"Eu te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie dos teus mandamentos." (Salmo 119:10)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Tristeza de novo não.


Estava demorando. É só isso que estou pensando agora: estava demorando pra isso voltar.

Eu sou assim: uns meses triste pra caramba, consequentemente escrevendo bastante, aqui ou em casa nos meus milhões de cadernos; meses felizes e segura, saindo bastante e aí meses tristes de novo. Como agora.

Milhões de coisas passam pela minha cabeça. Eu costumo querer escrever sobre isso porque me liberto um pouco mais e acreditam que outras pessoas sintam quase a mesma coisa, então, me ajuda e pode ajudar alguém, só o fato de não ser o único, enfim...

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Lis no Peito - Jorge Miguel Marinho.

"Amizade boa se derrama e dá sentido à vida da gente, até parece que nunca houve um

antes nem um depois."

"(...) a vida tinha coisas demais para viver numa vida só."

"(...) o melhor adjetivo para definir sua personalidade era um rapaz entusiasmado, no exato sentido etimológico da palavra: pleno de Deus. Isso: Jarbas era uma pessoa que se bastava e ao mesmo tempo pedia com os olhos e as palavras que você se revelasse para completar a
existência dele - que lembrava aquela passagem da adolescência faminta por novidades e grandes coisas e obriga você a viver um certo estado de surpresa que normalmente não surpreenderia ninguém."

"Era frágil e perigoso viver, mas valia a pena existir."

"Era bom demais pertencer e não bastava se pertencer, era preciso ser de alguém, de uma ideia, de um sentido."

"A mão que pertence ao braço e age livremente como se não pertencesse a ninguém, sabendo-se agradavelmente
pertencida. O pássaro que pertence ao vôo em linha reta e principalmente a borboleta que se entrega ao vôo em espiral. O velho que pertence ao tempo e imóvel, com os bolsos cheios de histórias, vai morrendo calmo. O amigo que pertence a um outro amigo e, por ser parte desse sentimento da ida para um abraço, da aventura para sempre por acontecer, se chama simplesmente 'meu amigo'. "

"Bom mesmo é o livro que, quando a gente acaba de ler, dá vontade de ser um grande amigo do escritor para telefonar para ele toda vez que a gente queira ficar falando com ele pelo tempo que a gente quiser."

"Quem sabe se comecei a escrever tão cedo na vidaporque, escrevendo, pelo menos eu pertencia um pouco a mim mesma. O que é um fac-símile triste. " Clarice Lispector.

"Um dia a Clarice Lispector perguntou para o Chico Buarque o que era o amor. 'Não sei', ele respondeu, 'e você, Clarice?'. 'Nem eu',ela disse e eu entendi, como você possivelmente deve estar entendendo, que amar a gente pode sempre,amar não acaba nunca, é maior vocação de qualquer pessoal e é por isso mesmo que o amor apenas existe e nada mais se pode dizer, existe e só."

MARINHO, Jorge Miguel. Lis no Peito.

Eu gostei muitíssimo deste livro, ainda mais porque, sim, você vai achar um absurdo, mas eu nunca li Clarice, então, de certa forma, serviu como uma introdução pra mim, que com certeza vou lê.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Escolhas

"Alegre-se, jovem, na sua mocidade! Seja feliz o seu coração nos dias da sua juventude! Siga por onde seu coração mandar, até onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a julgamento.Afaste do coração a ansiedade e acabe com o sofrimento do seu corpo, pois a juventude e o vigor são passageiros."
Eclesiastes 11:9-10
Ouço muitas pessoas falando pra mim: "Mas já? Há tanto tempo assim? Nossa, eu aproveitei mais a minha adolescência."
Já cheguei até mesmo a ouvir :"Ah, sei lá, se apegar a isso agora talvez signifique ter que abrir mão de muita coisa." Não vou dar uma de boazona e fingir que essas coisas nunca deixaram caraminholas na minha cabeça. Deixaram e só deixaram! Mas eu nunca levei tão a sério a ponto de abrir mão do que escolhi. Todo mundo fala: vai viver tua adolescência! Ah, tu é nova, tem tanta coisa pra viver.
Eu fiz uma escolha e acho que não vou me arrepender do que escolhi. Eu não sou o exemplo de perfeição, mas eu posso dizer que não fui uma dessas que me agarrei com qualquer um e nem namorei com 5 ou 6 antes do meu Diego (♥), eu não saía de casa escondida, eu não matava aula, eu não brinquei na rua o suficiente pra saber jogar queimada muitíssimo bem ou pular elástico nas alturas como as outras meninas, eu não fiz essas coisas, tá que acho que minha infância deixou a desejar, mas foi a que eu tive e foi muito boa, eu lia muito! :)
Enfim, faça sua escolha e persista eu fiz a minha e não me arrependi.

