difícil que pareça, você precisa de um pouco de proteção para a pele mais delicada. Eu quero que você saiba que você não precisa mais de mim. Eu quero que você saiba que você não precisa de ninguém, de coisa nenhuma. Quem dirá aonde o vento a levará? Quem dirá o que a arruinará? Eu não sei em qual direção o vento soprará. Quem saberá quando chegou a hora? Não quero ver você chorar. (Kite - U2)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

E o que fazer?




Sabe quando você acha que tem que fazer alguma coisa, mas não faz? Fica ali, olhando tudo, "discriminando as contingências", mas não toma nenhuma atitude. Quer saber mais, quer ver mais, talvez queira sofrer mais também. Eu também não sei muito bem explicar, não sei definir.

Eu só sei que se há um bom tempo você espera pra tomar uma decisão ou não e finalmente a oportunidade, seja um fato, seja um pensamento, uma atitude, enfim, quando essa oportunidade aparece era de se esperar que a decisão fosse tomada, não é? Não é.

Parece tão simples... Parece tão simples.

8 ou 80 todo dia, toda hora. Certeza. Indecisão. Raiva. Indiferença. Tanto faz...

Eu só olho... Penso tanto coisa e nem sei o que dizer. 

You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and now you can't get out of it
Oh love look at you now
You've got yourself stuck in a moment and now you can't get out of it
 (U2)



sábado, 16 de fevereiro de 2013

Laço de incentivo à leitura

Ganhei esse lacinho da Lee do blog Chata Nerd.

O blog pede para indicar dez blogs, que gente, desculpem, mas eu não vou indicar, não porque não tenho, mas porque quase todos já tem o laço suponho e porque faz tanto tempo que ela meu esse laço e eu atarefada e mucho loca nunca tinha postado =/ 

Enfim, mas o mais importante eu posso fazer! Responder a pergunta:

"Qual livro você indicaria para uma pessoa começar a ler?"

Se a pessoa já tem o hábito da leitura indico "Terra Vermelha" do Domingos Pelegrinni. Muito bom. Se não todos e qualquer um da Lygia Bojunga, mas especialmente "A casa da madrinha".









Cristo é o Senhor - Dionísio Pape

Cristo é o Senhor --
80 p.; R$14 na Ultimato. ABU Editora.
O livro Cristo é o Senhor com certeza é uma leitura obrigatória para todo aquele que quer servir a Deus. A linguagem é muito simples, te confronta em alguns momentos e elucida muitas coisas, que na verdade já foram ditas, mas que esquecemos, como a de que Cristo é o Senhor! Dionísio Pape trilha um caminho conosco nos mostrando com poucas palavras que Cristo é Senhor primeiro, antes mesmo de ser Salvador, e temos que aceitar isso também, não só receber com alegria a graça de ser salvo.

Como ele salienta:
"Quem anuncia que Jesus salva, anuncia a boa nova. Salienta o imenso benefício oferecido ao homem pecador. Mas não há privilégio sem responsabilidade, nem bênçãos sem condições. Não se pode oferecer um Cristo Salvador sem dizer que ele é Cristo o Senhor. Se separarmos os dois aspectos da mesma verdade, somo infiéis a Deus e aos homens também." (p.38). 
Pensando assim foi que me dei conta de quantos se dizem cristãos só por terem aceitado a salvação, isso é bom, é ótimo, não é pouca coisa jamais, mas e a parte difícil? A parte de ter que renunciar, de se render ao senhorio Dele? Às vezes deixar o que é daqui é muito doloroso e muitos não aceitam. Pape passeia por essa discussão, por Cristo Senhor da Igreja, da História, da Política e do Universo.

Agora um recadinho de Dionísio Pape à Aliança Bíblica Universitária (ABU - da qual fala em algumas partes do livro informações históricas muito interessantes):
"Os nossos grupos nas universidades, como as igrejas, tentam obter adeptos para a causa de Cristo. Tais adeptos serão conseguidos com muito mais facilidade se se proclamar Jesus como Salvador, sem mencioná-lo como Senhor, a quem se deve obediência incondicional. Um momento de reflexão mostrará que tal método enche a comunidade cristã de elementos inúteis, visto que não se submetem em tudo à Cabeça, Cristo." (p. 56)
Doeu? Em mim sim. Não só essa parte como muitas outras. Por isso é bom ler para enxergar esses "detalhes", que não são tão pequenos assim. Leia também e avalie =)

Proclame essa verdade: a de que Cristo é Senhor de tudo! Se as coisas estão muito fáceis, tem algum problema.

Quem é Dionísio Pape?
Robison Cavalcanti escreveu sobre Pape em um artigo publicado no PavaBlog, um trechinho:

"Uma figura notável de missionário estrangeiro entre nós foi o inglês Dionísio (Denis George) Pape, escritor, professor de vários seminários teológicos, expositor bíblico e pioneiro na implantação da Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABU) entre os estudantes universitários e pré-universitários no Norte e Nordeste. Durante quatro anos (1966-70) ele foi o meu discipulador, investindo na minha formação, como fez com outros líderes da nossa geração. Dionísio era uma pessoa emocionalmente equilibrada e intelectualmente profunda, por trás de uma grande simplicidade e uma busca de mergulhar em nossa cultura. Avesso ao extremismo fundamentalista e, como europeu, escaldado do veneno do liberalismo, era um evangélico (“evangelical”) convicto e militante."



sábado, 2 de fevereiro de 2013

Não é qualquer um!

"Sejam fortes e corajosos. Não tenham medo nem desanimem por causa do rei da Assíria e do seu enorme exército, pois conosco está um poder maior do que o que está com ele.Com ele está somente o poder humano mas conosco está o Senhor, o nosso Deus, para nos ajudar e para travar as nossas batalhas". E o povo ganhou confiança com o que disse Ezequias, rei de Judá." 2 Cr 32:7-8 (...) "Referiram-se ao Deus de Jerusalém como falavam dos deuses dos outros povos da terra, que não passam de obra das mãos dos homens.Por tudo isso o rei Ezequias e o profeta Isaías, filho de Amoz, clamaram em oração aos céus.E o Senhor enviou um anjo, que matou todos os homens de combate e todos os líderes e oficiais no acampamento do rei assírio, de forma que este se retirou envergonhado para a sua terra. E certo dia, ao adentrar o templo do seu deus, alguns dos seus filhos o mataram à espada." 2 Cr 32: 19-21


Senaqueribe, rei da Assíria, queria travar uma guerra contra o povo de Judá no reinado de Ezequias. Ele contava suas vitórias dizendo que nenhum outro deus de nenhum outro povo tinha aniquilado-o, tentando assim amedrontar o povo de Judá e mostrar que Deus não era páreo para ele. Temendo que o povo de Judá ficasse com medo, Ezequias e Isaías oraram a Deus, e Deus, como é fiel, ouviu as súplicas deles e fez com que todos percebessem que ELE NÃO É QUALQUER UM! 

Além de Ele ser soberano, é bondoso e fiel, nos fortalecendo e nos ajudando em nossas batalhas diárias.

AMÉM!