Marido e Mulher


"E ninguém, ninguém deve saber o que acontece entre marido e mulher, se eles se amam. E, seja qual for a briga, não devem chamar nem a própria mãe para juíz, nem contar nada um do outro. Eles mesmos são seus próprios juízes. O amor é um mistério de Deus e deve ser oculto de todos os olhares estranhos, aconteça o que acontecer. Deste modo, tudo é mais santo, tudo é melhor. Eles se respeitarão mais um ao outro, e muita coisa boa baseia-se no respeito mútuo."

DOSTOIÉVSKI, Fiódor. Memórias do Subsolo.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Compartilhe suas lágrimas



Passamos por tantas dificuldades que vira e mexe acreditamos que somos os mais injustiçados nesse mundo e que não existe ninguém mais com problemas como os nossos e que essas coisas só acontecem conosco...
Não dê tanta atenção assim ao sofrimento que deseja adentrar em seu coração, porque se ele cria raízes floresce a solidão e tudo piora.
Acredite, às vezes, bem do nosso lado, existem pessoas que tem os mesmos problemas que nós... E é tão bom quando se conversa com alguém como se estivesse falando consigo mesmo.
Ninguém tem que ficar sabendo da sua vida por inteiro, mas você não precisa chorar todas as lágrimas escondido e sozinho.
Compartilhe as suas lágrimas e encontre força em si mesmo e no outro.

Um dia eu escrevi: "Ele vai colocar no meu caminho pessoas que nunca mais vão sair, eu sei."
Ele colocou. Jesus está também me ouvindo através das flores que rego por aí...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Família


Eu acredito que família de verdade é aquela que você cria, não se limita a laços de sangue, às vezes um amigo é mais irmão do que o próprio, no entanto, não podemos negar a importância desses laços que nos unem sem escolha.

Não são perfeitas, não estão sempre juntas, mas fazem o que está sempre ao alcance para ajudar o próximo e na hora de sorrir é tudo de bom! Tantos sorrisos juntos, tanto orgulho, tanta felicidade :)
Esse é o melhor conceito que consigo fazer para família.

Confraternização 2012 da família Pinto Lima.
(obs: ainda falta gente)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Tchau!!!

Na expectativa de planejar e fazer metas para um novo ano, acabamos esquecendo do ano que estamos deixando para trás e quando lembramos parece que o mesmo foi incompleto ou não foi tempo o suficiente para realizarmos aquilo que tínhamos combinado. Pode até ser que você tenha razão: pode ser mesmo que o 2011 tenha sido horrível pra você e que em 2012 é que as coisas acontecerão! Mas pense com mais calma e se for verdade que somente uma pequena parte do ano tenha sido boa, muito pequena mesmo, mesmo assim não deixe de lembrá-la, não deixe de agradecer por ela, ela foi a responsável por não ter sido em vão. Aliás, com as decepções e desilusões também saímos ganhando, aprendemos tanto e nos fortalecemos, portanto, o ano não foi em vão!

Em 2011 eu passei no meu primeiro vestibular, eu consegui um emprego, eu conheci pessoas novas, eu comprei (com meu próprio dinheirinho!) um netbook pra mim, eu completei 3 anos de namoro, eu tirei muitas fotos, eu sorri, eu chorei, eu vivi, mas 2012 vem aí, e eu quero aproveitar muito mais, ou pelo menos, aprender o dobro do que aprendi.

domingo, 23 de outubro de 2011

Acabou


Um dia está tudo bem, tantos sorrisos, tanta cumplicidade, tanta fé, tanta história... Um se apoiando no outro. É encantador. Você pensa: "é isso que eu quero pra mim também!".
Acabou. Um dia acabou. Me peguei pensando: "como pode um amor acabar assim?!"
Como pode?

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Eu: completamente incompleta

Acordar e perceber que está faltando alguma coisa... Olhar para o espelho e pensar como está tudo tão chato, tão sem ânimo, perdendo os motivos. Então criamos metas, objetivos, fazemos de tudo para alcançar, para cumprir as promessas que fizemos a nós mesmos.
Mas alguém fala alguma coisa, você logo se chateia, desiste por uns instantes! Por uns instantes apenas! As metas são suas, os objetivos são seus! Faça o que quiser com eles!

Eu quero tocar os tambores e me sentir leve como uma bailarina, de novo! Quero carregar uma criança suja e ter a oportunidade de dar um banho nela, plantar uma árvore, plantar a Palavra. Namorar, viajar, estudar e ser esse emaranhado de coisas bonitinhas.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sons of Anarchy




Hoje terminei de assistir o último episódio da 3ª temporada da série Sons of Anarchy (Filhos da Anarquia), a 4ª temporada ainda não está pronta, portanto, ficarei um bom tempo esperando pelas novas emoções de SOA.

Comecei a assistir porque meu namorado é motociclista (MOTOCICLISTA, OK? NÃO É MOTOQUEIRO!!!) e vivia falando em SOA junto com os amigos dele. Pra não ficar completamente fora do assunto decidi assistir também. No começo eu fiquei com medo, mas com SOA fui aprendendo muitas coisas que dizem respeito não somente ao amor pelo MotoClub, mas até mesmo à fatores correspondentes a relações amorosas, como confiança e companheirismo. Como no início é difícil aceitar e que sim, existem pessoas descompromissadas, traidoras e irresponsáveis, mas sempre é um grupo de amigos.

Estou fazendo uma comparação aqui, mas é claro que os motoclubes de verdade não alcançam SOA, e graças a Deus por isso! Ambos (reais e fictício) são considerados uma família, mas os reais não traficam armas, não têm ligações com o IRA ou com outras facções criminosas...

Aconselho a todos que gostam de emoção, paixão, drama, suspense e surpresas a assistirem Sons of Anarchy. Foi uma das melhores séries que eu já assisti.

Uma pequena sinopse:

Sons of Anarchy é um grupo de motociclistas entusiastas de Harley's que comandam toda uma cidade com a ajuda dos policiais corruptos. Ganham a vida com uma oficina bem equipada (usada muitas vezes apenas como faixada "legal") e a venda e compra de armas, tudo para o bem do clube e a paz na cidade. Conflitos relacionados à confiança entre os membros começam a fragilizar o clube e deixam Jax Teller, o vice-presidente, filho do fundador do clube, com suas dúvidas sobre o que realmente o clube deveria ser. Vários problemas surgem ao longo das três temporadas: brigas com os federais, com o IRA, com Nazistas e claro, com motoclubes rivais. Está em jogo não só a vida dos membros, mas o sentido de viver. Para muitos viver é estar na companhia de seus irmãos, mas até quando o Motoclube se manterá assim?

sábado, 11 de junho de 2011

Não sei como ser assim.

Eu queria ser como todas as outras são. Vaidosas, carinhosas, elegantes, bonitas. Mulheres.
Não sei ser mulher. Para começar, sinto-me infinitamente inferior a todas as outras mulheres e isso não me ajuda muito. Mesmo que eu me arrume um pouquinho mais, não me sinto bem. Não consigo me sentir à vontade. Queria ter um pouquinho mais de auto-estima. Tenho medo de que dessa maneira acabe perdendo muitas coisas. Inclusive o amor próprio.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Desânimo.


É uma temporada básica pela qual passo durante alguns meses do ano... É uma coisa que não dá pra explicar. Tristeza. Desânimo. Cansaço (físico, mental? Não sei...).

Eu queria por dia ser como todas as outras meninas. Burguesinhas, felizes com suas roupas novas, atarefadas com suas atividades diárias: faculdade, facebook, twitter, calouradas, show, cinema...
Queria não ter essa tristeza que me ataca assim de repente sem motivo aparente e me dói tanto...
Faz-me sentir a pior das criaturas, a mais azarada, a mais idiota, feia...
Queria dormir, só dormir.



sábado, 21 de maio de 2011

- Eu tento...


Quando eu penso que já aceitei, que até já estou até gostando, caio em mim e me entristeço novamente. Porque é justamente nessa hora que eu percebo que não tem NADA a ver comigo. Realmente nada. Que me tratam bem só por nem sei o quê, mas que com certeza não é por amizade ou coisa parecida.
Não sei mais que artifícios uso para poder lidar com esta situação.
Eu sou o tipo de garota que acha idiota arranjar briga, que não suporta homem metido a machão o tempo todo, que odeia andar com o tipo de gente que fica fumando e bebendo. Por sinal, eu nem posso sentir o cheiro de cigarro, sou asmática. Já falei isso, mas não adianta. E não tenho defensor.
Eu gosto de praia pra me jogar no mar e tirar fotos dos rostos felizes, gosto de almoços no sábado na casa de alguém, gente que se senta e conversa sobre tudo e inventa brincadeiras que nos levam a mil sorrisos.
Gosto de sorrisos que tenham motivos reais. Não sou aquela garota que ri o tempo todo de bordões inventados por outros. Eu gosto do que é pacífico. Eu gosto de fotos bonitas. Eu gosto de gente sóbria. Eu gosto de gente que tem mais do que o assunto: "show e álcool" pra comentar e cigarro pra compartilhar.
Eu compartilho meus momentos de dor, meu momentos de alegria, minha solidão, minha raiva, meu amor. Não sou totalmente sã, não sei me controlar. O que vier na frente eu jogo! Mas não me orgulho disso, não me sinto bem nestes momentos de descontrole. Talvez por isso seja tão difícil pra mim ter que respeitar algo que vai na contramão dos meus princípios. Mas eu tentei. Tentei entender, aceitar. Respeitar. E talvez nem isso eu tenha conseguido. Só me calei.
Desisti.
Desisti de rir forçado, de fingir que estou gostando. Não tem nada a ver mesmo.
Mas quando penso assim me vem uma dor, uma angústia... Se eu não for mais, se eu só for ver os meus, não vou sentir bem. Vou me sentir excluída.
Estou ficando louca.

domingo, 10 de abril de 2011

s i l ê n c i o



O silêncio é uma qualidde, ou melhor, uma capacidade extremamente necessária.
Não é o fato de ser silencioso que é de suma importância, mas o poder sobre o silêncio.
A detenção dele em momentos específicos e resignação à ele são mais valiosos que qulquer outra "capacidade social".
Estar em silêncio: é disso que preciso.

Calar-me.
Silenciar-me.

Ao conseguir ser dona disso, as palavras passarão a ser mais pesadas; serão mais valiosas.



domingo, 3 de abril de 2011

O problema virou-se contra a problemática.

Eu briguei, briguei, briguei! Chorei, chorei, chorei. Reclamei muito, criei teorias e conceitos, parâmetros. E hoje, me vejo dentro daquilo que nunca quis, que nunca gostei.

Já sofri muito por ter visto pessoas que eu amava tanto se distanciando de mim. Simplesmente parecendo esquecer, colocando-me em 3º ou 4º plano... E agora, quando chega uma hora em que você acorda e se depara com tantas responsabilidades e pouco tempo até para respirar, alguém como eu, que sabe a importância da presença em qualquer relação que haja amor, fica decepcionada e triste consigo mesma por saber que não está suprindo as necessidades que um relacionamento frágil e forte ao mesmo tempo, como a amizade ou o namoro, necessitam.